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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Apocalipse

Apocalipse 4

II. REVELAÇÃO DO SENTIDO DA HISTÓRIA (4,1-22,5)

O trono de Deus (Ez 1,26-27)

1 *Depois disto, tive outra visão: havia uma porta aberta no céu e a voz que eu ouvira ao princípio, como se fosse de trombeta, falava comigo, dizendo: «Sobe aqui e vou mostrar-te o que deve acontecer depois disto.»
2 *Imediatamente, fui arrebatado em espírito: vi um trono no céu e sobre o trono havia alguém sentado. 3 O que estava sentado era, no aspecto, semelhante à pedra de jaspe e de sardónica e uma auréola, de aspecto semelhante à esmeralda, rodeava o trono. 4 *Formando um círculo à volta do trono, vi que havia vinte e quatro tronos e sobre eles estavam sentados vinte e quatro anciãos vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça. 5 *Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões; sete lâmpadas de fogo ardiam diante do trono de Deus, as quais são os sete espíritos de Deus. 6 *Diante do trono havia também uma espécie de mar de vidro, transparente como cristal. No meio do trono e à volta do trono havia ainda quatro seres viventes cobertos de olhos por diante e por detrás: 7 o primeiro vivente era semelhante a um leão; o segundo era semelhante a um touro; o terceiro tinha uma face semelhante à de um homem e o quarto era semelhante a uma águia em voo.
8 Os quatro seres viventes tinham cada um seis asas cobertas de olhos por fora e por dentro. E não cessavam de cantar, de dia e de noite:
«Santo, santo, santo
é o Senhor Todo-Poderoso,
o que era, o que é e que há-de vir.»
9 *E, sempre que os seres viventes dão glória, honra e acção de graças ao que está sentado no trono e que vive pelos séculos dos séculos, 10 os vinte e quatro anciãos prostram-se diante do que está sentado no trono e adoram ao que vive para sempre; e, lançando as suas coroas diante do trono, aclamam:
11 «Digno és, Senhor e nosso Deus,
de receber a glória, a honra e a força;
porque criaste todas as coisas,
por tua vontade foram criadas e existem.»

Notas

4, 1
Os cap. 4-5 dão-nos a liturgia celeste do Cordeiro e do livro fechado (15,2-4 nota). Porta aberta no céu. Segundo a concepção primitiva, que se manifesta na Bíblia, o céu era um palácio ou um santuário nas alturas, onde Deus habitava. No entanto, o céu está onde se vê Deus, face a face (1,10-11; 22,6; Ex 19,16; Mt 3,2 nota; 6,9 nota). O trono de Deus (v.1): o autor traslada-nos ao santuário celeste de Deus. A visão do céu é feita com imagens tiradas, sobretudo, das visões do Antigo Testamento (1 Rs 22,19-23.19 nota; Is 6,1-2; Ez 1). As realidades do Além só nos podem ser apresentadas por meio de comparações. As que temos aqui reflectem a mentalidade dos semitas. Há nelas um grande esforço para salientar a ideia da transcendência divina.
2-3
Depois de nos mostrar Cristo ressuscitado, o autor do Ap mostra o trono de Deus, de modo poético, para exprimir a sua beleza celestial. Ele é o que está sentado sobre o trono central. Em redor, estão os quatro seres viventes, os vinte e quatro anciãos e os anjos (v.4 nota; 5,11). O trono celeste é o lugar de Deus. Ver 10,1; 1 Rs 22,19-23.19 nota; Jb 1,6 nota; Sl 11,4; 93,2; 97,1-2; Is 6,1-2; Ez 1,5-10 nota.26-28; 10,20 nota; Dn 7,9 nota).
4
Os vinte e quatro anciãos ou "presbíteros" (em grego). Possivelmente trata-se apenas de fazer sobressair a grandeza de Deus, servido por senhores tão magníficos (11,16; 19,4; Act 20,17-18 nota). O número 24 (12 + 12) sugere as 12 tribos do AT com os 12 Apóstolos do NT, portanto, o conjunto do Antigo e do Novo Testamento (Gn 49,3-28; Mt 10,2 nota; Act 1,2 nota). Os anciãos eram os que, no tempo do AT, presidiam à comunidade do povo de Israel. O mesmo aconteceu com o novo Israel - a Igreja. Estes vinte e quatro "presbíteros" representam toda a igreja que deve louvar a Deus na terra, como eles o louvam no céu. Sobre a sua veste branca, ver 1,13-16 nota; 7,9.13-14.
5
Relâmpagos, vozes e trovões são elementos de teofanias do AT (8,4-5 nota; 11,19 nota; Ex 19,16-18 nota; 2 Sm 22,1 nota; 1 Rs 19,11-13 nota; Ez 1,13.15-16 nota). Estes fenómenos atmosféricos são sinais da presença de Deus.
6-8
Mar de vidro designa um mar límpido, celeste (Ez 1,21-22). No palácio de Deus, a expressão quatro seres viventes é uma fusão de Ez 1,5-21 com Is 6,1-3; devem representar a totalidade da criação. Os olhos por diante e por detrás significam que eles, os viventes, conheciam tudo. Na tradição cristã do séc. II (S. Ireneu), a descrição destes viventes deu azo à caracterização dos quatro evangelistas. Ver Is 6,2-3; Ez 1,5-10 nota.19; 10,14 nota.
9-10
Todo o quadro pretende realçar a grandeza de Deus. Para um oriental, um senhor era tanto maior quanto mais importantes eram aqueles que o serviam (v.4 nota; 5,11; 15,7; 21,5; Dn 4,31).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.