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26 Segunda-feira, 26 de outubro Outubro de 2026 Segunda-feira da semana XXX

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Jeremias

Jeremias 26

III. RELATOS BIOGRÁFICOS DE JEREMIAS<br>(26,1-29; 32-45,5)

Jeremias levado a juízo (7,1-15)

1 *No começo do reinado de Joaquim, filho de Josias, rei de Judá, a palavra do SENHOR foi dirigida a Jeremias, nestes termos: 2 «Isto diz o SENHOR:
'Põe-te no átrio do templo e fala ali a todos os habitantes de Judá que vêm prostrar-se no templo do SENHOR, e anuncia-lhes todas as palavras que te mandei anunciar, sem omitir nenhuma.
3 Talvez te ouçam e se convertam cada um do seu mau caminho. Arrepender-me-ei então do castigo que, por causa das suas más obras, tinha determinado dar-lhes.'
4 Dir-lhes-ás: 'Isto diz o SENHOR: Se não me ouvirdes, se não obedecerdes à lei que vos impus, 5 ouvindo as palavras dos profetas, meus servos, que continuamente vos enviei, e a quem não tendes ouvido, 6 farei a esta casa o que fiz a Silo e farei desta cidade um objecto de maldição para todos os povos da terra.'»
7 Os sacerdotes, os profetas e todo o povo ouviram Jeremias pronunciar estas palavras no templo. 8 Porém, mal Jeremias acabara de repetir o que o SENHOR lhe ordenara dizer ao povo, os sacerdotes, os profetas e a multidão lançaram-se sobre ele, exclamando: «À morte! 9 Porque profetizas, em nome do SENHOR, este oráculo: 'Acontecerá a este templo o mesmo que sucedeu a Silo e esta cidade será transformada em deserto, sem habitantes?'»
Juntou-se toda a multidão contra Jeremias no templo do SENHOR.
10 Os príncipes de Judá, ao saberem do que se passara, subiram do palácio real ao templo do SENHOR e sentaram-se à entrada da Porta Nova do templo do SENHOR. 11 Então, os sacerdotes e os profetas falaram aos príncipes e à multidão: «Este homem merece a morte porque profetizou contra esta cidade, como todos vós ouvistes.»
12 Jeremias, porém, respondeu aos príncipes e ao povo: «Foi o SENHOR que me enviou a profetizar contra este templo e contra esta cidade os oráculos que ouvistes. 13 Reformai, portanto, a vossa vida e as vossas obras, ouvi a palavra do SENHOR, vosso Deus, e o SENHOR afastará de vós o mal com que vos ameaça. 14 Quanto a mim, entrego-me nas vossas mãos. Fazei de mim o que quiserdes e o que melhor vos parecer. 15 Sabei, porém, que, se me condenardes à morte, sereis responsáveis pelo sangue inocente, assim como esta cidade e os seus habitantes porque, na verdade, foi o SENHOR que me enviou para vos transmitir estes oráculos.»
16 Então, os príncipes e a multidão disseram aos sacerdotes e aos profetas: «Este homem não merece a morte! Foi em nome do SENHOR, nosso Deus, que nos falou.»
17 E, levantando-se alguns dos anciãos do país, disseram à assembleia do povo: 18 «Miqueias de Moréchet, que profetizava no tempo de Ezequias, rei de Judá, assim falou ao povo:
'Isto diz o SENHOR do universo:
Sião será lavrada como terra de lavoura,
Jerusalém será reduzida a um montão de ruínas,
e o monte do templo será um bosque.'
19 Porventura, Ezequias, rei de Judá, e o povo de Judá, condenaram-no à morte? Não temeram eles o SENHOR? Não imploraram o seu favor, a ponto de o SENHOR se ter arrependido do mal com que os ameaçava? Mas nós tornámo-nos responsáveis por uma grande desgraça.»

Joaquim manda matar Urias

20 Houve também um profeta, chamado Urias, filho de Chemaías, de Quiriat-Iarim, que proferia oráculos em nome do SENHOR contra a cidade e o país. Anunciava os mesmos flagelos que Jeremias. 21 As suas palavras chegaram aos ouvidos do rei Joaquim, dos seus oficiais e príncipes, e o rei procurou meios de o condenar à morte. Urias, informado do que se passava, teve medo e fugiu, refugiando-se no Egipto. 22 Mas Joaquim enviou ao Egipto Elnatan, filho de Acbor, acompanhado de uma escolta. 23 Urias, foi então trazido do Egipto e entregue ao rei, que o mandou degolar, lançando o seu cadáver na vala comum.
24 Quanto a Jeremias, ele gozava da protecção de Aicam, filho de Chafan, para que não fosse entregue nas mãos do povo a fim de ser condenado à morte.

Notas

26, 1-24
Trata-se de um texto dos mais significativos de Jeremias, em que o profeta critica uma das instituições mais representativas do judaísmo, tornando-se, por isso, objecto da fúria das autoridades, já que levantar a voz contra o templo e contra Jerusalém, símbolos da presença de Deus e garantia do povo, era uma blasfémia (Mt 26,61 nota; Lc 21,5-6 nota; Mc 14,58; Act 7,48-51.48 nota). Tal como o mostram as Confissões, a palavra de Jeremias provoca cisões e conflitos entre os seus concidadãos.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.