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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

1.º Crónicas

1.º Crónicas 12

Apoiantes de David antes de ser rei

1 *Estes são os que se juntaram a David, em Ciclag, quando ainda estava afastado de Saul, filho de Quis; estão contados entre os valentes que lhe prestaram ajuda durante a guerra.
2 Eram arqueiros exercitados em lançar pedras, tanto com a mão esquerda como com a mão direita, e disparavam flechas com o arco.
Eram irmãos de Saul, de Benjamim:
3 o chefe Aiézer e Joás, filhos de Chemaá, de Guibeá; Jeziel e Pélet, filhos de Azemávet; Beracá e Jeú de Anatot; 4 Jismaías de Guibeon, o mais valente dos trinta e chefe dos trinta; 5 Jeremias, Jaziel, Joanan e Jozabad de Guedera; 6 Eluzai, Jerimot, Baalias, Chemarias, Chefatias de Haruf; 7 Elcana, Jisias, Azarel, Joézer e Jachobam, filhos de Coré; 8 Joela e Zebadias, filhos de Jeroam de Guedor.
9 Os homens valentes dos gaditas uniram-se a David nas cavernas do deserto, guerreiros exercitados no combate, que conheciam o manejo do escudo e da lança: tinham o aspecto de leões e a agilidade das gazelas das montanhas. 10 Ézer era o seu chefe; Abdias o segundo; Eliab o terceiro; 11 Mismana o quarto; Jeremias o quinto; 12 Atai o sexto; Eliel o sétimo; 13 Joanan o oitavo; Elzabad o nono; 14 Jeremias o décimo; Macbanai o décimo primeiro.
15 Eram estes os filhos de Gad, chefes do exército; o menor deles todos podia vencer cem, e o mais forte, mil. 16 *Foram eles que atravessaram o Jordão, no primeiro mês, quando o rio costumava transbordar em todo o seu curso, e puseram em fuga todos os habitantes do vale, a leste e a oeste.
17 Também alguns filhos de Benjamim e de Judá vieram aliar-se a David nas cavernas. 18 *David saiu ao encontro deles e disse-lhes: «Se é como amigos que vindes, para me prestar auxílio, o meu coração está unido ao vosso; mas se é para me atraiçoar e entregar aos inimigos - pois as minhas mãos estão limpas de toda a violência - que o Deus de nossos pais seja testemunha e juiz.»
19 *Então o espírito entrou em Amassai, chefe dos trinta, que disse: «A ti e ao teu povo, filho de Jessé, paz!
Paz a ti e paz a quantos te protegem, pois o teu Deus presta-te auxílio.»
David recebeu-os e deu-lhes um lugar entre os chefes do exército.
20 Também os filhos de Manassés se juntaram a David quando ele, com os filisteus, foi fazer guerra a Saul. Contudo, não socorreram os filisteus porque, depois de se reunirem em conselho, os príncipes dos filisteus despediram David, dizendo: «Ele passará para o lado de Saul, com perigo das nossas cabeças.»
21 Quando voltou a Ciclag, foram estes os homens de Manassés que se lhe juntaram: Adna, Jozabad, Jediael, Micael, Jozabad, Eliú e Siltai, comandantes de milhares de Manassés. 22 Uniram-se a David contra os bandos de salteadores, porque todos eles eram homens valentes e foram chefes do exército. 23 Todos os dias chegavam homens a David para o auxiliar e, assim, veio a ter um grande exército, como um exército de Deus.

