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Papa admite possibilidade de dar mais espaço e responsabilidade às mulheres na Igreja
2006-03-06 23:17:50

Bento XVI admitiu ontem a necessidade de “perguntar-se†se no serviço ministerial da Igreja não será possível “oferecer mais espaço e mais posições de responsabilidade às mulheresâ€.

A Santa Sé apenas hoje publicou a longa intervenção de Bento XVI, que durante duas horas esteve em conversa com os párocos da Diocese de Roma, respondendo a várias perguntas. O somatório das respostas resultou numa das mais extensas intervenções papais destes meses de pontificado, abordando matérias diversas, como os pontificados do século XX, o ecumenismo, a defesa da vida, a pastoral da família, os jovens e a formação dos novos sacerdotes, entre muitos outros.
Respondendo a uma questão levantada por um jovem padre, o Papa abordou a questão da ordenação sacerdotal das mulheres, reiterando que “o ministério sacerdotal do Senhor é, como sabemos, reservado aos homensâ€. Este é, para Bento XVI, o “ponto decisivo†de qualquer discussão sobre a matéria.
“Todavia – observou – é justo perguntar-se se, no serviço ministerial, apesar do facto de o Sacramento e o carisma serem o único binário em que se realiza a Igreja, não se poderá oferecer mais espaço, mais posições de responsabilidade às mulheresâ€.
O Pe. Marco Valentini, que interrogou o Papa, pedia um aprofundamento do papel das mulheres no governo da Igreja e insistiu na necessidade de dar um reconhecimento também institucional e não apenas carismático às mulheres.
Bento XVI falou da “dívida de gratidão†que a Igreja tem para com as mulheres e citou os exemplos de Madre Teresa de Calcutá, Santa Catarina, Santa Brígida e Santa Ildegarda, que contribuíram de modo extraordinário para a vida eclesial. Já na visita de 5 de Fevereiro à paróquia de Santa Ana, o Papa agradeceu às mulheres, "alma da família e da paróquia" e "primeiras portadoras da palavra de Deus no Evangelho".
O Papa lembrou ontem que “a parte carismática distingue-se, claro, da parte ministerial num sentido estrito, mas é já uma verdadeira e profunda participação no governo da Igrejaâ€.
Em 2004, a Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo então Cardeal Joseph Ratiznger, escreveu uma Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no mundo. No texto referia-se que “as mulheres desempenham um papel de máxima importância na vida eclesial†e recordava-se “o facto de a ordenação sacerdotal ser exclusivamente reservada aos homens (dado reafirmado pelo Papa João Paulo II na Carta apostólica Ordinatio sacerdotalis de 22 de Maio de 1994, ndr)â€, considerando que isso “não impede as mulheres de terem acesso ao coração da vida cristãâ€.

Fonte Ecclesia

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