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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Sabedoria

Sabedoria 4

1 Mais vale uma vida sem filhos, possuindo a virtude,
pois a imortalidade está na recordação da virtude:
ela é reconhecida por Deus e pelos homens.
2 Quando está presente, é imitada;
quando está ausente, é desejada;
na eternidade, triunfa e é coroada
por ter vencido, sem mancha, nos combates.
3 Ao contrário, a numerosa posteridade dos ímpios será inútil:
saída de rebentos bastardos, não lançará raízes fundas
nem terá bases sólidas.
4 Ainda que, por algum tempo, se cubra de ramos,
por não estar bem sólida, será abalada pelo vento
e arrancada pela violência da tempestade.
5 Os ramos serão quebrados ainda tenros,
os seus frutos serão inúteis,
verdes demais para serem comidos
e impróprios para qualquer uso.
6 Pois os filhos das uniões ilícitas são testemunhas
da maldade de seus pais no dia do juízo.

Morte prematura do justo e longa vida do ímpio

7 *O justo, porém, ainda que morra prematuramente,
gozará de repouso.
8 Uma velhice venerável não consiste em longa vida
nem se mede pelo número de anos.
9 As cãs do homem são a prudência,
e uma verdadeira velhice é uma vida imaculada.
10 Tendo-se tornado agradável a Deus, foi amado por Ele
e, como vivia entre os pecadores, foi transferido por Deus.
11 Foi arrebatado a fim de que a malícia não lhe corrompesse a inteligência,
nem a astúcia lhe corrompesse a alma.
12 Pois o fascínio do mal obscurece o bem,
e a vertigem da paixão perverte uma mente sem maldade.
13 Chegado rapidamente à perfeição,
atingiu a plenitude de uma longa vida.
14 A sua vida era agradável ao Senhor,
por isso Ele se apressou em tirá-lo do meio do mal.
As pessoas viram mas não compreenderam
nem reflectiram nisto:
15 que a graça e a misericórdia são para os seus eleitos
e que Ele intervirá em favor dos seus santos.
16 O justo que morre condena os ímpios que sobrevivem;
e o jovem, que em pouco tempo chega à perfeição,
condena a longa vida do pecador.
17 Eles verão o fim do sábio,
mas não compreenderão os desígnios do Senhor sobre ele,
nem por que o Senhor o pôs em segurança.
18 *Hão-de vê-lo e desprezá-lo,
mas o Senhor se rirá deles.
19 *Depois disto, se converterão num cadáver sem honra,
num objecto de opróbrio
para sempre entre os mortos;
pois o Senhor os precipitará de cabeça para baixo,
sem poderem falar,
os sacudirá nos seus fundamentos,
e ficarão totalmente abalados.
Viverão com amargura
e a sua memória perecerá.

Os ímpios perante o destino dos justos (2,10-20)

20 Quando se pedir contas dos seus pecados, virão aterrorizados,
e os seus pecados se levantarão contra eles para os acusar.

Notas

4, 7
A morte prematura do justo era também uma das grandes interrogações postas à fé, pela simples razão de que a vida longa era sinal da bênção de Deus (Ex 20,12; Dt 5,16; Sl 21,5; 23,6). O autor, porém, aponta os benefícios da morte prematura (v.13.16). Como dizia Plutarco, o que é melhor não é uma vida longa mas uma vida virtuosa ou, então, os deuses amam aquele que morre jovem. Pelo contrário, o autor aponta as razões de infelicidade reservada para os ímpios que se julgavam sábios (v.17.19).
18
Ver Sl 37,12; 59,9; Pr 1,26.
19
Ver Is 14,19; Jr 22,19; 36,30; Ez 29,5.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.