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Cardeal patriarca alerta portuguesas para riscos de casamentos com muçulmanos
2009-01-14 14:21:05

O cardeal patriarca de Lisboa surpreendeu ontem à noite o auditório do Casino da Figueira da Foz ao advertir as portuguesas para o “monte de sarilhos†em que se podem meter se se casarem com muçulmanos.

Falando na tertúlia “125 minutos com Fátima Campos Ferreiraâ€, que decorreu no Casino da Figueira da Foz, José Policarpo deixou um conselho às portuguesas quanto a eventuais relações amorosas com muçulmanos, afirmando: “Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.â€


Questionado por Fátima Campos Ferreira se não estava a ser intolerante perante a questão do casamento das portuguesas com muçulmanos, José Policarpo disse que não. “Se eu sei que uma jovem europeia de formação cristã, a primeira vez que vai para o país deles é sujeita ao regime das mulheres muçulmanas, imagine-se láâ€, ripostou José Policarpo à jornalista e anfitriã da tertúlia, manifestando conhecer “casos dramáticosâ€, que no entanto não especificou.

Na sua intervenção, o cardeal patriarca de Lisboa considerou “muito difícil†o diálogo com os muçulmanos em Portugal, observando que o diálogo serve para a comunidade muçulmana demarcar os seus espaços num país maioritariamente católico.

“Só é possível dialogar com quem quer dialogar, por exemplo com os nossos irmãos muçulmanos o diálogo é muito difícilâ€, disse durante a tertúlia.

Diálogo difícil
Respondendo a uma pergunta da anfitriã sobre se o diálogo inter-religioso em Portugal tem estado bem acautelado, o cardeal patriarca sublinhou que, no caso da comunidade muçulmana, “estão-se a dar os primeiros passosâ€.

“Mas é muito difícil, porque eles não admitem sequer [encarar a crítica de que pensam] que a verdade deles é única e é todaâ€, sustentou.

Sublinhou ainda que o diálogo serve para os muçulmanos, num país maioritariamente católico, “como fazem os lobos na floresta, demarcarem os seus espaços e terem os espaços que eu lhes respeitoâ€.

Mais tarde, quase no final de mais de duas horas de conversa e respondendo, na altura, a uma pergunta da assistência sobre a presença muçulmana na Europa, lembrou que a comunidade muçulmana de Lisboa representa cerca de 100 mil fiéis “centrados à volta de três grandes mesquitasâ€, e definindo as relações com o Patriarcado como “habitualmente boas e muito simpáticasâ€.

No entanto, e noutro registo, alertou para a necessidade de existir “respeito e conhecimento†sobre a religião muçulmana enquanto “primeira atitude fundamental†para o diálogo.

“Somos muito ignorantes"
“Nós somos muito ignorantes, queremos dialogar com muçulmanos e não gastámos uma hora da nossa vida a perceber o que é que eles são. Quem é que em Portugal já leu o Alcorão?â€, inquiriu. “Se queremos dialogar com muçulmanos, temos de saber o bê-a-bá da sua compreensão da vida, da sua fé. Portanto, a primeira coisa é conhecer melhor, respeitarâ€, acrescentou José Policarpo.

Outra atitude a praticar na relação com os muçulmanos, sublinhou o Cardeal Patriarca é “não ser ingénuoâ€, afirmação que ilustrou com a visão que alegadamente possuem de que o sítio onde se reúnem para rezar “fica sempre delesâ€.

“Os muçulmanos têm uma visão na sua religião de que o sítio onde se reúnem para rezar fica na posse deles, é o sítio onde Alá se encontrou com eles, portanto mais ninguém pode rezar naquele sítioâ€, disse José Policarpo.

Lembrou, a propósito, um “problema sério†ocorrido na Catedral de Colónia, na Alemanha, cedida pelo Cardeal da cidade à comunidade muçulmana local para uma cerimónia no Ramadão.

“Depois consideravam a Catedral posse deles, foi preciso a intervenção da polícia para resolver aquilo (...) Não sejamos ingénuos na maneira de trabalhar com elesâ€, argumentou.

Fonte Público

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