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Re: Pela vida
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 14:06

Citação:
Pontos de vista
" Para que algumas ( MULHERES) pudessem ser dissuadidas de fazer um aborto seria necessário que o aborto fosse encarado pelos serviços e pela lei como um mal, algo a evitar."


Caro pontos de vista:

Parece-me absolutamente claro, que todos os que defendem o SIM, ou seja, a despenalização das mulheres, consideram o aborto , muito particularmente o aborto clandestino ( e as suas consequências) é um mal a evitar.

Quer a lei, quer os serviços de saúde, quer os movimentos a favor do SIM; , quer os cidadãos conscientes ( médicos, psiquiatras, juristas, professores do ensino superior, políticos, pedagogos, pais e mães, empenhados em que acabem o julgamento, a prisão e a morte de mulheres, concordam com esta ideia.



Precisamente por ser uma mal a evitar é que deve ser encarada a situação em Portugal com seriedade, sem histerismos patetas, e responder com responsabilidade á pergunta que efectivamente é formulada no referendo.

Concordam ou não com a prisão de mulherers até três anos se interromperem uma gravidez antes das dez semanas?


É isto e apenas isto que se vai decidir a 11 de Fevereiro.

A prisão de mulheres previne o aborto?

Alguns respondem: Sim, e por isso deve-se manter a actual lei. Mas logo a seguir acrescentam - a despenalização já existe e não há mulheres presas. Logo a lei actual deve manter-se porque não se aplica.

Ou seja, a tal prevenção baseada na lei penal que dizem existir , efectivamente não existe, mas precisamente porque não existe, vamos manter a lei.

Parece-me uma argumentação não apenas absurda mas uma mentira.

O que aliás está de acordo com o tom de certa campanha.

católica praticante



Editado 1 vezes. Última edição em 31/01/2007 14:16 por catolicapraticante.

Re: Pela vida
Escrito por: pontosvista (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 14:49

Católica Praticante

Falas em acabar com "o julgamento, a prisão e a morte de mulheres". Para acabar com a prisão bastaria retirar a pena do Código Penal. Para acabar com o julgamento bastaria que deixasse de ser crime o aborto praticado pela mulher ou o seu consentimento. Nada disto impediria que o aborto fosse um crime. O suicídio ou a tentativa não são crime mas o auxílio pode ser crime.

Quanto à morte de mulheres por causa do aborto clandestino ela não é completamente evitável enquanto não for permitido o aborto em qualquer fase da gravidez, pois haverá sempre razões para abortar em qualquer fase que não estarão cobertas na lei. A questão é saber se para se dar o apoio do SNS ao acto abortivo se deve exigir algo (um motivo, um aconselhamento prévio, uma taxa moderadora, uma ausência de uma história de abortos repetidos) ou se basta uma simples declaração sem explicitação dos motivos, como se o aborto em si fosse um direito constitucional não subordinado a mais nada.

Infelizmente, quer o modo como a pergunta está posta quer a atitude dos partidos de esquerda e dos apoiantes do sim levam-me a concluir que se votasse sim no dia 11 estaria a dar o sim ao reconhecimento do aborto como um direito da mulher que se sobrepõe a qualquer direito do feto, que não pode ser questionado e que tem que ser financiado pelo estado.

Nestas condições não posso dar o meu sim. Se se perspectivasse uma abordagem menos radical do que esta liberalização indiscriminada poderia dar o meu acordo à despenalização da mulher e a alguma abertura do SNS a situações minimamente justificadas e monitorizadas.

Aliás é pena que não se tenha procurado uma solução intermédia para a despenalização pois poderia passar pacificamente. Uma vitória do sim seguida de uma liberalização à custa do Estado será para mim uma situação que deverá ser combatida politicamente através da opinião de modo a que num futuro próximo a lei seja mais moderada. O modo obscuro como a liberalização é embrulhada na despenalização como se fosse a única saída possível tira ao referendo a clareza política que gostaria que tivesse.

