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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Apocalipse

Apocalipse 21

Os novos céus e a nova terra

1 *Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia.
2 *E vi descer do céu, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém, já preparada, qual noiva adornada para o seu esposo. 3 *E ouvi uma voz potente que vinha do trono e dizia:
«Esta é a morada de Deus entre os homens.
Ele habitará com eles;
eles serão o seu povo
e o próprio Deus estará com eles
e será o seu Deus.
4 *Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos;
e não haverá mais morte,
nem luto, nem pranto, nem dor.
Porque as primeiras coisas passaram.»
5 *O que estava sentado no trono afirmou: «Eu renovo todas as coisas.» E acrescentou: «Escreve, porque estas palavras são dignas de fé e verdadeiras.» 6 *E disse-me ainda:
ȃ verdade!
Eu sou o Alfa e o Ómega,
o Princípio e o Fim.
Ao que tiver sede,
Eu lhe darei a beber gratuitamente,
da nascente da água da vida.
7 *O que vencer receberá estas coisas como herança;
Eu serei o seu Deus e ele será meu filho;
8 *mas os covardes, os infiéis,
os depravados, os assassinos,
os impúdicos, os feiticeiros,
os idólatras e todos os mentirosos
terão como herança
o lago ardente de fogo e enxofre,
o qual é a segunda morte.»

A nova Jerusalém (Is 54,11-17; 60,10-18; Ez 40-48; Tb 13,17-18)

9 *Depois, um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos sete últimos flagelos aproximou-se, dirigiu-se a mim e disse: «Vem cá. Vou mostrar-te a noiva, a esposa do Cordeiro.» 10 E transportou-me, em espírito, a uma grande e alta montanha e mostrou-me a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus. 11 *Tinha o resplendor da glória de Deus: brilhava como pedra preciosa, como pedra de jaspe cristalino; 12 *tinha uma grande e alta muralha com doze portas; nas portas havia doze anjos e em cada uma estava gravado o nome de uma das doze tribos de Israel: 13 ao oriente havia três portas, ao norte três portas, ao sul três portas e ao ocidente três portas. 14 *A muralha da cidade tinha doze alicerces, nos quais estavam gravados doze nomes, os nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro.
15 *O que falava comigo tinha uma cana de ouro para medir a cidade, as suas portas e a sua muralha. 16 *A cidade formava um quadrado: o seu comprimento era igual à sua largura. Depois mediu a cidade com a cana: tinha quatrocentas e quarenta e quatro léguas. O seu comprimento, a sua largura e altura são iguais. 17 Mediu depois a muralha: tinha cento e quarenta e quatro côvados de altura, segundo a medida humana, que era também a do anjo. 18 *As muralhas estavam construídas com jaspe e a cidade era de ouro puro, semelhante ao puro cristal. 19 Os alicerces da muralha da cidade estavam incrustados com toda a espécie de pedras preciosas: o primeiro com jaspe, o segundo com safira, o terceiro com calcedónia, o quarto com esmeralda, 20 o quinto com sardónica, o sexto com sárdio, o sétimo com crisólito, o oitavo com berilo, o nono com topázio, o décimo com crisópraso, o décimo primeiro com jacinto e o décimo segundo com ametista.
21 As doze portas eram doze pérolas. Cada uma das portas era uma só pérola. E a praça da cidade era de ouro puro, semelhante ao vidro transparente. 22 *Templo, não vi nenhum na cidade; pois o senhor Deus, o Todo-Poderoso, e o Cordeiro são o seu templo. 23 E a cidade tão-pouco necessita de Sol nem de Lua para a iluminar; pois a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro. 24 *As nações caminharão à luz da cidade e os reis da terra hão-de trazer-lhe a sua glória; 25 *as suas portas não se fecharão de dia, pois nela não haverá noite. 26 *Vão trazer-lhe o esplendor e a riqueza das nações. 27 *Mas não entrará nela nada de impuro, nem os idólatras, nem os impostores. Só entrarão os que estiverem inscritos no livro da Vida, que está na posse do Cordeiro.

