Saltar para o conteúdo
25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Isaías

Primeiro Isaías 17

Oráculo contra Damasco (Jr 49,23-27)

1 *Oráculo contra Damasco:
Eis que Damasco vai deixar de ser cidade:
será reduzida a um montão de ruínas.
2 *As suas cidades, abandonadas para sempre,
ficarão para os rebanhos,
que repousarão ali sem que ninguém os espante.
3 Efraim perderá as suas fortalezas
e Damasco a sua realeza;
e ao resto dos arameus acontecerá como à nobreza de Israel
- oráculo do SENHOR do universo.
4 Naquele dia, a riqueza de Jacob ficará pobre
e macilenta a gordura do seu corpo:
5 será como o ceifeiro a apanhar o trigo;
com o seu braço ceifa as espigas;
será como quando se apanham as espigas no vale de Refaim,
6 e fica só um rebusco;
como quando se vareja uma oliveira
e ficam só duas ou três azeitonas,
no alto da copa, e quatro ou cinco nos ramos frutíferos
- oráculo do SENHOR, Deus de Israel.
7 Naquele dia, o homem olhará para o seu criador,
e seus olhos contemplarão o Santo de Israel;
8 *não mais olhará para os altares portáteis que fabricou,
nem contemplará os ídolos da deusa Achera
e as estelas solares que os seus dedos modelaram.
9 *Naquele dia, as tuas cidades fortes serão abandonadas
como as cidades dos amorreus e dos heveus diante dos israelitas,
e ficarão desabitadas.
10 *Porque esqueceste a Deus, teu salvador,
e não te lembras da rocha do teu refúgio.
Por isso, plantavas jardins de Adónis
e fazias sementeiras em honra dos deuses estrangeiros.
11 No mesmo dia em que as plantas germinavam,
logo de manhã as sementes floresciam;
mas a colheita será nula no dia da desgraça,
e o mal será irremediável.

O bramir dos povos (Ez 38)

12 Ah! O ruído de povos numerosos,
como o ruído dos mares embravecidos!
O bramir de nações,
como o bramir de águas caudalosas!
13 O SENHOR ameaça-as e elas fogem para longe;
como o feno dos montes, são levados pelo vento,
e como a flor seca dos cardos, pelo vendaval.
14 Pela tarde, vem a consternação;
antes da manhã, já nada existe.
Este será o destino dos que nos saqueiam,
a sorte dos que nos despojam.

Notas

17, 1
Enuncia-se aqui este oráculo como Oráculo contra Damasco, mas a referência a Damasco acontece apenas nos v.1-3. Os demais versículos referem-se a Israel. Damasco foi conquistada por Tiglat-Falasar em 732. Os v.7-8 tratam do fim da idolatria; os v.9-11 tratam do culto a Adónis; os v.12-14 descrevem a cavalaria invasora e anónima dos povos inimigos de Judá, mas esmagados por Deus.
2
As suas cidades, abandonadas para sempre, segundo a tradução grega dos Setenta. O hebr. tem: "abandonadas (serão) as cidades de Aroer", mas não se conhece nenhuma cidade chamada Aroer no território de Damasco.
8
Deusa Achera. O hebr. tem o plural acherim. Trata-se de pequenos troncos fálicos em honra da deusa Achera, divindade cananeia da fecundidade. Ver 1,29 nota.
9
As tuas cidades fortes... como as cidades dos amorreus e dos heveus diante dos israelitas. A tradução grega dos Setenta diz: "As tuas cidades fortificadas serão abandonadas como o foram as florestas e o cimo dos montes diante dos israelitas".
10
Jardins de Adónis (ou Tamuz). Enquanto Achera era a deusa feminina da fecundidade (v.8 nota), Adónis era o deus masculino da fecundidade, cultuado através de plantações de árvores aromáticas. Ver Ez 8,14-15 nota; Dn 11,37 nota.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.