Saltar para o conteúdo
25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

1.º Samuel

1.º Samuel 11

Derrota dos amonitas e libertação de Jabés de Guilead (12,12)

1 Naás, o amonita, pôs-se em campanha e atacou Jabés, em Guilead. Todos os habitantes de Jabés lhe disseram: «Faz connosco uma aliança e seremos teus servos.» 2 Naás, o amonita, respondeu-lhes: «Só farei aliança convosco com a condição de vos tirar a todos o olho direito. Infligirei esta vergonha a todo o Israel.» 3 Disseram-lhe os anciãos de Jabés: «Concede-nos sete dias, a fim de enviarmos mensageiros por toda a terra de Israel; se não houver quem nos defenda, entregar-nos-emos a ti.»
4 Chegaram, pois, mensageiros a Guibeá, cidade de Saul, e contaram isto ao povo, que se pôs a chorar em alta voz. 5 Saul voltava do campo, atrás dos bois, e perguntou: «Que tem o povo para chorar desta forma?» E contaram-lhe o que haviam dito os habitantes de Jabés. 6 *Quando Saul ouviu isto, o espírito do Senhor apoderou-se dele. E Saul ficou enfurecido. 7 *Tomando uma junta de bois, fê-la em pedaços e mandou-os pelos mensageiros a todo o território de Israel, com este aviso: «Serão assim tratados os bois de todo aquele que não se puser em campanha, ao lado de Saul e Samuel.» O temor do SENHOR apoderou-se do povo e este pôs-se em marcha como um só homem. 8 *Saul passou-lhes revista em Bezec, e havia trezentos mil homens de Israel, sendo trinta mil da tribo de Judá. 9 E responderam aos mensageiros que tinham chegado: «Direis aos habitantes de Jabés, em Guilead: amanhã, quando o Sol estiver na força do calor, sereis socorridos.» Partiram os mensageiros e levaram esta notícia aos habitantes de Jabés, que se encheram de alegria. 10 *E disseram: «Amanhã sairemos até vós e fareis de nós o que vos aprouver.» 11 *No dia seguinte, Saul dividiu o seu exército em três corpos; penetraram ao raiar do dia no acampamento inimigo e feriram os amonitas até à hora da força do calor. Os que escaparam dispersaram-se, de tal modo que não ficaram dois deles juntos. 12 *O povo disse, então, a Samuel: «Onde estão os que diziam: 'Saul não reinará sobre nós?' Dai-nos esses homens para os matarmos.» 13 *Porém, Saul respondeu: «Ninguém morrerá hoje, porque é o dia em que o SENHOR salvou Israel.»
14 Samuel disse ao povo: «Vamos a Guilgal e renovaremos ali a realeza.» 15 Partiu, pois, todo o povo para Guilgal e ali proclamaram rei a Saul, na presença do SENHOR, e ofereceram naquele lugar sacrifícios de comunhão. E Saul, com todo o povo de Israel, alegrou-se grandemente.

Notas

11, 6
Das diferentes tradições sobre o acesso de Saul a chefe das tribos de Israel, Samuel 11 parece ser a mais original. O relato apresenta grandes semelhanças com as histórias dos "juízes maiores". Saul é um personagem carismático, possuído pelo espírito de Deus para salvar Israel (Jz 3,10; 6,34; 11,29). As referências a Samuel (v.7.12.14) parecem posteriores e obedecem ao intento de harmonizar as diferentes tradições sobre a chegada de Saul ao poder (10,9-10).
7
Este gesto, semelhante ao do levita de Efraim (Jz 19,29), pertence ao género das acções simbólicas dos profetas, cheias de significado e eficácia (Jr 19,11).
8
Os números e a menção de Judá indicam uma adição posterior.
10
Amanhã sairemos. O verbo sair pode significar "atacar" ou "entregar-se a"; os habitantes de Jabés refugiam-se na ambiguidade da expressão.
11
Ver Jz 7,16.
12
A continuação lógica do v.11 é o v.15. Os v.12-14 servem para harmonizar 10,24 e 11,15. Saul, "aclamado" já em Mispá, recebe uma renovação da sua liderança em Guilgal (10,26-27).
13
Ver 14,45; 2 Sm 19,23.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.