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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

São Mateus

São Mateus 9

Cura de um paralítico (Mc 2,1-12; Lc 5,17-26; Jo 5,1-9)

1 *Depois disto, subiu para o barco, atravessou o mar e foi para a sua cidade. 2 Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.» 3 Alguns doutores da Lei disseram consigo: «Este homem blasfema.»
4 Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações? 5 Que é mais fácil dizer: 'Os teus pecados te são perdoados', ou: 'Levanta-te e anda'? 6 *Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados - disse Ele ao paralítico: 'Levanta-te, toma o teu catre e vai para tua casa.» 7 E ele, levantando-se, foi para sua casa.
8 *Ao ver isto, a multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

Chamamento de Mateus (Mc 2,13-17; Lc 5,27-32)

9 *Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me!» E ele levantou-se e seguiu-o.
10 Encontrando-se Jesus à mesa em sua casa, numerosos cobradores de impostos e outros pecadores vieram e sentaram-se com Ele e seus discípulos.
11 *Os fariseus, vendo isto, diziam aos discípulos: «Porque é que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e os pecadores?»
12 Jesus ouviu-os e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. 13 *Ide aprender o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»

Discussão sobre o jejum (Mc 2,18-20; Lc 5,33-35)

14 Depois, foram ter com Ele os discípulos de João, dizendo: «Porque é que nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?»
15 *Jesus respondeu-lhes: «Porventura podem os convidados para as núpcias estar tristes, enquanto o esposo está com eles? Porém, hão-de vir dias em que lhes será tirado o esposo e, então, hão-de jejuar.»

O velho e o novo (Mc 2,21-22; Lc 5,36-39)

16 Ninguém põe um remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo puxa parte do tecido e o rasgão torna-se maior. 17 *Nem se deita vinho novo em odres velhos; de contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho e estragam-se os odres. Mas deita-se o vinho novo em odres novos; e, desta maneira, ambas as coisas se conservam.»

A filha de Jairo e a mulher com hemorragia (Mc 5,21-43; Lc 8,40-56)

18 Enquanto Jesus lhes dizia estas coisas, aproximou-se um chefe que se prostrou diante dele e disse: «Minha filha acaba de morrer, mas vem impor-lhe a tua mão e viverá.» 19 Jesus, levantando-se, seguiu-o com os discípulos.
20 *Então, uma mulher, que padecia de uma hemorragia há doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe na orla do manto, 21 pois pensava consigo: 'Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada.' 22 *Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse-lhe: «Filha, tem confiança, a tua fé te salvou.» E, naquele mesmo instante, a mulher ficou curada.
23 Quando chegou a casa do chefe, vendo os flautistas e a multidão em grande alarido, disse: 24 «Retirai-vos, porque a menina não está morta: dorme.» Mas riam-se dele. 25 Retirada a multidão, Jesus entrou, tomou a mão da menina e ela ergueu-se. 26 A notícia espalhou-se logo por toda aquela terra.

Cura de dois cegos (20,29-34; Mc 8,22-26; 10,46-52; Lc 18,35-43; Jo 9,1-41)

27 Ao sair dali, seguiram-no dois cegos, gritando: «Filho de David, tem misericórdia de nós!» 28 Ao chegar a casa, os cegos aproximaram-se dele, e Jesus disse-lhes: «Credes que tenho poder para fazer isso?» Responderam-lhe: «Cremos, Senhor!» 29 Então, tocou-lhes nos olhos, dizendo: «Seja-vos feito segundo a vossa fé.» 30 E os olhos abriram-se-lhes.
Jesus advertiu-os em tom severo: «Vede lá, que ninguém o saiba.»
31 Mas eles, saindo, divulgaram a sua fama por toda aquela terra.

Cura de um possesso (Mc 3,22-27; 7,31-37; Lc 11,14-15)

32 Mal eles se tinham retirado, apresentaram-lhe um mudo, possesso do demónio.
33 Depois que o demónio foi expulso, o mudo falou; e a multidão, admirada, dizia: «Nunca se viu tal coisa em Israel.» 34 Os fariseus, porém, diziam: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios.»

Missionários do Reino (9,35-10,42)

Jesus e as multidões (Mc 6,6.34; Lc 10,2)

35 Jesus percorria as cidades e as aldeias, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. 36 *Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor.
37 *Disse, então, aos seus discípulos: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38 Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe.»