No caso de vitória do não penso que também não se deve pensar que tudo deve ficar na mesma. Estou de acordo com uma alteração da lei de modo a não perseguir as mulheres que abortam.

pontosvista

Re: Pela vida
Escrito por: Tilleul (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 14:53

Bravo Pontos de Vista. Como gostava de ter a tua calma e descernimento.

Em comunhao

Em comunhão

Re: Pela vida
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 16:33

Pontos de Vista:


1 - [
Citação:
u]"Para acabar com a prisão bastaria retirar a pena do Código Penal[/u].
Para acabar com o julgamento bastaria que deixasse de ser crime o aborto praticado pela mulher ou o seu consentimento.


Exactamente!É precisamente disso que se trata! É precisamente isso que vamos votar!

[
Citação:
i]Nada disto impediria que o aborto fosse um crime. O suicídio ou a tentativa não são crime "[/i
]
Precisamente. A IVG até ás dez semanas em estabelecimentos de saúde de acordo com avontade da mulher deixa de ser um crime punível com pena de prisão até três anos.

Tal como o suicídio e a tentativa de suicídio. Tal como o incesto, ou a prostituição, ou o consumo de drogas leves.

Citação:
2 - Quanto à morte de mulheres por causa do aborto clandestino ela não é completamente evitável enquanto não for permitido o aborto em qualquer fase da gravidez,
`
Não é verdade.
A morte de mulheres está relacionada com dois factores:
a) a forma como é realizado o aborto clandestino.
Repito, as estatísticas apontam pelos menos duas a três mulheres mortas por ano em portugal como consequência directa do aborto clandestino.
E só não morrem mais porque milhares são salvas anualmente nos serviços de saúde.

Além disso, Existem actualmente abortos provocados no SNS ao abrigo da legislação vigente, alguns em etapas muito tardias. Desde 1984, Não existe uma única morte de mulher por aborto baseado na actual lei , no SNS em Portugal. Uma única.

b) O tempo de gravidez. Quanto mais tardia a idade gestacional maior o risco de vida, para lá dos dilemas éticos. SE as mulheres puderem abortar ás cinco semanas nunca irão tentar fazê-lo ás 25.


"
Citação:
A questão é saber se para se dar o apoio do SNS ao acto abortivo se deve exigir algo (um motivo, um aconselhamento prévio, uma taxa moderadora, uma ausência de uma história de abortos repetidos)
" "
ESTA QUESTÃO É PACÍFICA E CONSENSUAL. Está expressa no projecto lei que originou o pedido de referendo. O aconselhamento, o apoio médico e psicológico, o encaminhamento, são condições necessárias para uma intervenção monitorizada no SNS.

Claro que o aborto clandestino não garante nada disso.

Citação:
"esta liberalização indiscriminada "
Liberalização indiscriminada é a que existe actualmente - o aborto faz-se sem regras , sem limites, sem prazos de semanas, sanções, sem apoios e numa perspectiva de lucro selvagem - o único critério é de facto a conta bancária.

"
Citação:
Aliás é pena que não se tenha procurado uma solução intermédia para a despenalização pois poderia passar pacificamente"

Pois, é pena que não se tenha descidio esta questão atrvés de votação da AR e se tenha arrastado as pessoas para esta vergonha de uma cmapanha inútil.

Mas ambos sabemos quem tem responsabilidades nisso.

E esse "passar pacificamente", é um eufemismo simpático, mas sabes bem que não corresponde á realidade. Há tanta manipulação, mentira e distorção ética nesta questão...


SE o sim não passar no referendo, a previsão legal das penas de prisão , assim como a prisão e o julgamento de mulheres vai manter-se ad eternum...
Ou até agravar-se. Mais uma razão para votar SIM.

católica praticante



Editado 2 vezes. Última edição em 31/01/2007 16:43 por catolicapraticante.

Re: Pela vida
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 19:44

"Há ainda quem seja favorável à despenalização do aborto e, contudo, tencione abster-se ou votar não por ser contra o subsídio ao aborto.

Recordo que o que vai a votos no dia 11/2 tem que ver com a atribuição de um direito negativo (“de” não haver penalização) e não de um direito positivo (“a” uma comparticipação).

