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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

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Música da capela Em pausa

Provérbios

Provérbios 31

VIII. PROVÉRBIOS DE LEMUEL (31,1-9)

1 *Palavras de Lemuel, rei de Massá,
que lhe ensinou sua mãe:
2 «Que te direi eu, meu filho?
Que te direi, filho das minhas entranhas!
Que te direi, filho das minhas promessas!
3 Não dês às mulheres a tua força
nem o teu vigor àquelas que perdem os reis.»
4 Não convém aos reis, Lemuel,
não convém aos reis beber vinho,
nem a quem governa sorver bebidas fortes,
5 para que não suceda, que se esqueçam da lei
e atraiçoem a causa de todos os infelizes.
6 Dai bebida forte àqueles que desfalecem,
e vinho aos que têm o coração amargurado,
7 para que eles bebam e se esqueçam da sua miséria
e não se lembrem mais das suas mágoas.
8 *Abre a tua boca a favor do mudo
e em prol dos desventurados.
9 Abre a boca para pronunciar sentenças justas
e faz justiça ao pobre e ao miserável.

IX. ELOGIO DA MULHER EXEMPLAR (31,10-31)

10 Uma mulher de valor, quem a poderá encontrar?
O seu preço é muito superior ao das pérolas.
11 O coração do marido nela confia
e jamais lhe falta coisa alguma.
12 Ela proporciona-lhe o bem e nunca o mal,
em todos os dias da sua vida.
13 Ela procura lã e linho
e trabalha de boa vontade com as suas mãos.
14 É semelhante ao navio do mercador,
que traz os seus víveres de longe.
15 Levanta-se, ainda de noite,
distribui o alimento pelos da sua casa
e as tarefas pelas suas servas.
16 Ela pensa num campo e adquire-o,
planta uma vinha com o ganho das suas mãos.
17 Cinge fortemente os seus rins,
e os seus braços têm sempre força.
18 Ela sente que o seu negócio prospera,
a sua lâmpada não se apaga durante a noite.
19 A sua mão pega na roca
e os seus dedos fazem girar o fuso.
20 Estende os braços ao infeliz,
e abre a mão ao indigente.
21 Não teme a neve para os seus familiares,
porque todos eles têm roupa a dobrar.
22 Faz para si belas cobertas,
e os seus vestidos são de linho e púrpura.
23 Seu marido é considerado nas portas da cidade,
quando toma assento com os anciãos da terra.
24 Fabrica roupa de linho e vende-a,
e fornece cintos ao mercador.
25 Fortaleza e graça são os seus adornos;
sorri perante o dia de amanhã.
26 Abre a boca com sabedoria,
tem na língua instruções de bondade.
27 Vigia o andamento da casa
e não come o pão da ociosidade.
28 Os filhos levantam-se a felicitá-la,
e o marido ergue-se para a elogiar.

29 Muitas mulheres tiveram valor,
mas tu excede-las a todas.
30 A graça é enganadora e a beleza é vã:
a mulher que teme o SENHOR, essa será louvada.
31 Dai-lhe do fruto das suas mãos,
e que as suas obras a louvem às portas da cidade.

Notas

31, 1-9
Os Provérbios de Lemuel pertencem à sabedoria real. Lemuel, rei, e Massá, lugar, são desconhecidos para nós. Todo o texto é uma exortação destinada a prevenir contra a fornicação e o excesso de bebidas. Ver 30,1 nota.
8-9
O primeiro dever dos soberanos é a administração da justiça, sobretudo em favor do pobre e dos simples, que não sabem falar e não têm outros meios para fazer valer os seus direitos.
10-31
É uma composição acróstica ou alfabética, que traça o ideal hebraico da mulher: esposa, mãe e verdadeira dona de casa, pela sua virtude e eficiência. Está relacionada, alegoricamente, com o retrato da sabedoria personificada (9,1-6; Sb 7,10 nota).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.