Notas

9, 1
A sua cidade é Cafarnaúm (Mc 2,1), provavelmente assim chamada porque seria aí que Jesus pagava o imposto (17,25-27 nota).
6
Filho do Homem. Ver 8,19-24 nota.
8
O plural, homens, deve evocar o meio eclesial da composição de Mt. Sugere que o poder de perdoar pecados, na Igreja, está ligado à autoridade de Jesus (18,18; Ex 34,6-7 nota; Jr 31,31-34 nota; Ez 36,25 nota; Mc 2,5 nota).
9
Mateus. Mc e Lc chamam-no "Levi, filho de Alfeu". O seu nome aparece nas listas dos Apóstolos (10,3). Para além de cobrador de impostos, nada mais se sabe da sua vida (Mc 2,14 nota; Lc 5,27 nota).
11
Aceitando o convite de um pecador e deixando-se rodear de pecadores, Jesus infringia uma das prescrições fundamentais dos rabinos, que proibiam o contacto com os impuros (11,19; Lc 5,30 nota; 6,2-4 nota; 15,1-2; 19,7).
13
A citação de Oseias 6,6 (12,7) não condena os sacrifícios, mas sim a prática exterior da Lei e do culto que descurava o essencial. Deus prefere um coração sincero e compassivo (Am 5,21-24). Sobre o culto interior, ver 1 Sm 26,19 nota; Is 1,10 nota; Os 6,6 nota; Am 5,21-27 nota.
14
À volta de João Baptista constituiu-se um grupo de discípulos, que sobreviveu até ao séc. II (Jo 3,25; 4,1; Act 18,25; 19,1-2).
15
O símbolo do Esposo designa geralmente Deus (Ex 34,15 nota; Jr 2,2.20 notas; 51,5-18 nota; Ez 16,2 nota; Os 1,2-9 nota); mas aqui refere-se a Jesus (25,1.5.10; Jo 3,29 nota). Pertencendo ao tempo messiânico, iniciado com a presença de Jesus, os discípulos, convidados para as núpcias, não podiam jejuar. Ver Mc 2,18-20 nota; 2 Cor 11,1-3 nota; Ef 5,21-33 nota; Ap 19,7 nota.
17
Da alegria pela presença do Esposo, o evangelista passa para a novidade dessa presença: não se pode pretender adaptar o Evangelho ao judaísmo.
20
Alusão à condição de impureza legal, devido ao sangue, prescrita em Lv 15,18-27. Ver Lv 12,1-8 nota; 15,19 nota; Lc 8,44 nota.
22
A tua fé te salvou, fórmula que relaciona a saúde obtida e a salvação, tendo como autor e fonte Jesus Cristo (8,10; Mc 10,52 nota; Lc 7,50 nota; 17,19; 18,42).
27-31
Filho de David. É a primeira vez que este título do Messias é aplicado a Jesus (15,22; 20,30-31; 21,9.15). A razão de Jesus impor segredo aos miraculados (v.30) deve estar no facto de ser interpretado politicamente. Por isso, Jesus preferia o título misterioso de "Filho do Homem". A referência a dois cegos é própria de Mt (20,30).
32-34
O episódio da cura do mudo, referido também em 12,22-24, serve para mostrar a divisão de opiniões acerca da actividade de Jesus. Com ele, Mt conclui a apresentação de Jesus-Messias por palavras e acções (4,25-9,34).
35
Com este sumário sobre a actividade de Jesus (4,23-25), Mt prepara uma nova secção sobre a eleição e a missão dos Apóstolos (10,1-15.16-42).
36
Jesus é apresentado como o Pastor que cumpre a expectativa do AT (Ez 34,5.23; Zc 10,2; 13,7). A expressão, evocada por Mc 6,34 no contexto da multiplicação dos pães, dá aqui o sentido da missão messiânica em que os discípulos têm parte: testemunhar a misericórdia do bom Pastor. Mt recorda ainda noutros casos que Jesus foi enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel (10,6; 15,24; ver Is 53,6 nota; Ez 34,5-6 nota; Mq 2,12-13 nota; Zc 11,15-17 nota; Mc 6,31-34 nota; Lc 15,3-7 nota).
37
A messe, imagem com que se designa o juízo final, aqui aplicada ao tempo de Jesus, põe em relevo a dimensão escatológica da sua missão; esse juízo já está em acto, porque o Reino de Deus já chegou (3,2; 4,17; 10,7) pelo ministério de Jesus e dos seus discípulos (10,5-15). Ver 7,22 nota; 13,25-30 nota; 25,31-46 nota.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.