O primeiro tem precedência sobre o segundo: não só formalmente (o segundo não pode ser equacionado sem o primeiro), mas sobretudo substantivamente – não podemos pôr no mesmo plano uma sanção penal e uma questão de impostos.

Acresce lembrar que o direito negativo só pode ser alterado por referendo, enquanto que um direito positivo pode ser revisto por qualquer governo. Como compreender, neste caso, a falta de convicção em votar sim, dando margem a que a actual lei se venha a manter por outra dezena de anos?

[...]6. Quem defende, simultaneamente, a criminalização e a despenalização do aborto não é apenas paternalista – aceitando sermões do Estado sobre o assunto –, como se torna patrocinador do aborto clandestino, ao pugnar pela ilegalidade do aborto, fazendo com que, na prática, tudo se resuma a uma questão económica: quem pode, aborta lá fora; quem não pode, comete o crime na pátria.

E consegue Marcelo dormir as suas 5 horas defendendo esta posição?
[...]"

Tiago Mendes in Logicamente, Sim

Sublinhados meus

católica praticante



Editado 1 vezes. Última edição em 31/01/2007 19:50 por catolicapraticante.

Re: Pela vida
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 19:56

Laborinho Lúcio rompe o silêncio, em declarações ao DN, para revelar o seu sentido de voto no referendo à interrupção voluntária da gravidez do próximo dia 11: vai optar pelo "sim". Ex-ministro da Justiça no último dos governos liderados pelo actual Presidente da República, Cavaco Silva, Laborinho defende a despenalização do aborto por considerar que a actual moldura legal gera "situações injustas para as mulheres", uma vez que "na prática só estão impedidas de fazer o aborto aquelas que não têm condições económicas para interromperem a gravidez num país estrangeiro".

in DN, 13 de Janeiro de 2007

católica praticante

Re: Pela vida
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 20:16

Muito se tem falado que a vitória do Sim levará à liberalização do aborto e, com isso, o número de abortos irá disparar. Pior quadro não é possível!
Mas, e se ganhar o Não?

Vou pensar alto...

Se o Não ganhar, abortar por opção continuará a ser crime.
Mas se mesmo assim nenhuma mulher for condenada, o que irá acontecer?

As que tiverem condições continuarão a ir a Espanha, as que não têm ficarão por cá obrigadas a abortar fora do SNS (leia-se sem condições).
Ora isso envolve riscos, perigo de infecções,infertilidade e morte, para além de continuar a ser uma fonte de lucro ilicito.
Hummmm... o Não era para defender a vida, dizem.

Mas só a vida do embrião, do feto. A mulher... paciência, se morrer paciência, cometeu um crime. Se não morrer e ficar impedida de ter mais filhos devido a lesões e ainda por cima for alvo de inquérito judicial, mesmo não indo presa, teve sorte não morreu, será justo porque cometeu um crime, paciência se queria ser mãe mais tarde, tivesse assumido ser mãe agora.

Hummm... com o Não o estado até poupa uns cobres, não vai ter de fazer acordos com técnicos, nem adaptar serviços.

Hummm... se o Não ganhar, assunto arrumado e não se pensa mais nisso. Os do Sim vão ganir,aguentem mais uns anos e, quem sabe, lá faremos outro.
As clinicas privadas batem palmas pelo lucro não declarado.

Pela vida, sempre!
Certo, votarei SIM.

Quem eu conheci e admirava já cá não anda, pelos vistos morreu. Em breve serei eu. Melhor assim.

Re: Pela vida
Escrito por: s7v7n (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 21:13

É triste quando se ignora a vida do embrião e se tira a humanidade ao mesmo.

Se são pela vida, então lutem pela vida e não pela morte. Se os senhores do SIM tivessem tantas instituições como os do não têm, não seria preciso andarmos a referendar a vida de seres humanos.

Para o SIM só interessa o negócio e a lei, a ética fica arrumada de lado porque incomoda.

