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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Deuteronómio

Deuteronómio 14

Animais puros e impuros (Lv 11)

1 *«Vós sois filhos do SENHOR, vosso Deus. Não fareis, pois, incisão alguma no vosso corpo, nem rapareis o cabelo entre os olhos, por um morto. 2 Na verdade, vós sois um povo consagrado ao SENHOR, vosso Deus, que vos escolheu para si como um povo particular entre todos os povos da terra.
3 *Não comereis coisa alguma abominável. 4 Estes são os animais que podereis comer: o boi, o cordeiro, a ovelha, a cabra, 5 o veado, a corça, o gamo, o bode montês, o antílope e o búfalo. 6 Podeis comer todos os quadrúpedes que tenham casco dividido em duas unhas distintas uma da outra e sejam ruminantes. 7 Não comereis, porém, dos que ruminam mas não tenham a unha fendida, isto é, o camelo, a lebre, o coelho, porque ruminam, mas não têm a unha fendida. Estes serão impuros para vós. 8 O porco, porque tem a unha fendida, mas não rumina, será impuro para vós. Não comereis da carne destes animais nem tocareis no seu cadáver.
9 De todos os animais que vivem na água, podereis comer todos os que têm barbatanas e escamas; 10 mas não comereis o que não tiver barbatanas nem escamas; esses serão impuros para vós.
11 Comereis qualquer ave pura. 12 Estas são as que não comereis: a águia, o xofrango, o esmerilhão, 13 o falcão e o abutre de qualquer variedade, 14 toda a espécie de corvos, 15 a avestruz, a andorinha, a gaivota e o gavião, segundo as suas espécies, 16 a coruja, o mocho, o íbis, 17 o pelicano, o corvo marinho, 18 a cegonha, toda a variedade de garças, o faisão e o morcego. 19 Qualquer insecto alado será impuro para vós; não o comereis. 20 Podereis comer todas as aves puras.
21 *Não comereis nenhum animal morto. Dá-lo-eis a comer ao estrangeiro que residir dentro das portas da vossa cidade, ou vendê-lo-eis aos de fora, porque vós sois um povo consagrado ao SENHOR, vosso Deus. Não cozereis o cabrito no leite de sua mãe.»

Os dízimos (Lv 27,30-33; Nm 18,20-32)

22 «Tirarás o dízimo de todo o fruto da sementeira que o teu campo produzir anualmente. 23 Comê-lo-ás na presença do SENHOR, teu Deus, no santuário que Ele tiver escolhido para morada do seu nome; comerás ali o dízimo do teu trigo, do teu vinho, do teu azeite e os primogénitos do teu gado graúdo e miúdo, para te acostumares a honrar continuamente o SENHOR, teu Deus.
24 Mas, se o caminho for demasiado longo para que possas transportar o teu dízimo - em virtude de estares muito distante do santuário escolhido pelo SENHOR, teu Deus, para morada do seu nome e porque o SENHOR, teu Deus, te cumulou de bens - 25 convertê-lo-ás em dinheiro, levarás contigo o seu total e irás ao santuário escolhido pelo SENHOR, teu Deus. 26 Comprarás com esse dinheiro tudo o que te agradar, gado graúdo ou miúdo, vinho, ou licores fortes, enfim, tudo o que te aprouver e comê-lo-ás na presença do SENHOR, teu Deus, alegrando-te com a tua família.
27 Não deves esquecer o levita que estiver dentro dos muros da tua cidade, porque ele não tem parte nem herança como tu. 28 *Ao fim de três anos, tirarás o dízimo completo da colheita desse ano e depositá-lo-ás na tua cidade, 29 para que o levita, que não tem parte nem herança contigo, o estrangeiro, o órfão e a viúva, que estão dentro dos muros da tua cidade, possam comer e ficar saciados. Assim, o SENHOR, teu Deus, abençoará todas as obras das tuas mãos.»

Notas

14, 1
A incisão e rapar o cabelo constituíam um rito de aliança pela efusão de sangue e pela oferta de algum cabelo. Tratava-se de um uso comum entre os cananeus, em épocas de luto (Lv 19,27-28; 1 Rs 18,28; Jr 47,5), tal como rasgar as vestes (Gn 37,29 nota; Lv 10,6 nota; Nm 14,6 nota).
3-20
Animais puros e impuros, devido a tabus de alimentação. Os animais impuros também eram impróprios para os sacrifícios. Ver Gn 7,2 nota; Lv 11,1 nota; Mc 7,3.15 notas; Act 10,15 nota.
21
Não comereis nenhum animal morto, isto é, o animal que foi morto sem ser degolado. Trata-se de um rito cananaico, cuja causa reside na religião da fecundidade material. Como se trata de um ritual importado de ambiente pagão - pois o poema ugarítico "O nascimento dos deuses" dele nos fala - não admira que Israel o proíba. Não cozereis o cabrito no leite de sua mãe. Era um rito cananaico de fecundidade para pedir a fecundidade do solo. Ver Ex 23,19 nota.
22-29
O dízimo era um imposto religioso que deriva de um acto de fé em Deus, autor da criação e da natureza (Gn 28,20-22 nota; 47,24; 2 Cr 31,5-6 nota); é da legislação sacerdotal (Lv 27,1 nota; Nm 18,27-32).
28-29
O dízimo tinha, pois, um fim social. Ver 10,18 nota.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.