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Ideias-chave do SÃnodo começam a ser debatidas 2005-10-04 23:44:46 O primeiro grande momento de reflexão sobre a vida da Igreja, após a eleição de Bento XVI, está a corresponder à s expectativas criadas ao longo das últimas semanas.
A presença de 256 Bispos, procedentes de 118 paÃses, no SÃnodo dos Bispos, tem permitido uma leitura diversificada da situação eclesial – estimulada pelas primeiras intervenções do próprio Papa, que falava na “legÃtima diversidade†na vivência da fé.
Ao longo das congregações gerais, os vários intervenientes têm partido do tema genérico, “Eucaristia: fonte e cume da vida da Igrejaâ€, para lançar um olhar sobre o mundo contemporâneo. Nele detectam a perda do sentido do sagrado, a crise de valores, a secularização, a destruição da natureza, as injustiças e desigualdades sociais, que desafiam a Igreja.
A estas questões juntam-se questões internas, de não menor importância, como as falhas na vida litúrgica e na celebração do Domingo, a crise de vocações, a situação dos divorciados, as dificuldades no ecumenismo, a falta de compreensão do mistério eucarÃstico, a incapacidade de transformar o homem.
O desafio de renovação é imenso e essa perspectiva é partilhada pelos padres sinodais, que esperam definir orientações pastorais comuns, capazes de apontar caminhos de resposta à s perguntas difÃceis que ora se colocam. Os participantes no SÃnodo sentem que a Eucaristia é, cada vez mais, um acontecimento sem impacto maior na vida das pessoas e que esse facto destrói a relação concreta entre o quotidiano e aquilo que se celebra.
Esta ligação das questões sociais à vida dos fiéis marcou a intervenção do sucessor de Joseph Ratzinger à frente da Congregação para a Doutrina da Fé. O Arcebispo William Joseph Levada frisou que o voto em polÃticos que apoiem o aborto “é pecadoâ€, escolhendo este exemplo para iluminar a relação entre a Eucaristia e a Moral.
A reflexão sobre os temas sociais já levou um Bispo peruano a exigir uma “conversão ecológicaâ€, explicando que a Igreja é uma “fonte de valoresâ€, nascidos da Eucaristia, devendo anunciar a salvação para os homens e para o mundo.
A hora diária de debate livre, uma inovação introduzida por Bento XVI, permite aos padres sinodais abordar um leque de assuntos muito maior do que os contidos no “Instrumento de Trabalho†previamente distribuÃdo.
O desenrolar dos trabalhos, que decorrem à porta fechada, é dado a conhecer pela Santa Sé, através de boletins divulgados duas vezes por dia.
Números
Neste SÃnodo dos Bispos participam 256 padres sinodais, procedentes de 118 paÃses. Trata-se do número mais alto de participantes numa assembleia sinodal. No SÃnodo de 2001, por exemplo, participaram 247 padres sinodais.
Dos 256 padres sinodais, 177 são eleitos, 39 participam por direito próprio, 40 são nomeados pelo Papa. Por outro lado, há 55 Cardeais, 8 Patriarcas, 82 Arcebispos, 123 Bispos, 36 Presidentes das Conferências Episcopais e 12 Religiosos.
Os padres sinodais procedem de todos os continentes: 50 da Ãfrica, 59 da América, 44 da Ãsia, 95 da Europa e 8 da Oceania.
Há também 32 Especialistas e 27 Ouvintes, procedentes dos cinco continentes. 12 Igrejas e comunidades eclesiais foram convidadas a enviar representantes ao SÃnodo dos Bispos.
No calendário dos trabalhos estão previstas 23 Congregações gerais e 7 sessões para os CÃrculos menores. Considerando que o SÃnodo durará três semanas e que o número de participantes é muito alto, foi necessário encurtar o tempo das intervenções dos padres sinodais de 8 para 6 minutos e reduzir o número das sessões dos CÃrculos menores.
Os presidentes delegados para o SÃnodo são o Cardeal Francis Arinze, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; o Cardeal Juan Sandoval Ãñiguez, Arcebispo de Guadalajara (México); o Cardeal Telesphore Placidus Toppo, Arcebispo de Ranchi (Ãndia). O seu papel será o de presidir a toda a sessão do SÃnodo episcopal, numa ordem estabelecida pelo Papa, que também confirmou como relator geral o Cardeal Angelo Scola, Patriarca de Veneza (Itália), e como secretário especial D. Roland Minnerath, Arcebispo de Dijon (França).
Ao relator geral do SÃnodo corresponde sintetizar os pontos convergentes surgidos da primeira fase sinodal - as intervenções dos seus participantes - para serem discutidos na segunda fase, durante a qual todos os padres sinodais se dividem em pequenos grupos. Na terceira fase, o relator geral e o secretário especial recolhem, em diferentes fases, a lista de propostas que os padres sinodais votam e que no final do SÃnodo são entregues ao Papa.
Assim, no dia 3 de Outubro o Cardeal Scola apresentou o relatório que precede a discussão e apresentará, no próximo dia 12, a “Relatio post disceptationem†(relatório após a discussão). A 22 de Outubro será apresentado o “Elenchus finalisâ€, que recolhe as propostas do SÃnodo. Estas propostas constituem a base para a redacção da exortação apostólica que o Papa escreve como conclusão dos SÃnodos.
Fonte Ecclesia
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