Se o NÃO ganhar mais mulheres terão a ajuda que pretendem, se o SIM ganhar,levam com um presente enganador que danifica a vida das mulheres em todos os sentidos. E depois apoios é vê-los a milhares de anos-luz.
E viva a liberdade sem freios. Acho piada quando algumas personalidades que dizem que confiam nas mulheres. LOL! Como se as mulheres fossem seres humanos perfeitos. São tão de confiança como os homens.
Achei piada ver ontem na SIC Notícias o (não me lembro do nome) aquele senhor que não o médico, que estava na mesa do SIM, a dizer que preferia ter sido abortado caso tivesse ido para adopção e se a mãe não gostasse dele. É muito fácil lançar argumentos desse tipo quando se está vivo. Argumentos de peso claro!

Pela vida, sempre!
Votamos NÃO! Não à morte de seres humanos.
SIM à opção de viver e NÂO à ditadura de obrigar os filhos a morrer!

"Ama e faz o que quiseres" - Santo Agostinho



Editado 1 vezes. Última edição em 31/01/2007 21:16 por s7v7n.

Re: Pela vida
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 21:17

"No entanto, eu incompetente me confesso para, sob o ponto de vista jurídico, julgar se o Estado tem ou não direito a fazer leis que permitem o aborto.

É saudável, é normal que a Lei de um Estado laico não tenha que estabelecer o que é bem e o que é mal sob o ponto de vista religioso. Não desejaria ver os Estados europeus a adoptarem regimes equivalentes aos da Arábia Saudita ou do Irão: o Estado e a sociedade regidos pela lei ou pela ética religiosas.

É por isso que talvez não seja um absurdo perguntar aos cidadãos, como agora, em Portugal, no referendo, se se deve responder "sim" ou "não" à despenalização da interrupção da gravidez, em estabelecimento de saúde, nas primeiras dez semanas, realizado a pedido da mulher.

Não se trata de saber quem é e quem não é pelo aborto, neste prazo e nestas condições, mas quem é ou não pela penalização da mulher que aborta neste prazo e nestas condições.

É inevitável a pergunta: dentro das dez semanas, já existe vida humana, ser humano ou pessoa humana? Sobre o que é a vida, sobre o que é vida humana, sobre o que é pessoa, as linguagens do senso comum, das ciências, das filosofias e das religiões não são coincidentes.

E, no interior de cada um desses ramos do conhecimento, o debate não está encerrado. Para o Padre Anselmo Borges, professor de Filosofia na Universidade de Coimbra, «a gestação é um processo contínuo até ao nascimento. Há, no entanto, alguns "marcos" que não devem ser ignorados. (...) Antes da décima semana, não é claro que o processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído. De qualquer modo, não se pode chamar homicídio, sem mais, à interrupção da gravidez levada a cabo nesse período» (3).

A embriologia expressa no boneco chinês é uma pura fraude e uma obscenidade.

Parece-me exorbitante ameaçar os católicos, que votem "sim", com a excomunhão. Comparar o aborto ao terrorismo é fazer das mulheres aliadas da Al-Quaeda. A retórica deve ter limites.

Creio que é compatível o voto na despenalização e ser – por pensamentos, palavras e obras – pela cultura da vida em todas as circunstâncias e contra o aborto. O "sim" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, dentro das dez semanas, é contra o sofrimento das mulheres redobrado com a sua criminalização. Não pode ser confundido com a apologia da cultura da morte, da cultura do aborto, embora haja sempre doidos e doidas para tudo. "

Frei Bento Domingues

católica praticante

Re: Pela vida
Escrito por: camilo (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 21:56

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Re: Pela vida
Escrito por: camilo (IP registado)
Data: 31 de January de 2007 22:02

Para mim não há seres humanos de 1ª e de 2ª. Todos somos iguais perante Deus.

Actualmente por cada 20 mil abortos em Portugal morre 1 mulher. Isto pelos numeros estimados de abortos e pelos numeros divulgados de mulheres que morrem em sequencia de aborto.

Para terem uma ideia da proporção basta ver a minha mensagem acima.
20000 E (embriões) e 1 M (mulher).

Se eu só considerasse o lado da mulher e lhe desse o direito de matar o filho a minha primeira preocupaçao seriam realmente as mulheres que morrem a matar os seus filhos. Mas como considero que também o embrião tem o direito a viver preocupam-me muito mais os 20 mil seres humanos que são mortos pela pratica do aborto. Numero que a experiencia de outros paises indica que irá aumentar com a legalização do aborto.



