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Ouro brilhou ao peito das mordomas da Agonia
2001-08-19 11:44:21

No primeiro dia das festas de Nossa Senhora da Agonia, que se prolongam até depois de amanhã, o ouro brilhou ao peito das mordomas. Cerca de três centenas de moçoilas e senhoras, segundo calculou Joaquim Ribeiro, secretário permanente da comissão de festas, em traje de lavradeira ou de passeio, desfilaram pela cidade para apresentação de cumprimentos às autoridades.

"Houve mais trajes à vianesa (de lavradeira) e de mordomas que no ano passado. Menos os de meia-senhora, que se usam, também, noutras terras", comentou o mesmo responsável.
Na altura em que a mordomia foi recebida no salão nobre dos Paços do Concelho, o presidente da Câmara anunciou, para horas depois (23), a abertura provisória da iluminação monumental da centenária ponte metálica sobre o rio Lima, que Gustave Eiffel projectou. Tratou-se de um trabalho complexo e moroso, por envolver várias entidades (CP/REFER, Instituto das Estradas, EDP e Câmara) e devido ao tráfego rodoferroviário. Dezenas de holofotes, menos de metade do número previsto, deverão ter entrado, provisoriamente, em funcionamento, na altura em que os forasteiros apreciavam a exibição de grupos folclóricos e aguardavam pela sessão de fogo-preso.
As condições meteorológicas pioraram à tarde, afectando o negócio da romaria e podendo prejudicar os espectáculos programados. Na Praça da República, a barulheira dos grupos de zabumbas, em homenagem a gigantones e cabeçudos, desafiou os tímpanos mais resistentes.
O ouro arejado de manhã exigiu especiais medidas de protecção, não reveladas, por parte da PSP. Aliás, até meio da tarde, não chegou à esquadra queixa de qualquer roubo. Os carteiristas ou fizeram tréguas ou, então, meteram férias.
O trânsito automóvel, como se previa, entupiu as vias não condicionadas ou proibidas ao tráfego. Os parques abarrotam de carros. No Campo da Agonia, não cabe mais uma tenda. "Com o projecto Polis, surgirão novos espaços para espalhar divertimentos e ambulantes pela cidade", adiantou Joaquim Ribeiro.
À tarde, realizou-se a procissão religiosa. Pela primeira vez, participaram as cinco freguesias da cidade, além das paróquias do Senhor do Socorro e Nossa Senhora de Fátima.
No programa de hoje, destaca-se o cortejo etnográfico (16.30) e, à noite, festa do traje, em Santiago da Barra. Para terminar o segundo dia de festa, o "fogo do meio" ou da "santa", um dos pontos altos do arraial.

Fonte JN

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