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Primeiro encontro internacional do «Pátio dos Gentios» junta «alto nÃvel intelectual» à dimensão «popular» 2011-03-24 09:52:25 O primeiro encontro internacional do ‘Pátio dos Gentios’, estrutura do Vaticano para o “diálogo entre crentes e não crentesâ€, vai aliar o “alto nÃvel intelectual e cultural†à dimensão “popularâ€, assinala o director executivo do evento.
Em texto publicado no site da iniciativa, que decorre hoje e amanhã em Paris, o padre francês Laurent Mazas salienta que “um encontro, quando é verdadeiro, é também alegreâ€, pelo que além das conferências e colóquios, que contam com a participação de cerca de 30 oradores, está prevista uma festa concebida para a juventude.
O encontro com os jovens decorre na catedral de Notre Dame, na capital francesa, espaço que o responsável considera ser “ideal†por permitir o acesso ao interior de uma “obra-primaâ€, onde os participantes serão convidados a escutar “textos sagrados†e “uma oração que saberá tocar mesmo os não crentesâ€.
“Creio que surpreenderáâ€, diz o religioso formado em filosofia, antevendo um ambiente festivo que incluirá música e teatro, além de “um grandioso som e luz que colocará em diálogo as gárgulas e os santos†sem necessidade de recorrer a um “rock cristão medÃocreâ€.
Laurent Mazas anuncia também a exibição de um “magnÃfico filme sobre o universo, para situar o homemâ€, bem como algumas “surpresasâ€, como “uma intervenção do Papa fora do comum, dado que se dirigirá directamente aos jovens presentes no local, tanto crentes como ateusâ€.
“A única recomendação†do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho PontifÃcio da Cultura, departamento responsável pelo ‘Pátio dos Gentios’, foi tentar elaborar um projecto simultaneamente “utópico†e “realistaâ€, refere o religioso, acrescentando que “rapidamente†se sentiu “um grande interesse†pelo evento.
“Embaixadores, ministros, intelectuais†procuraram acolher nos seus paÃses o ‘Pátio dos Gentios’, assinala Laurent Mazas, dando como exemplo as propostas apresentadas por responsáveis governamentais da República Checa, Alemanha e Brasil.
Diante de alternativas como Berlim e Rio de Janeiro, o responsável optou por Paris, “cidade altamente simbólicaâ€, e dentro da capital francesa escolheu maioritariamente “pátios laicosâ€, isto é, fora de edifÃcios ou lugares com referências católicas.
“Não foi difÃcil obter o acordo de grandes personalidades crentes e não crentes em França, de tal maneira o projecto suscita interesseâ€, conta o religioso que desde o ano 2000 trabalha no Conselho PontifÃcio da Cultura.
Mazas salienta que “foi preciso vencer algumas perplexidadesâ€: “O Vaticano pode ser honesto? Não se trata de uma operação de evangelização disfarçada?†– foram algumas das dúvidas levantadas.
O religioso pertencente à congregação dos Irmãos de São João realça que quem lê os textos de Bento XVI e “não se contenta†com as notÃcias fornecidas pelos media, “demasiado injustos com eleâ€, sabe “que o debate de ideias é uma das suas paixõesâ€.
“O cardeal Ravasi inscreve-se nesta linha, muitas vezes postado nas fronteiras da Igreja, como ele gosta de se definir, homem de diálogo fortemente enraizado na BÃblia, da qual é um dos grandes especialistas em Itáliaâ€, lembra Laurent Mazas.
RM
Fonte Ecclesia
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