Guerreiros proclamam David rei de Israel

24 *Este é o número dos homens armados para a guerra, que foram ter com David, em Hebron, para transferir para ele o reino de Saul, segundo a ordem do SENHOR. 25 Filhos de Judá, portadores de escudo e lança: seis mil e oitocentos, armados para a guerra.
26 Dos filhos de Simeão, sete mil e cem valentes guerreiros. 27 Dos filhos de Levi, quatro mil e seiscentos. 28 Joiadá, chefe da casa de Aarão, com três mil e setecentos homens. 29 Sadoc, jovem e valente guerreiro, com vinte e dois chefes da casa de seu pai. 30 Dos filhos de Benjamim, irmãos de Saul, três mil, pois até então a maior parte deles guardava fidelidade à casa de Saul. 31 Dos filhos de Efraim, vinte mil e oitocentos guerreiros, conhecidos nas suas famílias pela sua valentia. 32 Da meia tribo de Manassés, dezoito mil, que foram nominativamente designados para ir proclamar David como rei. 33 Dos filhos de Issacar, que tinham o sentido da oportunidade e sabiam o que Israel devia fazer, duzentos chefes e todos os seus irmãos sob as suas ordens. 34 De Zabulão, cinquenta mil em estado de pegar em armas, preparados para o combate, equipados com toda a classe de armas, prontos a socorrer David de coração resoluto. 35 De Neftali, mil chefes, e com eles trinta e sete mil homens que levavam escudo e lança. 36 Dos danitas, vinte e oito mil e seiscentos homens prontos para se pôr em ordem de batalha. 37 De Aser, homens preparados para o combate: quarenta mil. 38 E, do outro lado do Jordão, dos rubenitas, dos gaditas e da meia tribo de Manassés, cento e vinte mil, equipados com todas as armas.
39 *Todos estes homens de guerra prontos para o combate, de coração sincero, vieram a Hebron, para proclamar David rei de todo o Israel. E o resto de Israel estava igualmente unânime em proclamar rei a David. 40 Permaneceram ali com David três dias, comendo e bebendo, porque seus irmãos lhes prepararam a comida. 41 Além disso, os que moravam perto deles, até Issacar, Zabulão e Neftali, traziam-lhes víveres transportados em jumentos, camelos, mulas e bois; provisões de farinha, figos, uvas passas, vinho, azeite, vacas e ovelhas em abundância, porque havia alegria em Israel.

Notas

12, 1-23
Faz-se menção dos partidários de David: são companheiros da resistência, que o ajudaram no tempo da clandestinidade (1 Sm 22-26) e que viveram com ele a aventura de uma certa aliança com os filisteus (1 Sm 27). É de notar o interesse que o autor, certamente com o intuito de prestigiar David, põe na colaboração prestada pela tribo de Saul (Benjamim) duas vezes mencionada (v.2-8.17).
16
No primeiro mês. Esta referência situa-nos no mês de Nisan (Março-Abril), quando se dá o degelo das neves do monte Hermon, o mais alto de todo o mundo bíblico (2.814 metros; ver 27,2 nota). Ver Suplemento CALENDÁRIO JUDAICO, p. 2117.
18
A cautela de David justifica-se porque já tinha sido traído (1 Sm 23,7-28).
19
Este pequeno episódio, de expressão poética e de cariz profético, sublinha o carácter divino da realeza de David.
24-41
Lista dos primeiros de cada tribo que proclamaram o rei de Hebron como rei de todo o Israel; todas as tribos estão presentes através dos seus homens válidos para a guerra. Nesta manifestação nacional da teocracia de Israel não podia faltar o contributo, embora relativamente modesto (v.27-29), da tribo de Levi, que habitualmente não é referida em virtude de não possuir território. É comparativamente exíguo o número de guerreiros de Judá e Simeão (v.25-26), o que pode explicar-se pelo facto de estas tribos, as tribos do Sul, terem já antes reconhecido David como seu rei (2 Sm 2,1-4). O v.30 justifica esta irrelevante participação da tribo de Benjamim. Os efectivos militares são claramente simbólicos e provavelmente excessivos, como frequentemente acontece na literatura antiga e bíblica; é o caso dos recenseamentos registados em Nm 1-3 e 26. Este exagero de expressão é uma forma de significar o esmagador consenso de todo o povo na aceitação e proclamação de David (5,21 nota).
39-41
Todo o povo aceita, apoia e celebra David como seu rei, em festa e convívio partilhado.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.