Editado 1 vezes. Última edição em 01/02/2007 00:39 por camilo.

Re: Pela vida
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 01 de February de 2007 08:35

Camilo :

O teu penúltimo post era algum argumento?

Estás bem?

católica praticante

Re: Pela vida
Escrito por: Cunha (IP registado)
Data: 02 de February de 2007 19:12

Este tópico não é a duplicação do "Aborto - thread oficial?"
Cunha

Re: Pela vida
Escrito por: rmcf (IP registado)
Data: 02 de February de 2007 20:10

"preocupam-me muito mais os 20 mil seres humanos que são mortos pela pratica do aborto".

Ok...até percebo o que queres dizer: mas, se assim for, não se deve impedir qualquer aborto?

Abraço fraterno,

Miguel

Re: Pela vida
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 02 de February de 2007 21:21

gostava de saber pq apagaram o meu post... era por acaso ofensivo?
que falta de capacidade de encaixe... vá lá apaguem mais este,podiam era ao menos censurar dizendo o porquê...

Quem eu conheci e admirava já cá não anda, pelos vistos morreu. Em breve serei eu. Melhor assim.

Re: Pela vida
Escrito por: pontosvista (IP registado)
Data: 03 de February de 2007 02:00

Tenho notado o desaparecimento sumário de posts. Penso que deveria ficar uma referência e uma explicação, como diz a Lena. É que desaparecerem posts quando os moderadores também se envolvem em debates pode deixar a sensação que há participantes de primeira, que podem apagar os posts dos outros, e participantes de segunda, que podem ver os seus posts desaparecer sem deixar rasto e sem qualquer explicação.

pontosvista

Re: Pela vida
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 03 de February de 2007 02:39

O desaparecimento sumário e sistemático de posts é explicado pela arbitrariedade de um moderador e pela incapacidade de uma argumentação inteligente e serena.

Infelizmente, o que se passa neste forum é um reflexo da realidade em certos meios católicos restritos. são minoritários mas têm alguma visibilidade social, através dos mass media, muito dinheiro ( financiamento )e algum poder social, que embora relativo, é gerido por vezes de forma mesquinha, no sentido da manipulação de consciências, liberdade interior e capacidade de cidadania dos católicos portugueses.

É de facto uma visão muito triste e, qualquer que seja o resultado, a Igreja portuguesa pagará um preço pela sua adesão a uma campanha demagógica, simplista, manipuladora e contra as mulheres.

Os dois únicos foristas foram capazes de fazer uma argumentação coerente, artiiculada e com sensibilidade foram o Pontos de vista e o ovelha tresmalhada, apesar de não concordar com a fundamentação que apresentam.
Mas reconheço a sua frontalidade e coerência argumentativa.
O tom dominante tem sido a mentira, o ódio, a violência e censura e um ódio intenso contra as mulheres como tão bem referiu o Firefox.

Aos que se iludem pensando que será possível a despenalização de mulheres caso o Não vença, façam uma reflexão serena e distanciada analisem o comportamento dos votantes do não deste Forum.

católica praticante



Editado 2 vezes. Última edição em 03/02/2007 02:50 por catolicapraticante.

Re: Pela vida
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 03 de February de 2007 03:10

Mais um execelente contributo de Teresa Levy, para quem estiver interessado na reflexividade consciente.



"Nas últimas décadas, o desenvolvimento das tecnologias de visualização incorporadas na biomedicina veio contribuir para uma nova reconfiguração da gramática e retórica da questão do aborto. A circulação de imagens pelos grupos contra o aborto, a rotina da monitorização da gravidez e parto, o desenvolvimento e interesse mediático pelas tecnologias médicas na área da terapia fetal contribuíram para uma mudança no modo de apresentação, no discurso, na compreensão do feto e na relação entre este e a mulher grávida.


