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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Apocalipse

Apocalipse 11

As duas testemunhas

1 *Depois, deram-me uma cana semelhante a uma vara de medir e disseram-me: «Levanta-te e mede o templo de Deus, o altar e os adoradores que lá se encontram. 2 *Mas o pátio exterior do templo, deixa-o de lado; não o meças porque ele foi entregue aos pagãos, assim como a cidade santa, que eles calcarão aos pés durante quarenta e dois meses. 3 *E enviarei as minhas duas testemunhas que hão-de profetizar, vestidas de luto, durante mil duzentos e sessenta dias.»
4 Estas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da terra. 5 *Se alguém quiser fazer-lhes mal, sairá fogo da sua boca para devorar os seus inimigos; deste modo, se alguém tentar fazer-lhes mal, morrerá certamente. 6 *Eles têm o poder de fechar o céu para que a chuva não caia no tempo da sua profecia. E têm, igualmente, o poder de mudar as águas em sangue, de modo a provocar na terra toda a espécie de flagelos, sempre que o desejem fazer.
7 *E, quando terminarem de dar testemunho, a Besta que sobe do Abismo lutará contra eles, vencê-los-á e dar-lhes-á a morte. 8 *Os seus cadáveres ficarão na praça da grande cidade, que se chama, simbolicamente, Sodoma e Egipto, precisamente onde o seu Senhor foi crucificado. 9 *E, durante três dias e meio, homens de vários povos, tribos, línguas e nações contemplarão os seus cadáveres e não permitirão que sejam sepultados.
10 Os habitantes da terra se felicitarão pela sua morte, farão festa e se presentearão mutuamente; porque eles, os dois profetas, tinham sido um tormento para a humanidade.
11 *Mas, depois desses três dias e meio, um sopro de vida, enviado por Deus entrou neles: puseram-se de pé e um grande terror caiu sobre os que os viram. 12 *Então, as duas testemunhas ouviram uma voz forte que vinha do céu e lhes dizia: 'Subi para aqui'. E eles subiram ao céu numa nuvem, à vista dos seus inimigos; 13 nesse momento, houve um grande tremor de terra: ruiu a décima parte da cidade e morreram no terramoto sete mil pessoas. Os sobreviventes, aterrorizados, deram glória ao Deus do céu.
14 *O segundo 'ai' passou. O terceiro 'ai' virá brevemente.»

A sétima trombeta

15 *Quando o sétimo anjo tocou a trombeta, ouviram-se grandes aclamações no céu:
«O reinado sobre o mundo
foi entregue a nosso Senhor
e a seu Cristo;
Ele reinará pelos séculos dos séculos.»
16 Então, os vinte e quatro anciãos - os que estão sentados nos seus tronos diante de Deus com o rosto por terra - adoraram a Deus, 17 aclamando:
«Nós te damos graças, Senhor Deus Todo-Poderoso,
que és e que eras,
porque assumiste o teu grande poder
e entraste na posse do teu reinado.
18 *Enfureceram-se as nações,
mas chegou a tua ira
e o momento de julgar os que morreram
e de dar a recompensa aos teus servos,
aos profetas, aos santos
e aos que temem o teu nome, pequenos e grandes;
chegou o momento de destruir os que corrompiam a terra.»
19 *Depois, abriu-se no céu o santuário de Deus e apareceu a Arca da aliança. E houve relâmpagos, estrondos, trovões, um tremor de terra e uma tempestade de granizo.

