Saltar para o conteúdo
26 Segunda-feira, 26 de outubro Outubro de 2026 Segunda-feira da semana XXX

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Deuteronómio

Deuteronómio 19

Cidades de refúgio (4,41-43; Nm 35,9-34; Js 20,1-9)

1 *«Quando o SENHOR, teu Deus, eliminar os povos, cuja terra o SENHOR te há-de dar, quando dela tomares posse e habitares nas suas cidades e nas suas casas, 2 reservarás três cidades na terra que o SENHOR, teu Deus, te há-de dar para a possuíres. 3 Facilitarás o acesso a essas cidades e dividirás em três partes a terra que o SENHOR, teu Deus, te dará em herança, a fim de que todo o homicida possa refugiar-se aí. 4 São estes os casos em que o homicida, ao refugiar-se ali, terá a vida salva: quando matar o seu próximo por inadvertência, sem antes lhe ter ódio. 5 Por exemplo, quando for à floresta com outro para cortar lenha e, no momento de brandir o machado para derrubar a árvore, o ferro se separar do cabo e atingir o companheiro e ele morrer; então ele poderá fugir para uma dessas cidades e salvar a vida. 6 *De contrário, o vingador do sangue, na excitação do seu coração, poderia persegui-lo e alcançá-lo, matando-o, se o caminho fosse longo. No entanto, esse homem não era réu de sentença de morte, pois antes não sentia ódio. 7 Por isso, eu te ordeno: reserva para isso três cidades.
8 E quando o SENHOR, teu Deus, alargar a tua fronteira, como jurou aos teus antepassados, e te der todo o país que prometeu aos teus pais, 9 então, acrescentarás mais três cidades àquelas três. Mas guardarás todos estes mandamentos, fazendo aquilo que hoje te prescrevo, amando o SENHOR, teu Deus, e andando sempre nos seus caminhos 10 Desse modo, não se derramará sangue inocente na terra que o SENHOR, teu Deus, te der por herança, e não cairá sobre vós a responsabilidade do sangue.
11 Mas, se alguém, por ódio ao seu próximo, o espreitar e se lançar sobre ele, ferindo-o mortalmente, e depois se for refugiar numa dessas cidades, 12 os anciãos da sua cidade ordenarão que o tirem de lá e o entreguem ao vingador do sangue, para ser morto. 13 Não terás piedade dele; farás desaparecer de Israel o derramamento de sangue inocente, e tudo te correrá bem.»

Limites das propriedades

14 «Não mudarás os limites do teu vizinho, que os antigos demarcaram na herança que te couber na terra que o SENHOR, teu Deus, te há-de dar para dela tomares posse.»

Testemunhas (17,6-7; Mt 18,17)

15 Um testemunho isolado não será suficiente contra uma pessoa, seja qual for o seu crime, a sua culpa ou o pecado de que for acusado; só com o depoimento de duas ou três testemunhas é que o caso será tomado em conta.
16 Se uma falsa testemunha se apresentar contra alguém para o acusar de crime, 17 as duas pessoas a quem compete a questão comparecerão diante do SENHOR, na presença dos sacerdotes e dos juízes de serviço naqueles dias. 18 Os juízes examinarão bem a questão.
Se a testemunha é falsa e proferiu uma mentira contra o seu irmão,
19 far-lhe-eis como ela tinha pensado fazer a seu irmão. Assim, extirparás o mal do meio de vós. 20 E as outras pessoas aprenderão e hão-de temer, e ninguém mais se atreverá a fazer semelhante mal no meio de vós. 21 *Não terás piedade: é vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.»

Notas

19, 1-10
Cidades de refúgio. Em Nm 35,9-34, estabelece-se em pormenor a lei sobre estas cidades. Devemos ter em conta, porém, que a lei somente favorecia o homicida involuntário; para o voluntário não havia asilo (v.11-21). Ver Nm 35,11 nota; Js 20,1 nota.
6-13
O vingador do sangue (lit., goel) tinha como "missão" vingar/redimir um mal que tinha sido feito a um membro do seu clã ou família. O papel de vingador do sangue era exercido por um familiar designado pela família da vítima, uma vez que a justiça se realizava dentro do próprio clã. Para defesa dos homicidas involuntários e como controle da lei da vingança, são instituídas as cidades de refúgio, conhecidas também noutros povos, como no Código Hitita (art. 3-4). Ver Nm 35,11 nota; 2 Sm 14,7.11 notas.
21
A "lei da vingança" ou de "talião" é típica das instituições dos povos sedentários (Ex 21,23-25 nota; Lv 24,17-21 nota), ao contrário dos costumes nómadas, baseados nas represálias (Gn 4,15-24). O equilíbrio dos clãs exigia a lei de talião, em que o culpado é posto no lugar da sua vítima. Também é referida no Código de Hamurabi (195, 197, 200, 210). O NT substitui esta lei, necessária na altura, pela lei do perdão ao inimigo (Mt 5,38-39 nota).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.