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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Actos dos Apóstolos

Actos dos Apóstolos 19

Paulo em Éfeso

1 *Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, depois de atravessar as regiões do interior, chegou a Éfeso. Encontrou alguns discípulos 2 *e perguntou-lhes: «Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé?» Responderam: «Mas nós nem sequer ouvimos dizer que existe o Espírito Santo.» 3 E indagou: «Então, que baptismo recebestes?» Responderam eles: «O baptismo de João.» 4 «João - disse Paulo - ministrou apenas um baptismo de penitência e dizia ao povo que acreditasse naquele que ia chegar depois dele, isto é, Jesus.» 5 Quando isto ouviram, baptizaram-se em nome do Senhor Jesus. 6 *E, tendo-lhes Paulo imposto as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles e começaram a falar línguas e a profetizar. 7 Eram, ao todo, uns doze homens.
8 Paulo foi, em seguida, à sinagoga, onde, durante três meses, falou desassombradamente e argumentava de forma a persuadir os seus ouvintes sobre o que dizia respeito ao Reino de Deus. 9 *Como alguns se mostrassem renitentes e não acreditassem, dizendo mal da «Via» perante a multidão, rompeu com eles, afastou-se com os seus discípulos e começou a ensinar diariamente na escola de Tirano. 10 *Isto prolongou-se por dois anos, de modo que todos os habitantes da Ásia, tanto judeus como gregos, puderam ouvir a palavra do Senhor.
11 Deus fazia milagres extraordinários por intermédio de Paulo, 12 a tal ponto que bastava aplicar aos doentes os lenços e as roupas que tinham estado em contacto com o seu corpo, para que as doenças e os espíritos malignos os deixassem.

Os exorcistas judeus

13 Entretanto, alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que estavam possuídos de espíritos malignos, dizendo: «Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo anuncia.»
14 E havia sete filhos de um certo Escevas, Sumo Sacerdote judeu, que se entregavam a estas práticas. 15 Mas o espírito maligno replicou-lhes: «Eu conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?» 16 E atirando-se a eles o homem que estava possuído do espírito maligno, apoderou-se de uns e de outros e tratou-os tão violentamente, que tiveram de fugir daquela casa, nus e cobertos de contusões. 17 *Todos os habitantes de Éfeso, judeus e gregos, souberam da ocorrência, e todos se encheram de temor, sendo enaltecido o nome do Senhor Jesus. 18 Muitos dos que tinham abraçado a fé vieram confessar e declarar as suas práticas. 19 E muitos dos que se tinham dedicado à magia trouxeram os seus livros e queimaram-nos diante de todos. O valor dos livros foi calculado em cinquenta mil moedas de prata. 20 *Era assim que a palavra do Senhor se desenvolvia e fortalecia vigorosamente.
21 *Depois destes acontecimentos, Paulo resolveu ir a Jerusalém, passando pela Macedónia e Acaia. «Depois de eu lá ter estado - disse ele - tenho de ver Roma também.» 22 Enviou, então, à Macedónia dois auxiliares seus, Timóteo e Erasto. Quanto a ele, ficou ainda mais algum tempo na Ásia.

