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Novo Secretário de Estado do Vaticano admite reforma da Cúria Romana
2006-08-29 18:48:55

O próximo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, admitiu que Bento XVI possa proceder a uma reforma na Cúria Romana, de forma a torná-la mais ágil e menor. Até hoje foram feitas duas reformas da Cúria, uma imediatamente após o Concílio Vaticano II, por Paulo VI, e outra por João Paulo II.

"Depois de quase duas décadas, é compreensível que seja avaliada a organização dos Dicastérios vaticanos para reflectir sobre como tornar as estruturas existentes cada vez mais funcionais", referiu o Cardeal Bertone numa entrevista ao periódico Il Giornale, de Milão. Este responsável admite que é necessário “avaliar se tudo aquilo que existe deve ser mantidoâ€.

A Cúria Romana, na sua actual organização, provém de 1988, a partir da Constituição Apostólica Pastor Bonus, promulgada por João Paulo II. “A Cúria Romana, por meio da qual o Sumo Pontífice costuma dar execução aos assuntos da Igreja universal, e que desempenha o seu múnus em nome e por autoridade do mesmo para o bem e serviço das Igrejas, consta da Secretaria de Estado ou Papal, do Conselho para os negócios públicos da Igreja, das Congregações, dos Tribunais, e de outros organismos, cuja constituição e competência são determinadas por lei peculiarâ€, refere o Cânone 360 do Código de Direito Canónico.

Até hoje, Bento XVI limitou-se a unir as presidências de alguns Conselhos Pontifícios, evitando grandes mudanças no funcionamento da Cúria. A nomeação de um novo Secretário de Estado - o máximo expoente da actividade diplomática e política da Santa Sé – é mesmo a mudança mais significativa.

Sobre o seu futuro papel, o Cardeal Bertone afirmou que o Secretário de Estado é um “homem fiel ao Papaâ€, devendo ser “porta-voz das suas mensagensâ€, e “ajudá-lo a concretizar os seus projectosâ€. A designação de “eminência cinzenta†é que foi completamente rejeitada.

O Secretário de Estado deve ser “um colaborador que liga e coordena todos os Dicastérios da Cúria romana, que mantém os contactos com todos os representantes da Santa Sé no mundoâ€. Em síntese, "é um homem de relações, ponte de transmissão da vontade do Papa", disse o Cardeal Bertone.

A duas semanas de tomar posse do novo cargo, o futuro braço direito de Bento XVI confessa que se sente “pequeno†e mostra-se consciente da sua responsabilidade “em relação toda a Igreja, seguindo não só a vida interna da Cúria, mas também as relações com os Estados e com as organizações internacionaisâ€.

Fonte Ecclesia

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