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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Actos dos Apóstolos

Actos dos Apóstolos 21

Subida de Paulo a Jerusalém

1 *Depois de nos separarmos deles, embarcámos e, navegando directamente, chegámos a Cós; no dia seguinte, a Rodes, e de lá, a Pátara. 2 Encontrámos um barco que ia partir para a Fenícia e fizemo-nos ao mar. 3 Chegando à vista de Chipre, que deixámos à esquerda, seguimos em direcção da Síria e aportámos a Tiro, pois era ali que o barco ia descarregar. 4 *Tendo encontrado os discípulos, passámos sete dias com eles.
Inspirados pelo Espírito, diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém.
5 Mas, no fim da nossa estadia, partimos. Acompanharam-nos todos, com as mulheres e os filhos, até fora da cidade. Ajoelhámo-nos na praia para orar, 6 despedimo-nos e subimos para o barco, enquanto eles regressavam às suas casas. 7 E nós, terminada a travessia, fomos de Tiro para Ptolemaida. Depois de termos saudado os irmãos e de termos ficado um dia com eles, 8 *partimos no dia seguinte para Cesareia.
Fomos a casa do evangelista Filipe, um dos sete, e ficámos em sua companhia.
9 *Ele tinha quatro filhas virgens, que eram profetisas. 10 Como lá passámos bastantes dias, desceu da Judeia um profeta de nome Agabo, 11 o qual foi ter connosco, pegou no cinto de Paulo e, ligando-se de pés e mãos, disse: «Isto diz o Espírito Santo: 'O homem, a quem pertence este cinto, será ligado assim, em Jerusalém pelos judeus, e eles entregá-lo-ão às mãos dos pagãos.'» 12 Quando ouvimos isto, nós e os naturais da terra suplicámos a Paulo que não subisse a Jerusalém. 13 *Paulo, então, respondeu: «Porque estais a chorar e a despedaçar-me o coração? Quanto a mim, estou pronto, não só a ser amarrado, mas também a morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor Jesus.» 14 Como não havia meio de o dissuadir, cessámos os nossos pedidos, dizendo: «Seja feita a vontade do Senhor!»
15 *Decorridos esses dias, fizemos os nossos preparativos e subimos a Jerusalém. 16 Acompanharam-nos alguns discípulos de Cesareia, que nos levaram a casa de Menasão, discípulo da primeira hora, que era natural de Chipre.

Em Jerusalém

17 *Quando chegámos a Jerusalém, os irmãos receberam-nos com alegria. 18 No dia seguinte, Paulo foi connosco a casa de Tiago, e todos os anciãos aí se reuniram. 19 Depois de os saudar, começou a expor, minuciosamente, tudo quanto Deus tinha feito entre os pagãos, pelo seu ministério. 20 Quando acabaram de o ouvir, deram glória a Deus e disseram-lhe:
«Vês, irmão, quantos milhares de judeus abraçaram a fé, sem deixarem de ser ardentes defensores da Lei?
21 *Ora, a teu respeito, disseram que ensinas a todos os judeus espalhados entre os pagãos a apostasia em relação a Moisés, aconselhando-os a não circuncidarem os filhos e a não seguirem a Lei. 22 Que fazer então? Decerto, hão-de ouvir dizer que tu chegaste. 23 Faz, pois, o que te vamos sugerir: temos aqui quatro homens que têm um voto a cumprir. 24 Leva-os contigo, submete-te, com eles, aos ritos da purificação e paga-lhes as despesas para raparem a cabeça. Toda a gente ficará, assim, a saber que nada há de verdadeiro nos rumores postos a circular a teu respeito, mas que, pelo contrário, te mantens fiel cumpridor da Lei. 25 *Quanto aos pagãos que abraçaram a fé, já lhes demos a conhecer por escrito a nossa decisão: que se abstenham de carnes imoladas a ídolos, do sangue das carnes sufocadas e da imoralidade.»
26 No dia seguinte, Paulo levou consigo esses homens, purificou-se com eles e entrou no templo, onde anunciou a data em que terminavam os dias da purificação, ao fim dos quais devia ser oferecido o sacrifício por cada um deles.