Tumulto contra Paulo

23 *Por esse tempo, levantou-se não pequeno tumulto a respeito da «Via.» 24 *Um certo Demétrio, ourives que fazia santuários de Ártemis, de prata, e proporcionava aos artífices um negócio lucrativo, 25 convocou-os, assim como a outros que trabalhavam em obras semelhantes e, disse: «Sabeis, amigos, que a esta indústria devemos a nossa prosperidade. 26 Ora, como vedes e ouvis dizer, não só em Éfeso, mas também em toda a Ásia, esse Paulo convenceu e desviou imensa gente, afirmando que não são deuses os que são feitos pelas mãos do homem. 27 Isto não só faz correr o risco de cair em descrédito a nossa indústria, mas também de se reputar como nada o templo da grande deusa Ártemis, e de vir a perder o prestígio aquela que a Ásia inteira e todo o mundo veneram.»
28 Quando isto ouviram, enfureceram-se e começaram a dizer em altos brados: «Grande é a Ártemis dos efésios!» 29 *A desordem espalhou-se pela cidade inteira e todos, em massa, se precipitaram para o teatro, arrastando com eles os macedónios Gaio e Aristarco, companheiros de viagem de Paulo. 30 Paulo queria apresentar-se diante da assembleia do povo, mas os discípulos opuseram-se a isso 31 *e até alguns dos asiarcas, seus amigos, lhe mandaram pedir que não se apresentasse no teatro.
32 Cada qual gritava por seu lado, pois a assembleia estava em confusão, e a maior parte não sabia por que motivo se tinha reunido. 33 Então, do meio da multidão, saiu Alexandre, previamente informado, que os judeus empurravam para a frente. Alexandre, com um sinal da mão, deu a entender que desejava dar explicações ao povo. 34 Mas, quando se aperceberam de que ele era judeu, todos começaram a gritar, numa só voz, durante cerca de duas horas: «Grande é a Ártemis dos efésios!» 35 Por fim, o secretário acalmou a multidão e disse: «Efésios! Quem é o homem que ignora ser a cidade de Éfeso a guarda do templo da grande Ártemis e da sua estátua caída do céu? 36 Portanto, sendo isto incontestável, deveis permanecer tranquilos e nada fazer com precipitação. 37 Estes homens que trouxestes aqui não são culpados nem de sacrilégio, nem de blasfémias, em relação à nossa deusa. 38 Consequentemente, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma queixa contra alguém, há audiências públicas e há procônsules; venham debater-se em juízo. 39 Mas, se tiverdes qualquer outra questão a debater, ela será resolvida na assembleia legal. 40 É possível que sejamos acusados de insurreição a propósito do que hoje sucedeu, pois não existe motivo algum com que possamos vir a justificar este ajuntamento.» E, com estas palavras, dissolveu a assembleia.

Notas

19, 1
Paulo chega a Éfeso, vindo da parte montanhosa do país (Frígia: 18,23). Capital da província da Ásia, Éfeso era um dos mais importantes centros comerciais e religiosos do mundo greco-romano. Paulo passou em Éfeso mais de dois anos e aí deve ter escrito 1 Coríntios e Gálatas.
2-5
Os discípulos de Éfeso ainda não tinham ouvido falar do dom do Espírito, do Pentecostes, manifestando uma fé semelhante à de Apolo, por quem tinham sido ensinados (8,17 nota; 10,44 nota; 18,24 nota).
6
Ver 2,4 nota; 8,17 nota; 10,46 nota; 11,27-29 nota.
9
Como em Corinto (18,6-7), a hostilidade de alguns judeus leva Paulo a afastar-se deles (13,46 nota); alguns continuarão a ouvi-lo (v.10). Sobre a Via, ver 9,2 nota. Tirano era um professor de retórica que emprestava a sua sala a Paulo.
10
Ásia. Trata-se da região que tinha Éfeso como centro. É possível que a fundação das igrejas de Colossos (Cl 1,7), de Laodiceia e de Hierápolis (Cl 4,13.15) date desta época. Dois anos, aos quais se devem juntar os três meses do v.8. Em 20,31, Paulo falará de três anos em Éfeso.
17
O nome do Senhor Jesus é glorificado como Deus (v.11; 2,36 nota; 3,8.16 notas; 4,21 nota).
20
Ver 6,7; 12,24.
21
Macedónia, Acaia, Jerusalém, Roma, tais eram as etapas do projecto de Paulo, que parece ainda livre de preocupações quanto à sua viagem a Jerusalém (20,22-23; Rm 1,12-15; 15,22-23 nota; 1 Cor 16,5-9 nota; 2 Cor 1,15-16 nota). A viagem de Paulo a Jerusalém tinha como finalidade levar a colecta das comunidades paulinas (24,17 nota).
23
Começa aqui uma longa narração (v.23-40) pitoresca, onde parece que a pregação do Evangelho não era censurada pelas leis romanas (v.37-39; 18,15 nota).
24
São reproduções reduzidas do santuário de Ártemis, o mais popular da cidade (v.27).
29
Gaio, discípulo originário da Macedónia (20,4). Aristarco, natural de Tessalónica (20,4), acompanhou Paulo durante o seu cativeiro (17,4 nota; 27,2 nota; Cl 4,10; Flm 24).
31
Asiarcas eram três ou quatro chefes de províncias da Ásia que, eleitos todos os anos, deviam presidir ao culto do imperador de Roma.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.