Exemplos da crescente medicalização do corpo, as imagens biomédicas usadas para monitorizar a gravidez (o feto e o útero da mulher) não têm apenas interesse clínico mas um enorme impacto sociocultural nos discursos e retórica corrente. Basta lembrar a imagens sonográficas de alta resolução e em 3-D que aparecem na televisão e em revistas, e a apropriação mais do que duvidosa das mesmas em cartazes que publicitam a penalização do aborto (ie, o Não do referendo), para se perceber a mudança da percepção pública do feto e da sua relação com a mulher grávida

A análise crítica do pretenso discurso científico usado pelos movimentos que se intitulam como ‘pró-vida’ sobretudo, se ele é dito por médicos investidos da sua autoridade de peritos, passa pois pela clarificação do estatuto das imagens na medicina e, em particular, das representações do feto obtidas por ecografias e simulações computacionais.

Numa sociedade inundada pela imagem, leigos e muitos médicos tratam as imagens tecnologicamente mediadas como se fossem transparente e imediatas.


As “imagens públicas” não são apenas atractivas do ponto de vista gráfico; são também insuficientes para uma análise séria. Tendem a substituir-se à análise – ou a análise parece reduzir-se à imagem. Deste modo, quando uma análise mais séria ameaça ir para lá das fronteiras do campo ideológico dominante, invoca-se a “imagem” para fechar o problema. (Hall et al.: 118)


Não é raro que mesmo em manuais de medicina se confundam frequentemente evidência (observação) e explicação. O que se dá a ver, a ‘evidência’, confirma ou refuta uma dada explicação sobre um objecto, um fenómeno ou acontecimento.

Estamos tão condicionados pela tradição que recorre à metáfora da visão para falar de compreensão que continuamos a procurar a chave dos segredos da natureza, nomeadamente os da ‘vida’, perfurando as aparências, simples manifestações de superfície. É preciso ‘des-vendá-la ’, iluminá-la para que as coisas se tornem ‘claras e evidentes’.
Sem se identificarem, a visão da mente e a visão sensorial interpenetram-se no nosso dispositivo cognitivo. Assume-se normalmente que “a clareza e excelência do pensamento é semelhante à clareza e excelência na apresentação dos dados. (...). Aumentando as capacidades visuais do papel, vídeo, e ecrã do computador, estamos em condições de alargar o nosso conhecimento e experiência”. (Tufte:1997: 9-10).

As biociências, as ciências médicas e as biotecnologias viajam pelo corpo medicalizado, tentando romper a densidade oculta do corpo, de modo a torná-lo descritível e explicável em termos biológicos. Elas apareceram como um novo acesso ao mundo natural, como um novo meio de tornar ‘o natural ’ visível. Ao fazê-lo, definem fronteiras, instituem normas, definem modos de nomeação e estratégias para lidar com os transgressores. Facilmente esquecemos o lugar das tecnologias na construção de objectos tecnocientíficos a investigar.

O imbricamento dos corpos e das máquinas não retira força ao efeito de real das imagens produzidas, ou seja, permanece inalterável a crença assente na ilusão da sua transparência.

Raramente se questiona a crença de que o que se vê no écran é, objectivamente, a coisa-em-si.

Raramente se têm em conta a ‘mediação epistemológica’ e a mediação tecnológica, responsáveis por uma descontinuidade qualitativa no estatuto epistemológico dos objectos científicos em exame.



Não estamos aqui a pôr em dúvida as vantagens da utilização das inovações tecnológicas de visualização, nomeadamente, da vídeo-endoscopia, da ressonância magnética, da tomografia computorizada, da sequenciação de DNA, etc. Elas fazem mais que simplesmente dar a ver. São vistas como contributos à qualidade de vida, à melhoria da saúde, do conhecimento e ao controlo sobre a doença e a vida. O que queremos é chamar a atenção para os pressupostos socioculturais que conferem a estas imagens uma enorme autoridade.

Mais, na medida em que aumentam a nossa capacidade de manipular o corpo enquanto materialidade, estas tecnologias transformam-nos em objectos do olhar e da manipulação científica. Fazem parte das tecnologias de poder (Foucault, 1979), indissociáveis do exercício de poder exercido sobre os sujeitos e, neste caso em particular, sobre as mulheres grávidas. "

católica praticante



Editado 1 vezes. Última edição em 03/02/2007 03:38 por catolicapraticante.

