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EMRC está na escola por direito próprio 2006-03-17 22:58:49 A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) tem o seu lugar próprio nas escolas do paÃs, como um “serviço que a Igreja presta à educação dos jovensâ€. A convicção é manifestada pelo presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã.
“A EMRC aborda uma dimensão essencial da vida, a religiosa, e não pode haver educação se essa dimensão não estiver presenteâ€, referiu D. Tomaz Silva Nunes em declarações ao programa Ecclesia.
As escolas do paÃs são convidadas, de 13 a 17 de Março, a celebrar a Semana da Disciplina de EMRC. Este ano o lema proposto, “EMRC – uma marca na tua Vidaâ€, pretende ajudar toda a comunidade educativa a ter uma relação mais próxima com a disciplina. A iniciativa, dinamizada pelos alunos e professores da disciplina, abre-se à cooperação dos restantes departamentos escolares e de toda a comunidade educativa.
Segundo D. Tomaz Silva Nunes, a escola, através desta disciplina, “consegue atingir a finalidade que é promover uma educação integralâ€.
Sobre as crÃticas à presença de uma disciplina de Religião na escola pública, o Bispo Auxiliar de Lisboa fala em “ausência de uma cultura mais profundaâ€, defendendo a presença de uma educação religiosa junto dos jovens, “nos espaços públicos, inclusivamente na escola estatal†– na qual atinge 48% da população estudantil, como precisou.
“É possÃvel estabelecer uma relação entre a visão cristã da vida e os saberes que os alunos adquirem nas diversas disciplinasâ€, observa.
Novas Orientações
Os Bispos portugueses estão a preparar um documento com orientações gerais para a disciplina de EMRC, que prevêem alterações aos objectivos e métodos utilizados. O documento será discutido na próxima assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, em Abril.
Para o presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã, a EMRC “pretende que os alunos sejam capazes de perceber a influência da religião na cultura, para que eles se situem diante da dimensão transcendente e religiosa da vidaâ€.
“Com a disciplina queremos oferecer conhecimentos vastos sobre Jesus Cristo, sobre a história da Igreja, o seu magistério moral, capacitando-os para o diálogo ecuménico e inter-religiosoâ€, acrescenta.
D. Tomaz Silva Nunes adianta que, neste momento, essas grandes finalidades estão a ser repensadas. Com a assembleia plenária de Abril terá inÃcio “uma nova etapa da presença da Igreja das escolas através do ensino religioso escolarâ€.
O documento irá “repensar as orientações gerais, as finalidades da disciplina e, ao mesmo tempo, procurará sensibilizar os professores, os pais, os párocosâ€. A revisão dos actuais programas, por outro lado, tomará estas novas orientações como “ponto de referênciaâ€, para que exista “uma base de permanênciaâ€.
Os actuais programas estão em vigor há 15 anos, precisando de alterações que permitam, por exemplo, “introduzir o conceito de competência, que entretanto foi apresentado à s escolas†e um “eixo vertical de conteúdos de natureza teológicaâ€. Há ainda uma série de temáticas, ligadas à vida, à paz, à liberdade, à educação para a sexualidade e a ecologia “que precisam de ser actualizadosâ€, também nos manuais.
O ensino religioso está legalmente garantido no nosso paÃs desde 1940. O texto da Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa, de 18 de Maio de 2004, que entrou em vigor em 18 de Dezembro desse ano, garante “no âmbito da liberdade religiosa e do dever de o Estado cooperar com os pais na educação dos filhos, as condições necessárias para assegurar, nos termos do direito português, o ensino da religião e moral católicas nos estabelecimentos de ensino público não superior, sem qualquer forma de discriminaçãoâ€.
Fonte Ecclesia
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