Notas

21, 1
Depois da destruição de todas as forças do Mal, que se opõem ao plano de Deus realizado em Cristo, os cap. 21-22 vão apresentar-nos o tema clássico, nos profetas e na literatura apocalíptica, do novo céu e nova terra (v.5; Is 65,17; 66,22; Mc 13,24.31; Rm 8,18-30 nota; 2 Cor 5,17; Cl 3,10-11; 2 Pe 3,13 nota). Se toda a criação é renovada, com muita maior razão o mar, eliminado por ser considerado habitação das forças do Mal. É de lá que sobe a Besta (11,7 nota; 13,1 nota).
2
Jerusalém simboliza o povo do AT. Já no AT era idealizada (Is 60; 65,17-25; Ez 5,5-7 nota; 38,12 nota). Aqui representa o povo de Deus do NT na sua máxima idealização, redimido por Cristo e reunido à volta do Cordeiro, na Parusia (3,12; Ez 16,3 nota; Mt 23,37-38 nota; Mc 13,3-37 nota; Gl 4,26; Heb 11,10; 12,22-24).
3
Habitará com eles, transcrição de um dos títulos do Messias (em hebraico, Emanuel): Is 7,3.12.14 notas; 8,1-4.8 notas; Mt 1,23 nota; 28,20; Jo 1,14 nota; 2 Cor 6,16.
4
Enxugará todas as lágrimas... É o reverso da expulsão do Paraíso (7,17; Gn 3,9-21.15 nota; Is 25,8; 35,10; 65,19).
5
Ver v.1 nota; 19,9; 22,6.
6-20
Tríplice atestação final. Um anjo, Jesus e João dão-nos testemunho da verdade deste livro.
6
Ver 1,17 nota; 22,13.17.
7
Eu serei o seu Deus. Fórmula de aliança (Js 24,25-27 nota; 2 Sm 7,16; Sl 2,7; 89,27-28; Jr 31,31-34 nota; Ez 11,19-20 nota; Heb 1,4-5.
8
Lago de fogo (14,10 nota). Sobre a lista de vícios, ver 1 Cor 5,9-12 nota; 2 Tm 3,2-5 nota. Segunda morte (20,6.14).
9-27
Descrição da Nova Jerusalém. O Apocalipse fala-nos, agora, do mundo novo, sob a imagem de Jerusalém, capital do Reino messiânico e cidade de Deus: é imagem da Igreja celeste (v.2 nota; 4,2; Is 43,19; 2 Cor 5,17). Toda a poesia com que é descrita a Nova Jerusalém sugere a beleza celestial da cidade, que lhe é conferida pela presença do Cordeiro. A descrição está fundamentada em Ez 40-48. O número 12 está relacionado com as 12 tribos e os 12 Apóstolos (v.14 nota; 12,1-7 nota).
9
Esposa do Cordeiro. Ver 15,1.6; 17,1; 19,7 nota; Ez 40,2.
11
Ver 4,3; Is 60,1-2.
12-13
Ver Ez 48,30-35 nota.
14
Doze alicerces, que são os 12 Apóstolos, fundamento do edifício da Igreja (Ef 2,20 nota; Ez 48,30-35).
15
Uma cana de ouro para medir (11,1-14 nota; Ez 40,1-4.5 notas; Zc 2,5-9 nota).
16
Quatrocentas e quarenta e quatro léguas, lit., "Doze mil estádios" (uns 2.000 km), medida grega idealizada, de uns 185 m. Há aqui um jogo de números: doze, número simbólico do novo Israel; e mil, número que indica uma grande quantidade. A forma cúbica da cidade é símbolo da sua perfeição absoluta (14,20; Mt 14,24; Lc 24,13; Jo 6,19). Cento e quarenta e quatro côvados, isto é, 12x12, número perfeito (7,1-8.4 notas; 14,1-5 nota; Ez 41,21; 45,2; 48,18). Ver Suplemento MEDIDAS, p. 2.116.
18-20
As pedras preciosas sugerem a beleza celeste (Ex 28,17-21; Is 54,11-12).
22-23
No tempo do Apocalipse já a cidade histórica de Jerusalém tinha sido destruída (ano 70 d.C.); e, com ela, o templo, que era o sinal tangível da antiga Aliança (Ez 11,3 nota; Mt 23,37-38 nota; Lc 21,20 nota). No Novo Israel, o verdadeiro templo é a pessoa de Jesus Cristo (22,5; Zc 2,9 nota).
24
As nações caminharão, tema da peregrinação escatológica a Jerusalém, presente em Is 60,3.11 (Is 42,2-4; Sl 72,10; 120-134).
25
Ver Is 60,11; Zc 14,7.
26
Ver Is 52,1.
27
Nada de impuro (Is 35,8; 52,1 nota; Zc 13,1 nota). Livro da Vida: ver 3,5 nota; 13,8; 17,8.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.