IV. PAULO PRISIONEIRO DE CRISTO<br>(21,27-28,31)

Prisão de Paulo no templo

27 Quando os sete dias estavam já a terminar, os judeus da Ásia viram-no no templo e, amotinando o povo, 28 *gritaram: «Homens de Israel, acudi! Este é o homem que a todos prega, e em toda a parte, contra o nosso povo, contra a Lei e contra este lugar! Além disso, até gregos introduziu no templo e profanou este lugar santo.»
29 *De facto, tinham visto antes, na cidade, o efésio Trófimo com ele, e pensaram que Paulo o introduziu no templo. 30 A cidade inteira ficou alvoroçada e o povo corria de todos os lados. Apoderaram-se de Paulo e arrastaram-no para fora do templo, cujas portas imediatamente fecharam. 31 Preparavam-se para o matar, quando chegou ao tribuno da coorte a denúncia de que Jerusalém se encontrava toda em alvoroço. 32 Reunindo, sem perda de tempo, soldados e centuriões, precipitou-se com eles sobre os manifestantes que, ao verem o tribuno e os soldados, cessaram de bater em Paulo. 33 Então, o tribuno aproximando-se, mandou-o prender e ordenou que o algemassem com duas cadeias. Depois perguntou-lhe quem era e o que tinha feito. 34 Mas cada qual, no meio da multidão, gritava o que lhe apetecia. Não podendo, devido ao tumulto, obter nenhuma informação precisa, mandou conduzir Paulo para a fortaleza.
35 Quando chegou aos degraus, os soldados tiveram de o levar, por causa da violência da multidão, 36 pois o povo seguia em massa, a gritar: «À morte!»
37 Já quase dentro da fortaleza, Paulo disse ao tribuno: «Ser-me-á permitido dizer-te uma palavra?» Disse ele: «Tu sabes grego? 38 *Não és, então, o egípcio que, há tempos, provocou uma rebelião e arrastou para o deserto os quatro mil sicários?» 39 Paulo respondeu: «Eu sou judeu, de Tarso, cidadão de uma notável cidade de Cilícia. Peço-te que me autorizes a falar ao povo.»
40 *Concedida a autorização, Paulo, de pé nos degraus, acenou com a mão ao povo. Fez-se profundo silêncio, e ele dirigiu-lhes a palavra em língua hebraica, dizendo:

Notas

21, 1
Terceira "secção-nós" (v.1-18; 16,10 nota). Tendo ido com Paulo a Jerusalém, Lucas volta a acompanhá-lo de Cesareia a Roma (27,1).
4
Inspirados pelo Espírito: provavelmente trata-se de profetas (11,27). À exortação por palavras junta-se a mímica (v.11), à maneira dos antigos profetas (Jr 18,1).
8
Filipe é chamado evangelista. A sua actividade missionária mereceu-lhe este título (6,5; 8,5.40).
9
Profetas: ver 11,27-29 nota. Sobre mulheres profetisas, ver 1 Cor 11,4-6 nota; 14,34-36 nota.
13
Ver 5,41 nota; 20,24; Lc 21,12 nota.
15
Subimos a Jerusalém. Expressão equivalente à da subida de Jesus (Lc 9,51 nota).
17
Com esta última ida de Paulo a Jerusalém encerra-se a sua actividade missionária. Também aí a tinha iniciado, a seguir à Assembleia (15,36).
21
O versículo sintetiza as consequências que um judeu de boa fé tirava do ensinamento de Paulo quanto à salvação pela fé, sem a circuncisão e sem as obras da Lei (10,1 nota; 15,1 nota; Rm 2,25-29.27; 3,21-31 nota; 4,1-25 nota; 10,4; Gl 2,16-17 nota; 3,22; Ef 2,9 nota; Tg 2,14-26 nota). Paulo pensava em libertar das obrigações da Lei de Moisés os pagãos convertidos, sem pretender afastar os judeus do cumprimento da Lei.
25
Os termos da comunicação escrita recordam os da carta de Jerusalém (15,23-29 nota).
27
Com o episódio do tumulto em Jerusalém (v.27-36), começam a realizar-se os projectos (19,21; 20,16) e pressentimentos de Paulo (v.13; 20,22.25), assim como as profecias a seu respeito.
28
A acusação recorda a que fora feita contra Estêvão (v.21; 6,11-13.13 nota; 24,6; Mt 26,61 nota; 27,40). Este lugar. Os pagãos só tinham acesso ao primeiro pátio do templo, o "Pátio dos gentios"; ultrapassar esse espaço era um sacrilégio, punível com pena de morte.
29
Trófimo: ver 20,4 nota; 2 Tm 4,20 nota.
38
Sicários, nacionalistas judeus em revolta contra Roma. Este episódio do egípcio é conhecido do historiador Josefo (5,36.37 notas).
40
Língua hebraica, provavelmente, aramaica (26,14). O hebraico deixou de ser língua corrente a partir do Exílio.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.