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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

São Mateus

São Mateus 1

I. EVANGELHO DA INFÂNCIA DE JESUS (1,1-2,23; ver Lc 1,5-2,52)

Genealogia de Jesus Cristo (Lc 3,23-38)

1 *Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão:
2 Abraão gerou Isaac;
Isaac gerou Jacob;
Jacob gerou Judá e seus irmãos;
3 Judá gerou, de Tamar, Peres e Zera;
Peres gerou Hesron;
Hesron gerou Rame;
4 Rame gerou Aminadab;
Aminadab gerou Nachon;
Nachon gerou Salmon;
5 Salmon gerou, de Raab, Booz;
Booz gerou, de Rute, Obed;
Obed gerou Jessé;
6 Jessé gerou o rei David.
David, da mulher de Urias, gerou Salomão;
7 Salomão gerou Roboão;
Roboão gerou Abias;
Abias gerou Asa;
8 Asa gerou Josafat;
Josafat gerou Jorão;
Jorão gerou Uzias;
9 Uzias gerou Jotam;
Jotam gerou Acaz;
Acaz gerou Ezequias;
10 Ezequias gerou Manassés;
Manassés gerou Amon;
Amon gerou Josias;
11 Josias gerou Jeconias e seus irmãos,
na época da deportação para Babilónia.
12 Depois da deportação para Babilónia,
Jeconias gerou Salatiel;
Salatiel gerou Zorobabel;
13 Zorobabel gerou Abiud.
Abiud gerou Eliaquim;
Eliaquim gerou Azur;
14 Azur gerou Sadoc;
Sadoc gerou Aquim;
Aquim gerou Eliud;
15 Eliud gerou Eleázar;
Eleázar gerou Matan;
Matan gerou Jacob.
16 Jacob gerou José, esposo de Maria,
da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo.
17 *Assim, o número total das gerações é, desde Abraão até David, catorze; de David até ao exílio da Babilónia, catorze; e, desde o exílio da Babilónia até Cristo, catorze.

Anúncio do nascimento de Jesus (Lc 1,26-38)

18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. 19 *José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. 20 *Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. 21 *Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.»
22 Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: 23 *Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. 24 Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. 25 *E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus.

Notas

1, 1-16
Depois da genealogia de Jesus, o prólogo de Mt compreende cinco cenas onde se alternam os sonhos de José e as intervenções de Herodes, segundo duas tradições diferentes. Para apresentar a origem do homem Jesus Cristo, Mt recorre ao género literário das genealogias, mostrando, assim, que Jesus, considerado como Messias pela comunidade cristã, enraizava no povo eleito. Referindo a história da ascendência de Jesus e estabelecendo conexão entre Ele e os principais depositários das promessas messiânicas (Abraão e David), o evangelista evidencia que nele encontra sentido toda a História de Israel. Por outro lado, decalcando o título de abertura - Genealogia de Jesus Cristo - sobre o da narração da descendência do primeiro casal humano (Gn 5,1-32), Mt sugere que Jesus ocupa o lugar de Adão, relativamente a uma nova geração, a dos seus discípulos. A ideia de remontar a Adão, cabeça da humanidade, é própria da genealogia de Lc 3,23-38, mais universalista. Ambas as listas de nomes terminam com José, que era apenas pai legal de Jesus; esse título bastava para conferir os direitos de herança, neste caso da linhagem davídica (Gn 49,1-33 nota; Ex 6,14-27 nota; 2 Sm 7,1 nota). Mencionando os nomes de quatro mulheres, Tamar, Raab, Rute e a mulher de Urias, que geraram em condições irregulares e das quais três eram estrangeiras, Mt realça o dom da graça e a universalidade como prerrogativas evangélicas.
17
O número catorze gerações, que tem sido objecto de várias explicações, constitui um quadro literário com base bíblica, provavelmente na genealogia transmitida pelo livro de Rute (Rt 4,18-22), a cujos dez nomes se juntaram os dos três Patriarcas e do pai de Peres (Gn 10,1-32 nota; 1 Cr 2,10-13: Salma).
18
O facto do nascimento legal de Jesus, afirmado pela genealogia, é objecto de uma narração sobre o modo como José, filho de David, acolhe o filho de Maria na sua linhagem. Graças à citação de Is 7,14, o texto de Mt exprime a fé da Igreja na concepção virginal (Lc 1,26.27 notas). Assim, Jesus, filho de uma virgem, era também filho de David (v.1-16 nota; Lc 1,26-38). Sobre o anúncio do nascimento, ver Gn 16,2 nota; 17,5 nota; Jz 13,1-25 nota; 1 Sm 1,1 nota; Lc 1,19 nota.
19
Em virtude dos esponsais, os noivos hebreus eram considerados como esposos, mesmo antes de viverem em comum, podendo o vínculo contraído ser desligado só pelo repúdio legal. Isso explica o conflito de consciência de José perante a maternidade de Maria. O seu sentido de "justiça" está sobretudo em ultrapassar a letra da Lei, que mandava apedrejar a mulher adúltera (Dt 22,20-21), respeitando Maria e o mistério de que era portadora. Tendo em conta o carácter oficial do repúdio legal, não se compreende bem o sentido do abandono de Maria em segredo por parte de José; talvez se refira à decisão deste em seu coração, não à sua pública projecção.
20
Anjo do Senhor. Como no AT, designa a intervenção do próprio Deus (Gn 22,16 nota; 32,1-33 nota; 48,16 nota; Ex 3,2; 2 Sm 14,17 nota; Jz 2,1 nota; Sl 8,6-7 nota; 34,8 nota; Dn 13,59 nota; Zc 1,11 nota; Act 8,26 nota). Indicando o sonho como meio de comunicação com os seres humanos, Mt acentua a iniciativa e a transcendência de Deus (2,13 nota.13.19.22; Gn 20,3 nota; Jz 7,13 nota; 1 Rs 3,5-14 nota; Sir 34,1-8 nota; Dn 2,1 nota).
21
Etimologicamente, Jesus (hebr. Jechua) significa "o Senhor salva". A mensagem evangélica pode significar para José a revelação da concepção virginal de Maria, com o encargo de dar ao menino o nome de Jesus. Perante esse facto, a José é atribuída a função capital de conferir a filiação davídica pela imposição do nome (v.1-16.18.25 notas; Ex 6,14-27 nota; 2 Sm 7,1 nota; Lc 1,31-33 nota; 2,21; Act 4,12 nota).
23
Primeira das "citações de cumprimento" com que Mt interpreta os acontecimentos mais importantes da vida de Jesus (v.22; 2,15.17.23; 4,14; 8,17; 13,35; 21,4; 27,9), mostrando em Jesus a realização dos desígnios de Deus. A citação é feita segundo o texto grego de Is 7,14, excepto a expressão tu lhe darás o nome, que Mt traduz por hão-de chamá-lo Emanuel; a adaptação era justificada pelo contexto, uma vez que Jesus não foi chamado Emanuel por José, mas pela comunidade cristã (Is 8,8.10). Sobre o sentido do nome, ver Ex 3,14-15 nota; Lv 24,11 nota; 1 Sm 1,20 nota; Pr 18,10 nota; Is 1,26 nota; Act 1,5 nota; 9,14 nota.
25
Conhecer, na linguagem bíblica, pode significar as relações sexuais (Lc 1,34). A intenção do evangelista é sublinhar que Maria era virgem quando nasceu Jesus, sem que do texto se possa fazer qualquer outra dedução. Ver Gn 4,1 nota; 19,5-7 nota; Ex 2,25 nota; Jz 19,22 nota; 1 Rs 1,4 nota.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.