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26 Segunda-feira, 26 de outubro Outubro de 2026 Segunda-feira da semana XXX

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Génesis

Génesis 44

Última prova

1 *José deu a seguinte ordem ao intendente da sua casa: «Enche de víveres os sacos destes homens, tanto quanto eles puderem conter e põe o dinheiro de cada um na boca do saco. 2 Põe também a minha taça de prata na boca do saco do mais novo, juntamente com o preço do trigo.» E tudo foi executado como José ordenara.
3 Quando chegou a manhã, deixaram partir os homens com os seus jumentos. 4 Acabavam de sair da cidade e ainda estavam a pouca distância, quando José disse ao intendente da sua casa: «Vai, corre atrás desses homens e, assim que os encontrares, diz-lhes: ‘Porque pagastes o bem com o mal? 5 *É precisamente por essa taça que bebe o meu senhor, e é dela que ele se serve para adivinhar. Praticastes uma má acção!‘»
6 Tendo-os alcançado, o intendente disse-lhes essas mesmas palavras. 7 Eles responderam-lhe: «Porque fala assim o meu senhor? Longe de teus servos terem cometido uma tal acção! 8 Trouxemos-te do país de Canaã o dinheiro que encontrámos na boca dos nossos sacos. Como poderíamos, então, furtar da casa de teu amo ouro ou prata? 9 Aquele dos teus servos que o tiver em seu poder morrerá, e nós mesmos seremos escravos do meu senhor!» 10 O intendente replicou: «Sim, é certo e justo o que dizeis: somente aquele que for encontrado na posse da taça será meu escravo, e vós ficareis livres.»
11 Todos eles se apressaram a pousar os sacos no chão e cada um abriu o seu. 12 E o intendente revistou-os, começando pelo mais velho e acabando no mais novo. A taça foi encontrada no saco de Benjamim.
13 Rasgaram, então, as suas vestes; tornaram a carregar os jumentos e voltaram para a cidade. 14 Judá entrou com os irmãos na casa de José, que ainda ali se encontrava e prostraram-se no chão, aos seus pés.
15 José disse-lhes: «Que procedimento foi o vosso? Não sabeis que um homem como eu tem poder de adivinhar?» 16 Judá respondeu: «Que havemos de dizer ao meu senhor? Como falar e como justificar-nos? Deus descobriu a iniquidade dos teus servos. Seremos agora os escravos do meu senhor, tanto nós como aquele em cujo poder se encontrou a taça.»
17 E José replicou: «Longe de mim proceder assim! O homem, em cujo poder se encontrou a taça, é que será meu escravo. Quanto a vós, voltai em paz para junto do vosso pai.»

Intervenção de Judá

18 Então, Judá aproximou-se de José e disse-lhe: «Por favor, senhor, que o teu servo possa dizer uma palavra aos ouvidos do meu senhor, e que a tua cólera não se inflame contra o teu servo! Porque tu és igual ao faraó. 19 Quando o meu senhor interrogou os seus servos, dizendo: ‘Tendes ainda pai ou outro irmão?‘, 20 nós respondemos ao meu senhor: ‘Temos um pai idoso e um irmão jovem, filho da sua velhice. Seu irmão morreu, ficando ele só, dos filhos de sua mãe, e o pai está muito afeiçoado a ele.‘ 21 Tu disseste então aos teus servos: ‘Trazei-mo, para que eu o veja.‘ 22 E nós respondemos ao meu senhor: ‘O menino não poderá deixar o pai; se ele o deixasse, seu pai morreria.‘ 23 Mas tu disseste aos teus servos: ‘Se o vosso irmão mais novo não vos acompanhar, não torneis a aparecer diante de mim.‘ 24 Ao voltarmos para junto do teu servo, nosso pai, repetimos-lhe as mesmas palavras do meu senhor. 25 E o nosso pai disse-nos: ‘Voltai, comprai-nos alguns víveres.‘ 26 Respondemos-lhe: ‘Não podemos partir. Se o nosso irmão mais novo não for connosco, não voltaremos; porque não podemos aparecer diante daquele homem, se o nosso irmão mais novo não estiver connosco.‘ 27 O teu servo e meu pai, disse-nos: ‘Sabeis que a minha mulher deu-me dois filhos. 28 Um desapareceu de junto de mim e eu disse: Com certeza foi devorado! E não tornei a vê-lo, até hoje. 29 Se me tirardes também este e se lhe acontecer algum mal, fareis descer os meus cabelos brancos ao túmulo, com o peso da dor.‘
30 Agora, ao voltarmos para junto do teu servo e meu pai, como poderíamos não ir acompanhados pelo menino, cuja vida à dele está ligada?! 31 Com certeza, não vendo o menino, ele morrerá; e os teus servos terão feito descer ao túmulo, dolorosamente, os cabelos brancos do teu servo e meu pai. 32 Foi este teu servo que se responsabilizou pelo menino, perante meu pai, dizendo: ‘Se não o trouxer para junto de ti, serei para sempre culpado para com meu pai.‘ 33 Então, por favor, que o teu servo fique como escravo do meu senhor, em lugar do menino; que fique escravo do meu senhor e que o menino volte com os irmãos. 34 Como poderei voltar para junto de meu pai, sem levar comigo o seu filho? Nem quero ver a dor que sobreviria a meu pai!»

Notas

44, 1-34
Toda a estratégia de José tem como alvo a pessoa do pai, Jacob, e o seu irmão mais novo, Benjamim (como ele, filho de Raquel). José apresenta-se com autoridade de juiz, o que lhes causa mais medo ainda. Parece que Benjamim está perdido, devido ao juramento feito. Então, Judá adianta-se e, no seu discurso, começa por confessar o pecado colectivo, que foi o da morte do outro irmão (José). Judá - de quem nascerá o Messias - ficará como redentor (goel), no lugar de Benjamim, para que o velho pai não morra de desgosto. A solidariedade de todos os outros irmãos, ao lado de Benjamim e de Judá, é prova da unidade da família e motivo da revelação do segredo de José. Ver Nm 35,11 nota; Pr 23,10-11 nota; Is 41,14 nota; 1 Pe 1,18-19 nota.
5
Taça para adivinhar. No Antigo Médio Oriente observavam-se os sinais que apresentava uma gota de azeite derramada numa taça cheia de água, para adivinhar o futuro. A Lei de Moisés proibia tal prática, que só aqui aparece (v.15; Dt 18,10).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.