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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Actos dos Apóstolos

Actos dos Apóstolos 3

Cura de um aleijado

1 *Pedro e João subiam ao templo, para a oração das três horas da tarde.
2 *Era para ali levado um homem, coxo desde o ventre materno, que todos os dias colocavam à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola àqueles que entravam.
3 Ao ver Pedro e João entrarem no templo, pediu-lhes esmola. 4 Pedro, juntamente com João, olhando-o fixamente, disse-lhe: «Olha para nós.» 5 O coxo tinha os olhos nos dois, esperando receber alguma coisa deles. 6 *Mas Pedro disse-lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!» 7 E, segurando-o pela mão direita, ergueu-o.
No mesmo instante, os pés e os artelhos se lhe tornaram firmes.
8 *De um salto, pôs-se de pé, começou a andar e entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus. 9 Todo o povo o viu caminhar e louvar a Deus. 10 *Bem o conheciam, como sendo aquele que costumava sentar-se à Porta Formosa do templo a mendigar; ficaram cheios de assombro e estupefactos com o que lhe acabava de suceder. 11 E, como ele não deixasse Pedro e João, todo o povo, cheio de assombro, se juntou a eles sob o chamado pórtico de Salomão.

Discurso de Pedro ao povo

12 Ao ver isto, Pedro dirigiu a palavra ao povo:
«Homens de Israel, porque vos admirais com isto? Porque nos olhais, como se tivéssemos feito andar este homem por nosso próprio poder ou piedade,?
13 *O Deus de Abraão, de Isaac e Jacob, o Deus dos nossos pais, glorificou o seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a libertá-lo. 14 Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação de um assassino. 15 *Destes a morte ao Príncipe da Vida, mas Deus ressuscitou-o dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 16 *Pela fé no seu nome, este homem, que vedes e conheceis, recobrou as forças. Foi a fé que dele nos vem que curou completamente este homem na vossa presença. 17 *Agora, irmãos, sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes.
18 *Dessa forma, Deus cumpriu o que antecipadamente anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Messias havia de padecer. 19 *Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam apagados; 20 e, assim, o Senhor vos conceda os tempos de conforto, quando Ele enviar aquele que vos foi destinado, o Messias Jesus, 21 *que deve permanecer no Céu até ao momento da restauração de todas as coisas, de que Deus falou outrora pela boca dos seus santos profetas.
22 *Moisés disse: 'O Senhor Deus suscitar-vos-á um Profeta como eu, de entre os vossos irmãos. Escutá-lo-eis em tudo quanto vos disser. 23 Quem não escutar esse Profeta, será exterminado do meio do povo.' 24 E, por outro lado, todos os profetas que falaram desde Samuel anunciaram igualmente estes dias. 25 *Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus concluiu com os vossos pais, quando disse a Abraão: 'Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da Terra.' 26 Foi primeiramente para vós que Deus suscitou o seu Servo e o enviou para vos abençoar e para se afastar cada um de vós das suas más acções.»

Notas

3, 1
Inicia aqui uma unidade literária constituída por diversas cenas-tipo: narração de um milagre (v.1-10), discurso missionário sobre o sentido do mesmo (v.11-26), prisão de Apóstolos seguida de processo (4,1-23), oração da comunidade (v.24-30) seguida da efusão do Espírito Santo e da pregação (v.31). Pedro e João: os dois primeiros discípulos dos Doze (1,13; Lc 8,51 nota) aparecem nos Actos como um "dueto", onde João nunca toma a palavra (v.4.12; 4,7-8.13.19). Três horas da tarde, lit., "hora nona" (10,3.30). Ver Suplemento TEMPO, p. 2117.
2
Este é o primeiro milagre nos Actos, operado por Pedro, e tem semelhanças com um outro milagre de Paulo (14,8-10). Deus confirma a pregação dos Apóstolos, fazendo-a acompanhar de sinais e prodígios (2,22 nota; 4,30; 8,6-8.13; 14,3; 19,11-12).
6
Em nome de Jesus: o poder da pessoa de Jesus Cristo anda ligado ao seu próprio Nome (v.16 nota; 1,5 nota). Sobre o título de Nazareno, ver 2,22 nota.
8
Louvar a Deus é uma atitude frequente e natural nos discípulos do Senhor: comunidade primitiva (2,47), paralítico curado (v.8-9), o povo (4,21), Cornélio (10,46), pagãos (13,48). O louvor anda ligado à atitude de fé do crente que vê a acção de Deus na História (2,46-47 nota; 11,18; 13,48; 21,20).
10
O assombro traduz o estado de ânimo dos que se confrontavam com os milagres dos Apóstolos, como sucedera a respeito dos milagres de Cristo (Lc 5,26; 7,16). Só a fé faz ver a dimensão dos milagres e os interpreta como gestos divinos (2,11-12.41; 8,13; 9,35.42; 13,12; 14,11.18; 19,17-18; 28,6).
13
A ressurreição de Jesus é sinal de que Deus cumpre as promessas feitas aos pais (v.18.25). O título de Servo, aplicado a Jesus, inspira-se em Isaías (52,13-53,12) e é próprio dos Actos (v.26; 4,25.27.30; 8,32-33 nota). A ocasião da exaltação de Cristo foi a rejeição humana, a qual faz parte do anúncio primitivo (2,23; 7,35; 13,28; Ex 3,6.15; Is 52,13; Lc 24,20).
15
Príncipe da Vida, título cristológico que ocorre só mais três vezes no NT (5,31; Heb 2,10; 12,2). Jesus, primeiro beneficiário da Vida, é o autor da Vida por excelência (Jo 14,6-11 nota).
16
Foi a fé em Jesus que tornou possível o milagre: da parte do paralítico (v.5) e da parte de Pedro, que assim o explica. O verdadeiro autor do milagre é a pessoa de Jesus Cristo, em cujo Nome assenta a fé do Apóstolo (4,10.30). Sobre este Nome os Actos elaboram uma teologia própria em todo o NT (v.6; 2,38 nota; 4,7; 10,43; 16,18; 19,13-17).
17
Esta ignorância é o desconhecimento das profecias (v.18).
18
Este versículo explicita dois aspectos fundamentais da mensagem apostólica: os sofrimentos do Messias (4,26) e o cumprimento das promessas divinas e das profecias do AT (1 Cor 15,3-5 nota).
19
A conversão é uma transformação interior que faz passar da ignorância e da infidelidade a uma vida de comunhão com Deus na fé (26,18-20; Mt 3,2 nota; 4,17 nota). O apelo à conversão faz parte da conclusão dos discursos missionários (v.26; 2,40; 10,43; 13,38; 17,30; 26,18).
21
Deve permanecer. A ideia de deve é frequente em Lc (Lc 2,49; 4,43; 9,22) e nos Actos. Tal necessidade anda ligada ao plano de Deus (2,23), anunciado nas Escrituras (1,16.22; 17,3), revelado a alguns (9,6.16; 19,21; 23,11; 27,24) e conhecido pela fé (5,29; 16,31).
22-23
Ver Dt 18,15-18 nota.19; Mt 21,11 nota; Mc 6,14-16 nota; Heb 1,1-4 nota.
25
Filhos da aliança. A expressão evoca a aliança do AT (v.13). Portanto, os judeus estão comprometidos nessa aliança, o que é confirmado pelo texto citado (Gn 22,18), onde a palavra "nações" é substituída por famílias.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.