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26 Segunda-feira, 26 de outubro Outubro de 2026 Segunda-feira da semana XXX

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Actos dos Apóstolos

Actos dos Apóstolos 16

Paulo e Silas na Macedónia

1 *Paulo chegou em seguida a Derbe e, depois, a Listra.
Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente e de pai grego,
2 que era muito estimado pelos irmãos de Listra e de Icónio. 3 Paulo resolveu levá-lo consigo e, tomando-o, circuncidou-o, por causa dos judeus existentes naquelas regiões, pois todos sabiam que o pai dele era grego. 4 *Nas cidades por onde passavam, transmitiam e recomendavam aos irmãos que cumprissem as decisões tomadas pelos Apóstolos e pelos Anciãos de Jerusalém.
5 Dessa forma, as igrejas eram confirmadas na fé e cresciam em número, de dia para dia.
6 *Paulo e Silas atravessaram a Frígia e o território da Galácia, pois o Espírito Santo impediu-os de anunciar a Palavra na Ásia. 7 Chegando à fronteira da Mísia, tentaram dirigir-se à Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu. 8 Atravessaram, então, a Mísia e desceram para Tróade.
9 Ora, durante a noite, Paulo teve uma visão: um macedónio estava de pé diante dele e fazia-lhe este pedido: «Passa à Macedónia e vem ajudar-nos!» 10 *Logo que Paulo teve esta visão, procurámos partir para a Macedónia, persuadidos de que Deus nos chamava, para aí anunciar a Boa-Nova.

Em Filipos. Conversão de Lídia

11 *Embarcámos em Tróade e fomos directamente a Samotrácia; no dia seguinte, fomos a Neápoles 12 e de lá, a Filipos, cidade de primeira categoria deste distrito da Macedónia, e colónia. Estivemos aí durante alguns dias. 13 No dia de sábado, saímos fora de portas, em direcção à margem do rio, onde era costume haver oração.
Depois de nos sentarmos, começámos a falar às mulheres que lá se encontravam reunidas.
14 Uma das mulheres chamada Lídia, negociante de púrpura, da cidade de Tiatira e temente a Deus, pôs-se a escutar. O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia. 15 Depois de ter sido baptizada, bem como os de sua casa, fez este pedido: «Se me considerais fiel ao Senhor, vinde ficar a minha casa.» E obrigou-nos a isso.

A escrava bruxa

16 *Um dia, quando íamos à oração, encontrámos uma serva que tinha um espírito pitónico e dava muito lucro aos seus senhores, exercendo a adivinhação. 17 Começou a seguir Paulo e a nós, bradando: «Estes homens são servos do Deus Altíssimo e anunciam-vos o caminho da salvação.»
18 Isto repetiu-se durante vários dias seguidos. Por fim, já agastado, Paulo voltou-se e disse ao espírito: «Ordeno-te, em nome de Jesus Cristo, que saias desta mulher.» E o espírito saiu imediatamente.

Paulo e Silas na Prisão

19 Mas os senhores da escrava, vendo desaparecer a esperança do lucro, apoderaram-se de Paulo e de Silas e arrastaram-nos até à praça pública, à presença dos magistrados. 20 *Apresentando-os aos estrategos, disseram: «Estes homens espalham a desordem na nossa cidade; são judeus, 21 e apregoam usos que não nos é permitido a nós, romanos, nem admitir nem praticar.» 22 A multidão amotinou-se contra eles; e os estrategos, arrancando-lhes as vestes, mandaram-nos açoitar. 23 Depois de lhes terem dado muitas vergastadas, lançaram-nos na prisão, recomendando ao carcereiro que os tivesse sob atenta vigilância. 24 Ao receber tal ordem, este meteu-os no calabouço interior e prendeu-lhes os pés no cepo.

Conversão do carcereiro

25 Cerca da meia-noite, Paulo e Silas, em oração, entoavam louvores a Deus, e os presos escutavam-nos. 26 De repente, sentiu-se um violento tremor de terra que abalou os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as cadeias de todos se desprenderam.
27 Acordando em sobressalto, o carcereiro viu as portas da prisão abertas e puxou da espada para se matar, pensando que os presos se tinham evadido. 28 Paulo, então, bradou com voz forte: «Não faças nenhum mal a ti mesmo, porque nós estamos todos aqui.» 29 O carcereiro pediu luz, correu para dentro da masmorra e lançou-se a tremer, aos pés de Paulo e de Silas.
30 Depois, trouxe-os para fora e perguntou: «Senhores, que devo fazer para ser salvo?» 31 Eles responderam: «Acredita no Senhor Jesus e serás salvo tu e os teus.» 32 E anunciaram-lhe a palavra do Senhor, assim como aos que estavam na sua casa.
33 O carcereiro, tomando-os consigo, àquela hora da noite, lavou-lhes as feridas e imediatamente se baptizou, ele e todos os seus. 34 Depois, levando-os para cima, para a sua casa, pôs-lhes a mesa e entregou-se, com a família, à alegria de ter acreditado em Deus.

