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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

São João

São João 20

O túmulo vazio (Mt 28,1-10; Mc 16,1-8; Lc 24,1-12)

1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. 2 *Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.»
3 Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou. 6 *Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, 7 *ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição. 8 Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer, 9 *pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. 10 A seguir, os discípulos regressaram a casa.

Aparição a Maria Madalena (Mc 16,9-11)

11 Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo, 12 e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. 13 Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.»
14 Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele. 15 E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.» 16 Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» - que quer dizer: «Mestre!» 17 *Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.'» 18 Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.

Aparição aos discípulos (Mt 28,16-20; Mc 16,9-18; Lc 24,36-49; 1 Cor 15,3-8)

19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» 20 *Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. 21 E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» 22 Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. 23 *Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»
24 *Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio. 25 *Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.»
26 Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» 27 Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.» 28 *Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» 29 *Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto!»

EPÍLOGO<br><br>Dupla Conclusão<br>(20,30-21,25)

Conclusão do livro

30 Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. 31 *Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, acreditando, terdes a vida nele.

Notas

20, 2
Não sabemos. Este plural parece aludir à tradição sinóptica, que conhece a ida de mais mulheres ao sepulcro. É evidente que não houve a mínima preocupação de harmonizar os diferentes relatos evangélicos do sepulcro vazio e das aparições, o que é um forte motivo de credibilidade a favor da realidade da ressurreição, facto misterioso e base de toda a fé cristã (13,23; Mt 28,1 nota; Mc 16,1 nota; Lc 24,1 nota; 1 Cor 15,12-19 nota).
6
Ver Lc 24,12.24.
7-8
Porque começou a crer o discípulo? A explicação habitual é que um ladrão não deixaria ficar os panos e muito menos em ordem. Porque é que o Evangelista atribui tanta importância à diferente posição dos panos? É que as ligaduras e o lençol estavam espalmados no chão da pedra tumular, ao passo que o lenço que o Senhor tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão, mas mantinha a forma da cabeça que envolvera. Ou seja, Jesus saíra, ressuscitado; ninguém o tinha desembrulhado.
9
Os discípulos não tinham entendido, não estavam psicologicamente predispostos a admitir a ressurreição. Só depois de confrontados com a realidade da ressurreição de Jesus é que se recordaram das Escrituras (Act 2,24-32; 1 Cor 15,4.20-22 nota) e as entenderam. A ressurreição era uma realidade só admissível para o fim do mundo (11,24), pois, apesar de Jesus ter anunciado a sua ressurreição ao terceiro dia, este, de acordo com a profecia de Oseias (Os 6,2), só poderia ser o dia final. Diante do sepulcro vazio, só pensam num roubo (v.2.13.15) e não dão crédito às notícias das aparições (20,25; Mc 16,11.13; Lc 24,21-24.21 nota).
17-18
Maria Madalena é escolhida por Jesus para anunciar a mensagem da ressurreição aos Onze, que agora são tratados por irmãos (Mt 28,10; Heb 2,11.14-15); porque foi inaugurada uma nova relação deles com Deus, de quem são filhos muito amados (1,12; 14,21.23; 16,27; 1 Jo 3,1-2). Por isso Jesus diz: O meu Pai, que é vosso Pai.
19-23
Neste breve relato pode ver-se como Jesus cumpriu as suas promessas nos discursos de despedida: Eu voltarei a vós (14,18); pôs-se no meio deles (v.19); um pouco mais, e por fim me vereis (16,16); encheram-se de alegria por verem o Senhor (v.20); Eu vo-lo enviarei (16,7); recebei o Espírito Santo (v.22; 14,12-14.16 notas).
20
Mostrar as mãos e o peito acentua a continuidade entre o Jesus crucificado e o Senhor glorioso; a sua presença, que transcende a dimensão espácio-temporal (v.19.26), é uma realidade que enche os discípulos de paz (v.19.20-21.26; 14,27; 16,33; Rm 5,1-5 nota; Cl 1,20 nota) e de alegria (v.20; 15,11; 16,20-24; 17,13; Lc 1,14.28 notas; 15,6.7 notas).
23
A quem perdoardes. A Igreja viu nestas palavras a instituição do sacramento da reconciliação, que é fonte de paz e alegria, e definiu o seu sentido literal; de facto, Jesus diz: A quem perdoardes os pecados, e não simplesmente: "A quem pregardes o perdão dos pecados". Pois dizer ficarão perdoados corresponde a "Deus perdoará"; e ficarão retidos equivale a "Deus reterá", isto é, não perdoará. Ver Ex 34,6-7 nota; Jr 31,31-34 nota; Ez 36,25 nota; Mt 9,8 nota; 16,19 nota; 18,17-18 nota; Mc 2,5 nota; Act 2,38 nota; 2 Cor 5,18-21 nota; Tg 5,14-15 nota.
24
Ver 11,16; 14,5; 21,2.
25
Ver Mt 28,17 nota; Mc 16,14.
28
Meu Senhor e meu Deus! É da boca do discípulo incrédulo que sai a mais elevada profissão de fé explícita na divindade de Cristo. Engloba todo o Evangelho numa unidade, uma inclusão iniciada em 1,1: O Verbo era Deus (1,18 nota; Rm 9,5; 1 Jo 5,20 nota).
29
Ver 1,50; 1 Pe 1,8.
31
Para crerdes. Indica o objectivo fundamental da obra, que era fazer progredir na fé e na vida cristã os fiéis.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.