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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

São Mateus

São Mateus 18

Discurso Eclesial (18,1-35)

O maior no Reino (Mc 9,33-37; Lc 9,46-48; Jo 13,20)

1 Naquele momento, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: «Quem é o maior no Reino do Céu?»
2 Ele chamou um menino, colocou-o no meio deles 3 *e disse: «Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu. 4 Quem, pois, se fizer humilde como este menino será o maior no Reino do Céu. 5 Quem receber um menino como este, em meu nome, é a mim que recebe.»

Escândalo (5,27-30; Mc 9,42-48; Lc 17,1-3)

6 *«Mas, se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, seria preferível que lhe suspendessem do pescoço a mó de um moinho e o lançassem nas profundezas do mar. 7 *Ai do mundo, por causa dos escândalos! São inevitáveis, decerto, os escândalos; mas ai do homem por quem vem o escândalo!
8 *Se a tua mão ou o teu pé são para ti ocasião de queda, corta-os e lança-os para longe de ti: é melhor para ti entrares na Vida mutilado ou coxo, do que, tendo as duas mãos ou os dois pés, seres lançado no fogo eterno. 9 Se a tua vista é para ti ocasião de queda, arranca-a e lança-a para longe de ti: é melhor para ti entrares com uma só vista na Vida, do que, tendo os dois olhos, seres lançado na Geena do fogo.»

A ovelha tresmalhada (Lc 15,4-7)

10 «Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, pois digo-vos que os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu. 11 *Porque o Filho do Homem veio salvar o que se tinha perdido.
12 *Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove no monte, para ir à procura da tresmalhada? 13 E, se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo: alegra-se mais com ela do que com as noventa e nove que não se tresmalharam. 14 Assim também é da vontade de vosso Pai que está no Céu que não se perca um só destes pequeninos.»

Correcção fraterna

15 *«Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão. 16 *Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos. 18 *Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.»

Oração comunitária

19 «Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu. 20 *Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.»

Perdão na comunidade (Lc 17,3-4)

21 Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» 22 *Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
23 Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. 24 *Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. 25 Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. 26 O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.' 27 Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!' 29 O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.' 30 Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. 31 Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. 32 O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; 33 não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?' 34 E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia.
35 *Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»

Notas

18, 3-5
As crianças são apresentadas na sua simplicidade e situação de dependência como um sinal do Reino. Convidados a tornarem-se como as crianças (v.4), os discípulos devem também acolher os pequeninos, isto é, os marginalizados (v.5; 19,13-15; 20,25-27; Mc 9,33-37 nota; Lc 22,24-27 nota).
6
Sobre o escândalo, visto como causa de queda, ver 5,29-30 nota; 16,23 nota. A mó de um moinho, que um jumento fazia girar, era uma pedra grande, em oposição às mós pequenas movidas à mão.
7
Mundo não designa a natureza cósmica, mas o mundo das pessoas, a humanidade (4,8; 5,14; 26,13) onde Satanás pode exercer o seu poder (4,1-11).
8-9
Por associação verbal baseada na palavra "escândalo", estes versículos inseridos aqui, mas já referidos em 5,29-30, quebram a continuidade do texto. Entrar na Vida é ter parte na salvação, na vida eterna (7,14; 19,16.29; 25,46). A Geena, nome de um vale de Jerusalém onde outrora foram sacrificadas crianças, tornou-se o símbolo do lugar maldito reservado para o castigo dos maus, uma imagem do inferno. Ver 5,22 nota; Lv 18,21 nota; Ne 11,30 nota; Is 30,33 nota; Jr 7,31-34 nota.
10
A referência aos anjos e ao Pai serve para pôr em evidência a responsabilidade dos chefes da comunidade eclesial, no sentido de prestarem particular atenção aos "pequeninos" na fé (v.3-5 nota.13-14).
11
Este versículo falta em muitos manuscritos (Lc 19,10).
12-14
Segundo Lc 15,4-6, a ovelha perdida é símbolo das pessoas que Jesus vem procurar e salvar. Aqui, a ovelha tresmalhada indica os pequeninos (v.14) ou os membros da comunidade em risco de se perderem, devido ao desprezo (v.10) ou à severidade (v.21) dos "grandes" (Lc 15,3-7 nota).
15-17
Estes versículos destinavam-se a moderar o rigor dos que exigiam a expulsão imediata dos pecadores da comunidade. Daí o apelo a ganhar para a comunidade o irmão, que estava prestes a ser excluído (Lc 17,3). O corte da comunidade com os impenitentes vem do costume judaico de não contactar com gentios nem cobradores de impostos, considerados pessoas impuras.
16
Ver Dt 19,15-17; Jo 8,17; 2 Cor 13,1.
18
O poder de ligar e desligar conferido a Pedro é também comunicado aos outros ministros da Igreja, aos quais se dirige o discurso do cap. 18 (16,19 nota).
20
Texto de cariz litúrgico. Jesus é apresentado por Mt como Senhor da Comunidade, o Deus connosco - Emanuel - (1,23 nota; 28,20 nota; Is 7,3.12.14 notas). Sinal e raiz dessa comunhão no Senhor é a oração (7,7; 14,23 nota; 21,22; Sb 7,7 nota; Mc 11,24.20-26 nota; Lc 23,34 nota; Cl 4,12-16 nota).
22
Setenta vezes sete, isto é, sempre. À vingança tribal (Gn 4,23-24), Jesus opõe, com as palavras e o exemplo (Lc 23,34 nota), o perdão sem limites como característica do discípulo (5,38-39 nota).
24-28
Dez mil talentos, uma quantia enorme, a significar que o servo não tinha saída para a sua dívida, salvando-se apenas graças à piedade do seu senhor (v.27). O talento valia entre 21 e 34 kg, e podia ser em ouro ou em prata. Idêntico comportamento devia ele ter com o colega que lhe devia apenas cem denários (v.28). Esta soma irrisória não tinha proporção com a anterior. Ver Suplemento MOEDAS, p. 2116.
35
Ver 6,15; Mc 11,25; Ef 4,32; Cl 3,13.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.