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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Isaías

Primeiro Isaías 8

O nascimento de um filho

1 *O SENHOR disse-me: «Pega numa tábua grande e escreve nela em caracteres legíveis: Maher-Chalal-Hach-Baz.» 2 Tomei depois duas testemunhas fidedignas: o sacerdote Urias e Zacarias, filho de Baraquias.
3 Juntei-me à minha mulher, a profetisa, que ficou grávida e deu à luz um filho. E o SENHOR disse-me: «Chama-lhe: Pronto-para-o-saque-veloz-para-a-presa, 4 porque antes que o menino saiba dizer 'papá', 'mamã', as riquezas de Damasco e os despojos da Samaria serão levados à presença do rei da Assíria.»

Invasão (5,26-30; Jr 1,13-16)

5 O SENHOR disse-me de novo:
6 *«Este meu povo
rejeitou as minhas águas de Siloé,
que correm tranquilas,
mas tremeu diante de Recin e do filho de Remalias.
7 *Por isso farei cair sobre eles as águas abundantes e impetuosas do Eufrates, isto é,
o rei da Assíria com todo o seu exército;
sobem acima das margens,
transbordam das ribeiras,
8 *invadem Judá,
inundam e submergem,
chegam até ao pescoço.
As suas margens estender-se-ão
até cobrirem a vastidão da tua terra, ó Emanuel!»

A libertação (14,24-27)

9 Sabei, ó povos, que sereis esmagados!
Ouvi com atenção, vós, nações longínquas!
Tomai as vossas armas e sereis destruídas!
Repito: pegai nas vossas armas, que sereis destruídas.
10 Traçai planos, que serão frustrados;
ordenai ameaças, que não serão executadas,
pois temos o Emanuel: «Deus-connosco.»

O Senhor é pedra de tropeço

11 Assim me falou o SENHOR,
quando me agarrou com a sua mão
para me afastar do caminho deste povo:
12 «Não chameis conspiração ao que este povo chama conspiração;
não temais o que ele teme, nem vos assusteis.
13 Só ao SENHOR do universo é que deveis chamar santo.
Ele é o único que deveis temer e respeitar.
14 *Ele será um santuário,
mas também a pedra de tropeço,
a rocha de precipício para as duas casas de Israel:
será laço e cilada para os habitantes de Jerusalém.
15 Muitos tropeçarão nela,
cairão e serão despedaçados,
serão enredados no laço e ficarão presos.»

Isaías dirige-se aos discípulos (30,8-9)

16 Guardo o testemunho, selo esta instrução,
que só revelo aos meus discípulos.
17 Terei confiança no SENHOR,
que esconde a sua face à casa de Jacob,
mas eu ponho nele a minha esperança.
18 Eis que eu e os filhos que o SENHOR me deu
somos em Israel sinal e presságio
da parte do SENHOR do universo,
que habita no monte Sião.
19 *Hão-de dizer-vos: «Consultai os espíritos dos mortos e os adivinhos que murmuram e predizem o futuro. Porventura não deve o povo consultar os seus deuses e consultar os mortos em benefício dos vivos?»
20 Quando vos falarem assim, respondei: «Só devemos dar ouvidos às instruções do SENHOR.» Quem não actuar assim não verá a aurora.

Profecia messiânica

21 O povo andará errante pela terra,
oprimido e esfomeado.
Agastado pela fome,
amaldiçoará o seu rei e o seu Deus.
Levantará os seus olhos para o alto,
22 depois olhará para a terra,
e não verá senão angústia, trevas, aflição e espessa escuridão.
23 *Não haverá senão obscuridade e angústia nesta terra.
No tempo passado, o SENHOR humilhou a terra de Zabulão
e o país de Neftali;
no futuro cobrirá de glória o caminho do mar,
do outro lado do Jordão, a Galileia dos gentios.

Notas

8, 1-4
Esta frase enigmática significa: Pronto-para-o-saque-veloz-para-a-presa (v.1). Neste pequeno oráculo, descreve-se o nascimento do segundo filho de Isaías, que se chamará: Pronto-para-o-saque-veloz-para-a-presa. O seu nome simbólico é bem diferente, no seu significado, do nome do "Emanuel"; anuncia, de facto, o ataque dos assírios contra Damasco e Samaria (ver o significado dos nomes simbólicos dos filhos de Oseias em Os 1,4.6.9).
6
Águas de Siloé. Trata-se do canal de Siloé, que conduzia as águas da fonte de Guion para o interior da cidade. O profeta opõe as águas calmas de Siloé (ver 7,3), que simbolizam a protecção divina, às águas caudalosas do rio Eufrates (isto é, o império assírio). Ver 2 Rs 20,20 nota.
7
O rei da Assíria com todo o seu exército. Deve tratar-se de uma glosa.
8
Ó Emanuel! Neste contexto, o Emanuel é um nome colectivo, para indicar que Deus não abandona o seu povo (ver 8,10).
14
Santuário ... pedra de tropeço. Deus tanto é santuário (miqdach), isto é, bênção e protecção, como é pedra de tropeço (miqchôl), isto é, castigo para quem não acredita nele. O tema da simbólica da pedra ou rochedo, aplicado a Deus, é muito comum na Bíblia (17,10; 28,16; Gn 49,24; 2 Sm 22,2; Sl 28,1; Rm 9,32-33; 1 Pe 2,7-8; Ap 2,17 nota; a Pedro: Mt 16,18 nota).
19-20
Estes versículos são muito obscuros. O costume de consultar os espíritos dos mortos, ou espiritismo, era bastante comum (ver 19,3; 1 Sm 28,7-20; 2 Rs 21,6; 23,24). A reforma deuteronomista legislará contra estas práticas concorrenciais ao único Deus (Dt 18,10-14 nota; 1 Sm 28,3 nota; Sb 14,15 nota). Esta pequena unidade literária parece ser um fragmento oracular errático, que não condiz com o contexto imediato. A riqueza do texto bíblico consiste nestes contratempos literários, pois indica que o texto foi lido e relido ao longo dos tempos, até chegar à edição final.
23
Texto aplicado por Mt 4,15-16 à actividade messiânica de Jesus na Galileia (ver Lc 1,79). Zabulão e Neftali eram duas tribos instaladas a oeste do lago de Tiberíades, cujo território tinha sido anexado pelos assírios entre 734-732 a.C..

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.