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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

São Mateus

São Mateus 14

Herodes e Jesus (Mc 6,14-16; Lc 9,7-9)

1 *Por aquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos de Herodes, o tetrarca, 2 e ele disse aos seus cortesãos: «Esse homem é João Baptista! Ressuscitou dos mortos e, por isso, se manifestam nele tais poderes miraculosos.»

Execução de João Baptista (Mc 6,17-29; Lc 3,19-20)

3 *De facto, Herodes tinha prendido João, algemara-o e metera-o na prisão, por causa de Herodíade, mulher de seu irmão Filipe. 4 *Porque João dizia-lhe: «Não te é lícito possuí-la.» 5 Quisera mesmo dar-lhe a morte, mas teve medo do povo, que o considerava um profeta. 6 Ora, quando Herodes festejou o seu aniversário, a filha de Herodíade dançou perante os convidados e agradou a Herodes, 7 pelo que ele se comprometeu, sob juramento, a dar-lhe o que ela lhe pedisse. 8 Induzida pela mãe, respondeu: «Dá-me, aqui num prato, a cabeça de João Baptista.»
9 *O rei ficou triste, mas, devido ao juramento e aos convidados, ordenou que lha trouxessem 10 e mandou decapitar João Baptista na prisão. 11 Trouxeram, num prato, a cabeça de João e deram-na à jovem, que a levou à sua mãe. 12 *Os discípulos de João vieram buscar o corpo e sepultaram-no; depois, foram dar a notícia a Jesus.

Jesus alimenta cinco mil pessoas (15,32-38; Mc 6,34-44; 8,1-9; Lc 9,10-17; Jo 6,1-15)

13 Tendo ouvido isto, Jesus retirou-se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-o a pé, desde as cidades. 14 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos. 15 Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.» 16 Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.» 17 Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.» 18 «Trazei-mos cá» - disse Ele.
19 *E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu-os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão. 20 *Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze cestos. 21 Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

Jesus caminha sobre as águas (Mc 6,45-52; Jo 6,16-21)

22 Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. 23 *Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. 24 *O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
25 De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. 26 Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. 27 No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» 28 *Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» 29 «Vem» - disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. 30 Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» 31 Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» 32 E, quando entraram no barco, o vento amainou. 33 *Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»

Curas em Genesaré (Mc 6,53-56)

34 Após a travessia, pisaram terra em Genesaré. 35 Ao reconhecerem-no, os habitantes daquele lugar espalharam a notícia por toda a região.
Trouxeram-lhe todos os doentes,
36 suplicando-lhe que, ao menos, os deixasse tocar na orla do seu manto. E todos aqueles que a tocaram, ficaram curados.

Notas

14, 1
Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande, e irmão de Arquelau. Depois da morte de seu pai, herdou as províncias da Galileia e Pereia (Lc 3,1-2 nota.19 nota; 9,7 nota; Act 13,1).
3
Herodíade, filha de Aristóbulo e Berenice, mulher de Herodes Filipe, desposou ilegalmente Herodes Antipas, seu tio. O crime de Antipas consistiu menos em desposar a sua sobrinha do que em tê-la tomado ao seu irmão ainda vivo (Lc 3,19 nota).
4-5
A Lei proibia os matrimónios entre consanguíneos (Lv 20,21). Herodes Antipas, para desposar a sua sobrinha, tinha repudiado a primeira mulher, filha do rei nabateu Aretas.
9
Herodes é chamado rei, mas era apenas tetrarca (v.1), isto é, governador de um quarto do reino.
12
As últimas palavras do versículo, próprias de Mt, fazem a ligação com a narração seguinte, estabelecendo uma relação especial entre Jesus e o Precursor.
13
Ao saber da prisão de João Baptista (4,12), Jesus retirou-se; procede do mesmo modo, ao ter conhecimento da morte do Precursor. Esta pressagiava a sua própria morte; mas, enquanto não chegar a hora da Paixão, Jesus retira-se (12,14-16 nota; 15,21; 16,4; Jo 8,59; 11,54).
19
Mais do que Lc e Mc, Mt decalca a narração da multiplicação dos pães sobre a da instituição da Eucaristia (26,26 nota). A sua atenção incide sobre os pães, que são partidos, distribuídos e reunidos os restos. Enquanto Lc e Jo falam de uma única multiplicação dos pães, Mt (v.13-21; 15,32-39) e Mc (6,34-44; 8,1-9) desdobram o episódio segundo duas tradições diversas, uma palestinense e outra gentílica. Os gestos de Jesus foram entendidos como sinal da Eucaristia (Mc 6,41 nota; Lc 9,16 nota; 24,30 nota; Jo 6,11-13).
20
Comeram e ficaram saciados. Talvez se trate de alusão ao maná dado a Israel no deserto (Ex 16,4-5.12-15.14.31 notas; Sl 78,24-30; Sb 16,20-21 nota). A recolha dos restos de pão evoca um outro episódio do AT passado com Eliseu e o seu servo (2 Rs 4,42-44). Os doze cestos evocam o número dos 12 discípulos, escolhidos e ensinados por Jesus a dar o pão da Palavra às multidões com fome (10,1-4.2 nota; 11,1; 20,17; 26,20).
22
Jesus obrigou os discípulos. Mt parece indicar que Jesus arrefece o entusiasmo fácil dos discípulos (Jo 6,15).
23
Os evangelistas, sobretudo Lc, salientam que Jesus gostava de orar na solidão ou de noite, particularmente por ocasião dos acontecimentos importantes da sua missão. Pelo seu exemplo e ensino, Jesus inculcou nos discípulos a necessidade e o modo de orar (18,20 nota).
24-25
Centenas de metros, lit., "vários estádios". De madrugada, lit., "quarta vigília da noite", corresponde ao período que vai das três às seis horas da manhã. Ver Suplemento TEMPO, p. 2117.
28
Pedro. São três os episódios, próprios de Mt, que têm no centro a figura de Pedro (v.28-33; 16,13-20; 17,24-28). Pedro é o tipo do discípulo na sua adesão ao Mestre.
33
A exclamação dos discípulos reflecte um ambiente litúrgico, assim como o grito de Pedro (v.30). A dimensão eclesial da narração sobressai mais ainda no barco como símbolo da Igreja (16,14-16 nota; 26,63; 27,54; Mc 6,52 nota).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.