Notas

11, 1-14
A vara de medir e as duas testemunhas. A narração da medição do templo tem um paralelo em Ez 40,3-4. Nos dois casos, trata-se do novo templo de Deus em construção: em Ezequiel, o de Jerusalém; aqui, a Igreja (21,15-17.15 nota; Ez 40,1-4 nota; 41,12-15; 43,13-17 nota).
2-3
Este pátio exterior do templo é símbolo do mundo não cristão. Os pagãos calcarão a cidade santa durante quarenta e dois meses, isto é, mil duzentos e sessenta dias, três anos e meio, ou seja, metade de sete. Sete é a plenitude, a eternidade (Gn 33,3 nota; Ex 23,10-11 nota). Metade de sete é um tempo relativamente curto (Dn 7,25 nota; 12,7 nota): o tempo da Igreja, que decorre entre o Pentecostes e a Parusia. Será cheio de perseguições. Mas durante esse tempo, as testemunhas (v.3) continuarão a dar testemunho do Evangelho (Is 44,8; Lc 24,46-48 nota; Act 1,8 nota; 13,31 nota; 22,20 nota). Quarenta e dois meses ou 1.260 dias são os mesmos três anos e meio do breve tempo da perseguição (12,6 nota.14; 13,5; Dn 7,25 nota; 8,14 nota; 12,7 nota). Vestidos de luto, lit., "de saco", sinal de grande tristeza (2 Sm 1,2 nota; 13,19 nota; 1 Rs 20,31 nota; 2 Rs 6,30 nota; Sl 30,12 nota; Ez 7,18-24 nota; Jn 3,6 nota; Mt 11,21 nota).
3-13
As duas testemunhas, símbolo dos mártires e confessores cristãos, devem significar a Igreja na sua totalidade (v.2-3 nota), que, no seguimento de Cristo morto e ressuscitado, recapitula o AT, muitas vezes simbolizado nas figuras de Moisés e Elias (Mt 17,10-11 nota; Mc 9,11-13 nota; Lc 9,28-30 nota). Como Elias (1 Rs 17,1-24 nota), podem fechar a chuva ou fazer baixar fogo do céu (v.5-6); como Moisés, podem renovar as pragas do Egipto (v.6; Ex 7,8-11,10; 9,14.32; 11,2-3 nota; Jl 1,4 nota. Dois candelabros (v.4): 1,12 nota. Duas oliveiras (v.4): Zc 4,3-10.14 nota.
5
Ver 2 Sm 22,9; 2 Rs 1,10.14; Jr 5,14; Lc 9,54 nota.
6
Fechar o céu à chuva: em 1 Rs 17,1, Elias manda fechar o céu à chuva e ao orvalho (Lc 4,25; Tg 5,17-18). Mudar as águas em sangue: Ex 7,17-25.
7
Primeira alusão à Besta que sobe do Abismo, lugar simbólico das forças infernais, que se opõem ao Reino de Deus (5,1-14 nota; 13,1 nota; 17,8 nota; Dn 7,3.4.5.6 notas).
8
Aqui, a grande cidade deve ser Jerusalém, que é comparada a Sodoma e ao Egipto, porque "crucificou o Senhor" (Gn 19,28-29 nota; Is 1,9 nota).
9
Três dias e meio, número simbólico, muito curto, comparado com os três anos e meio anteriores (v.2-3 nota). Assim será efémera a vitória dos maus (10,11).
11-13
A glorificação dos mártires e os castigos divinos, descritos numa linguagem apocalíptica, levam os sobreviventes a dar glória a Deus (v.3-13 nota; 16,18 nota; Ez 37,5-10.11-14 notas).
12
Subiram ao céu: 2 Rs 2,11.
14
Ver 8,12-13 nota; 9,12-21 nota.
15-18
A sétima trombeta e terceiro ai (9,1-2.12-21 notas). Termina a secção das sete trombetas (8,2 nota) com um hino de triunfo: a vinda gloriosa de Cristo e a vitória dos seus.
15
A partir daqui, até 16,16, aparece o 4.° septenário, o das sete taças (15,7). Estas taças vão unidas ao septenário dos sete sinais. Ver 10,7 nota; 12,10 nota; Sl 2,2; 22,29; Dn 2,44; 7,14.27; Mt 13,13-15 nota; Mc 1,15 nota; 4,26-29.30-32 notas; Lc 4,42-43 nota; 7,20-22; Act 1,3 nota.
OS SETE SINAIS (11,19-15,5). Eis o esquema da secção:
A) Ambientação nos céus (11,19)
B) Os sete sinais: Primeiro sinal (é triplo):
a. A Mulher e o Menino (12,1-6)
b. Miguel e o Dragão (12,7-12)
c. O Dragão contra a Mulher (12,13-18)
Segundo sinal: a Besta marítima (13,1-10)
Terceiro sinal: a Besta terrestre (13,11-18)
Quarto sinal: os 144000 e o Cordeiro (14,1-5)
Quinto sinal: mensagens dos três anjos (14,6-12)
Sexto sinal: as três vozes mensageiras (14,13-20)
Visão intermediária (15,1)
Sétimo sinal: o mar de vidro (15,2-4).
18
Ver 10,7 nota; Dn 9,6.10; Am 3,3-8 nota; Zc 1,5-6 nota.
19
Ambientação nos céus. A Arca da aliança - que foi guardada no Santo dos Santos do templo de Salomão (2 Cr 5,7) - parece ter desaparecido quando Nabucodonosor destruiu o templo (2 Rs 25,9). No Santo, só podia entrar o Sumo Sacerdote uma vez ao ano, na festa da Expiação (Ex 25,17-22 nota; Lv 16,6 nota; Pr 16,6 nota; Act 27,9-44 nota; Rm 3,25-26 nota; Heb 9,5.11-14 notas; 1 Pe 2,24-25 nota). A julgar por Ex 25,9-22 e pela tradição judaica, a Arca da aliança, teria sido construída segundo o modelo da Arca celeste (Gn 35,21 nota; Ex 25,10 nota; 1 Sm 4,3-4 nota; 2 Sm 6,1-2.7 notas). O Apocalipse, ao apresentar o Santuário de Deus no céu, ensina que, na Nova Aliança Deus tornou-se mais acessível à Humanidade (8,5; 16,18; Ex 31,6-7; Jr 31,31-34 nota; Ez 16,59-60 nota; Mt 22,2 nota; Lc 22,20 nota; Jo 13,34-35 nota; 1 Cor 11,23-25 nota; 2 Cor 3,6 nota; Gl 4,21-31 nota; Ef 5,21-33 nota; 1 Pe 1,1-2 nota). Sobre os relâmpagos, estrondos, trovões e tremor de terra, como sinais de teofania, ver 8,4-5 nota.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.