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Relatório apresenta «pontos negros» da liberdade religiosa no mundo 2006-06-27 22:34:27 O “Relatório 2006 sobre a Liberdade Religiosa no Mundoâ€, hoje lançado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) apresenta “uma radiografia não animadora do mundo em que vivemosâ€. A opinião é defendida pelo Bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, que apresentou a obra.
O relatório aborda a situação em 190 paÃses ao nÃvel dos direitos constitucionais e da legislação nacional em matéria religiosa e foi elaborado com base em testemunhos de representantes religiosos, documentos oficiais, dados de agências noticiosas internacionais e organizações de defesa dos direitos humanos.
Os extremismos da perseguição por motivos religiosos e das violações à liberdade de culto encontram-se referenciados ao longo de todo o relatório, que indica a ocorrência de assassinatos, atentados, sequestros e detenções de representantes religiosos ou de crentes.
Rogério Alves considera essencial “uma leitura atenta e uma reflexão ponderada†sobre os casos apresentados, lembrando que em muitas zonas do mundo “não se respira liberdadeâ€.
Da leitura do relatório sobressaem, de facto, situações que o Bastonário classifica como “kafkianasâ€, com prisões arbitrárias, tortura e casos de pessoas como o deu uma senhora que, aos 96 anos, está na cadeia sem saber porquê. Rogério Alves não deixou de manifestar chocado pela “brutalidade†com que algumas pessoas são torturadas por causa da sua fé.
O relatório foi dividido por continentes e aponta os paÃses onde aconteceu “algo de relevante†neste âmbito, como, por exemplo, na China, na Coreia do Norte, no Vietname, na Nigéria, no Sudão. O fundamentalismo islâmico e os paÃses comunistas são apresentados como os "pontos negros" da liberdade religiosa.
O relatório não esquece, contudo, os Estados Unidos da América e alguns paÃses da Europa, como a França, o Reino Unido, a Rússia e a Ucrânia. No Kosovo, lÃderes religiosos cristãos precisam mesmo de escolta das forças internacionais para se dirigirem a celebrações religiosas.
Particularmente delicada é a relação com o Islamismo, dado que aos atentados terroristas dos últimos anos se seguiu uma espécie de onda de violência anti-muçulmana.
A repressão começa no plano legal, nalguns casos com a proibição absoluta da profissão da fé, que levam à perseguição do tipo criminal, com prisões, violação de direitos cÃvicos, tortura.
O Bastonário da Ordem dos Advogados afirmou que, apesar de todos os aspectos negativos enumerados pelo relatório, é de notar que “apesar de todas as dificuldades, há pessoas que, através do seu testemunho de fé, vivem a sua vocação, encarando com alegria os riscos que lhes são dados enfrentarâ€.
“O relatório espelha o desafio desta necessidade de maior fraternidade nas confissões religiosas e nos seus fiéis. Hoje, com os fenómenos migratórios, temos cada vez mais paÃses onde se misturam crenças religiosasâ€, assinalou, em declarações aos jornalistas, o Bastonário.
Maria Cavaco Silva, primeira dama, afirmou, por sua vez, que estas são realidades “que muitos tendem a ignorarâ€, prestando homenagem aos “mártires contemporâneos†e apelando à eliminação de “todas as formas de intolerância e discriminação†religiosas.
SÃntese do Relatório 2006 (PDF): http://www.agencia.ecclesia.pt/sinteseliberdadereli06.pdf
Fonte Ecclesia
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