Salmo 129
(128) O LIBERTADOR DE ISRAEL
Meditação individual, mas apresentada de início em 3ª pessoa. Trata-se de Israel, personalidade colectiva. O conteúdo é de súplica misturada com expressão de confiança. Os perigos aludidos vêm, sobretudo, dos povos vizinhos.
1 *Cântico das peregrinações.Muita guerra me fizeram
desde a minha juventude!
- que o diga Israel.
2 Muita guerra me fizeram
desde a minha juventude,
mas não conseguiram vencer-me.
3 *Como agricultores, lavraram sobre as minhas costas,
abrindo em mim compridos sulcos.
4 *Mas o SENHOR, que é justo,
libertou-me das cadeias dos malfeitores.
5 Sejam envergonhados e retrocedam
todos os inimigos de Sião.
6 *Sejam como a erva dos telhados,
que, antes de ser arrancada, já está murcha.
7 Com ela não enche a mão o ceifeiro,
nem os braços, o que ata os feixes;
8 *nem dirão os que passam pelo caminho:
"Desça sobre vós a bênção do SENHOR;
nós vos abençoamos em nome do SENHOR."
Notas
- 129, 1
- Apesar de referido em 3ª pessoa, Israel é interpelado, "por favor", a pronunciar-se. O salmo é posto na sua boca (118,2; 124,1).
- 3
- Imagem tradicional do tratamento que escraviza e humilha alguém, esta imagem aplica-se bem ao facto de o dorso em questão ser o de Israel, cujo solo humilhado é o motivo que suscita este salmo (Is 50,6; Am 1,3; Hab 3,12).
- 4
- Ver 7,10.12; 11,7; 51,6; 119,137; 145,17; Esd 9,15; Ne 9,33; Lm 1,18; Dn 4,34; 9,14; Sf 3,5.
- 6
- Ver 2 Rs 19,26.
- 8
- Ver 118,26.
Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.