Libertação de Paulo e Silas

35 Assim que amanheceu, os estrategos mandaram os lictores dizer ao carcereiro: «Põe esses homens em liberdade.» 36 O carcereiro transmitiu a Paulo aquelas palavras: «Os estrategos mandaram dizer que vos pusesse em liberdade. Saí, pois, e ide em paz.» 37 *Mas Paulo disse aos lictores: «Açoitaram-nos em público, sem julgamento, a nós que somos cidadãos romanos; meteram-nos na prisão, e agora mandam-nos sair às escondidas! Não está bem! Venham eles próprios levar-nos lá para fora.»
38 Os lictores foram comunicar estas palavras aos estrategos. Ao ouvirem dizer que eram cidadãos romanos, ficaram muito assustados. 39 Foram pedir-lhes desculpa, puseram-nos em liberdade e rogaram-lhes que se retirassem da cidade. 40 Ao saírem do cárcere, Paulo e Silas foram a casa de Lídia e, vendo os irmãos, fizeram-lhes as suas recomendações e partiram.

Notas

16, 1
Timóteo é mencionado pela primeira vez e acompanha Paulo na viagem apostólica (17,14-15; 18,5; 19,22; 20,4), tornando-se o discípulo preferido do Apóstolo (Fl 2,19-24); irá encar-regá-lo de missões delicadas (1 Cor 4,17 nota; 16,10-11 nota; 1 Ts 3,2-6) e a ele dirigirá duas Cartas (1 Tm, 2 Tm).
4
Sobre as decisões, ver 15,23-29; 21,25. Sobre os Anciãos, ver 11,30 nota.
6-7
O itinerário de Paulo orientava-se para Oeste, mas o Espírito impele-o, primeiro, na direcção do Norte, até à Frígia e, depois, do território da Galácia (Gl 4,13-15) para a Mísia, na direcção de Tróade e da Europa (18,23; Gl 4,13-15). Tróade, porto marítimo no Noroeste da Ásia Menor e colónia romana desde o tempo de Augusto (v.11; 20,5.6; 2 Cor 2,12-13 nota). Espírito de Jesus, expressão única em Lc e Act, equivalente a Espírito do Senhor (1,8 nota; Lc 11,13 nota; Rm 8,9; Fl 1,19).
10
Aparece aqui a primeira das chamadas "secções-nós" (v.10-17), caracterizadas pelo uso do verbo na primeira pessoa do plural: 20,5-15; 21,1-18; 27,1-28,16.
11-15
A Macedónia estava dividida em quatro distritos, sendo Anfípole (17,1) a capital daquele onde se encontrava Filipos. Esta cidade encontrava-se sobre a via Egnácia, não longe do porto de Neápoles. Colónia do Império, a cidade tinha uma administração própria (v.20-21). Em Filipos, os judeus não tinham sinagoga, fazendo as suas reuniões perto de fontes de água para as abluções rituais (v.13). Aqui Paulo fundou uma igreja, mediante a dupla confirmação dos missionários pelo poder de Cristo (v.16-18 e v.25-34). Pelo facto da pregação ser fora da sinagoga, as mulheres puderam escutá-la e tornaram-se também discípulas.
16
O espírito pitónico designa as artes divinatórias; a raiz do nome está na serpente (piton) que guardava o oráculo de Delfos (19,24; Ex 22,17 nota; Lv 20,27 nota; 1 Sm 28,3 nota).
20-21
A oposição provém de cidadãos romanos, geralmente tolerantes. Os usos em questão são judaicos, que os acusadores não estavam em condições de distinguir dos cristãos. O verdadeiro móbil da hostilidade está na cessação do lucro proveniente da serva adivinha (v.16-18).
37
Paulo apela para o direito romano (Lex Porcia), segundo o qual era proibido flagelar um cidadão romano (22-24; 22,25.29; 23,27).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.