Re: Pela vida
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 03 de February de 2007 03:53

e aqui fica aopinião de outro eminente católico:

"O que está em jogo no referendo do próximo dia 11 é muito pouco. É só isto: decidirmos se a resposta da sociedade portuguesa às mulheres que escolhem, em consciência, abortar até às 10 semanas deve ser o tribunal e a prisão. Só isto.

Mas tão pouco é afinal muito.

Votar SIM neste referendo significa contrapor à solução prisional um compromisso sério para com políticas que garantam o primado da maternidade e da paternidade responsáveis.

É aviltante a desfaçatez com que tantos daqueles que querem que a solução prisional se mantenha vêm agora cantar hinos ao acesso das mulheres aos métodos anti-concepcionais.

A rigidez sisuda que os leva a serem favoráveis à solução prisional é a mesma que sempre os fez repudiar, apesar de tanto fingimento, os mais básicos métodos anti-concepcionais, incluindo o próprio preservativo.

Nós votamos SIM porque nos repugna a concepção da maternidade como uma fatalidade biológica. A maternidade e a paternidade são projectos de transcendente importância afectiva e social para as mulheres e para os homens. Por isso, só podem ser projectos totalmente queridos. Uma gravidez indesejada não é um projecto, é uma pena.

Votamos SIM porque encaramos a gravidez como um projecto de amor e de responsabilidade partilhada e só assim a entendemos.

Tão pouco é afinal muito.

Votar SIM neste referendo significa contrapor ao fundamentalismo punitivo a prática activa da tolerância como regra mínima da democracia.

É tempo, e mais que tempo, de pôr fim a esse buraco negro da democracia em Portugal que é a criminalização de uma parte da sociedade por outra, em nome da moral. Nas democracias não há morais oficiais. Muito menos de raíz confessional. Nas democracias não há direitos clandestinos. Votamos SIM porque não fingimos que não há um conflito de convicções que divide profundamente a sociedade portuguesa. E, porque não fingimos, só temos um dogma: o do respeito pelas convicções íntimas de cada um e cada uma. E nisso somos mesmo intransigentes.

Tão pouco é afinal muito. Votar SIM neste referendo significa, acima de tudo, uma solidariedade densa para com as mulheres que, no quadro de um exercício muito difícil de ponderação, entendem não estar em condições de levar por diante uma gravidez.

Votar SIM significa reconhecer a todas as pessoas – mulheres e homens – aquilo que as torna seres adultos: a elementar autonomia de consciência para tomar decisões difíceis.

Votar SIM é exprimir uma atitude de confiança nas mulheres e na adultez das suas decisões. Votamos SIM porque queremos que as mulheres que decidem não interromper uma gravidez não desejada o façam sempre por razões de consciência e não por medo de serem presas.

Não sei se votar SIM é moderno. Nem me importa. Sei que é solidário e justo. E isso me basta.

Há dias, um alto dignitário da hierarquia católica disse o que havia para dizer: “a um drama não se responde com outro drama”. Tem toda a razão, Senhor Bispo. É por isso mesmo, por tão pouco que afinal é tudo, que é preciso votar SIM no próximo dia 11 de Fevereiro."

José Manuel Pureza

católica praticante

Re: Pela vida
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 03 de February de 2007 07:38

Citação:
pontosvista
Tenho notado o desaparecimento sumário de posts. Penso que deveria ficar uma referência e uma explicação, como diz a Lena. É que desaparecerem posts quando os moderadores também se envolvem em debates pode deixar a sensação que há participantes de primeira, que podem apagar os posts dos outros, e participantes de segunda, que podem ver os seus posts desaparecer sem deixar rasto e sem qualquer explicação.

Posso falar por mim. Não sinto mais que esse fórum é um espaço aberto para diálogo! Nem vou falar mais pq tenho certeza de que não adianta, quem votaria a favor do SIM é criminoso não católico, não tem nada para dizer e não merece ser ouvido.

PS: vc tem a minha admiração, pontosvista, pelo modo sereno como defende a sua opinião sem agredir quem pensa diferente.

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