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Papa reforça comissão de reconciliação com os seguidores de Lefebvre
2006-04-10 22:45:06

Bento XVI procedeu a mudanças de peso na Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei», criada por João Paulo II em 2 de Julho de 1988, após o gesto cismático das ordenações episcopais presididas pelo arcebispo Marcel Lefebvre.

O Papa nomeou como novos membros três dos Cardeais criados no últimos consistório: D. William Joseph Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé; D. Jean-Pierre Ricard, Arcebispo de Bordéus e presidente da Conferencia Episcopal da França; D. Antonio Cañizares, Arcebispo de Toledo e Primaz da Espanha.
No passado mês de Março, Bento XVI confirmou, perante os Cardeais de todo o mundo, a sua preocupação pela reconciliação com os seguidores de Monsenhor Lefebvre, a Fraternidade São Pio X, fundada pelo Arcebispo francês. O Papa poderia levantar a excomunhão de João Paulo II, datada de 1988, contra os Bispos da Fraternidade.
No recente encontro com o Colégio Cardinalício, o Papa deixou votos que, entre os temas a discutir, estivesse “a questão levantada por Mons. Lefebvre e a reforma litúrgica desejada pelo Concílio Vaticano IIâ€. O Bispo Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade, foi recebido por Bento XVI no dia 29 de Agosto de 2005, num encontro marcado pelo “desejo de chegar à perfeita comunhãoâ€, segundo comunicado oficial da Santa Sé.
Fellay e outros três Bispos foram excomungados a 2 de Julho de 1988, por terem sido ordenados “ilegitimamente†no seio da Fraternidade, por parte do Arcebispo Lefebvre. A carta apostólica “Ecclesia Deiâ€, de João Paulo II, constatou que esta ordenação de Bispos (a 30 de Junho de 1988) constituiu “um acto cismáticoâ€.
Os contactos têm sido conduzidos pelo Cardeal Darío Castrillón Hoyos, presidente da Comissão Pontifícia “Ecclesia Deiâ€. Esta Comissão tem como objectivo “facilitar a plena comunhão eclesial†dos fiéis ligados à Fraternidade fundada por Monsenhor Lefebvre, “conservando as suas tradições espirituais e litúrgicasâ€, em especial o uso do Missal Romano segundo a edição típica de 1962 - a Missa Tridentina.
Já enquanto Cardeal, Joseph Ratzinger tinha conseguido assinar um protocolo, a 5 de Maio de 1988, com o Arcebispo Lefebvre. Agora, um projecto de novo acordo instituiria para a Fraternidade uma “administração apostólicaâ€, dependente directamente do Papa.

Mudanças
As nomeações na Comissão “Ecclesia Dei†são o primeiro fruto visível do encontro da passada sexta-feira entre Bento XVI e os chefes dos Dicastérios da Cúria Romana. A Santa Sé não ofereceu pormenores sobre o encontro, mas fontes próximas explicaram que em cima da mesa estiveram a reforma da Cúria e a indulgência para a celebração universal do Missal de São Pio V.
O encontro, de carácter extraordinário, realizou-se depois de uma reunião ordinária celebrada a 13 de Fevereiro passado, na qual Bento XVI pediu a opinião dos chefes de Dicastério sobre a aprovação universal do Missal de São Pio V, o rito litúrgico vigente antes do Concílio Vaticano II.
O Missal de São Pio V, com a Missa celebrada em latim segundo a antiga tradição, só é utilizado actualmente com permissão do Bispo local. A aprovação universal significaria que a Missa do antigo rito passaria a ser celebrada livremente em todo mundo pelos sacerdotes que assim o desejarem.
Esta medida não estaria directamente relacionada com o problema do cisma lefebvrista, pois como teólogo, o Papa sempre expressou o seu interesse em recuperar esta liturgia. No entanto, este poderia ser um passo importante para resolver o cisma, pois a possibilidade de celebrar livremente a Missa de São Pio V é um dos pontos de tensão com os lefebvristas.
Na semana passada, os Bispos da França revelaram, no final da sua assembleia plenária, que o Papa “deveria dar, nas próximas semanas ou meses, as directivas necessárias para facilitar o caminho destinado ao regresso possível a uma plena comunhão†com a Fraternidade de São Pio X.

Fonte Ecclesia

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