 |
Notícias
|
|
|
Media de inspiração cristã devem ter uma agenda própria 2005-09-23 21:54:13 As Jornadas da Comunicação Social, que hoje se concluÃram em Fátima, deixaram um apelo aos Media de inspiração cristã para que não se tornem reféns da agenda mediática.
Num painel dedicado ao “tratamento da actualidade polÃtica†nos MCS de inspiração cristã, José LuÃs Ramos Pinheiro, gestor da RR, afirmou que os Media têm de procurar de uma agenda própria de acontecimentos, e ser responsáveis, na difusão de conteúdos de informação polÃtica.
Nesse sentido, lamentou que “hoje em dia, os portugueses em geral surjam algo distanciados da PolÃtica. Das suas áreas de interesse não consta a vida polÃticaâ€.
“A Comunicação Social e as conversas diárias confundem PolÃtica com alguns polÃticos e dos seus comportamentos. Muitas vezes cai-se em generalizações injustas para a maioria dos polÃticosâ€, frisou.
Na mesma linha se pronunciou o Pe. João Aguiar, que durante muitos anos desempenhou o cargo de director do “Diário do Minhoâ€. O agora presidente do Conselho de gerência da RR, defende que é necessário escapar à “desconfiança permanente†relativamente aos polÃticos.
“A polÃtica é uma nobre arte, uma vocação e uma missão ao serviço do bem comum. A saúde da democracia passa pela estima aos que assumiram a responsabilidade da vida polÃticaâ€, explicou.
Esta atitude faz com que os Meios de Comunicação Social de inspiração cristã tenham de saber “ser claros na opinião e objectivos na informação, independente polÃtica e economicamenteâ€.
Ramos Pinheiro indicou que a quantidade de informação multiplicou-se e que “nessa avalanche informativa, é mais fácil denunciar do que anunciar; o debate sobre aspectos pessoais sobrepõe-se ao das ideias; a necessidade de agir sobrepõe-se à indispensabilidade de reflectirâ€. Para este responsável, é preciso evitar o “jornalismo de modaâ€, subordinado à s audiências ou sensacionalismo.
NotÃcias/opinião
Os quatro intervenientes foram unânimes em afirmar que é imprescindÃvel “não confundir notÃcias com opiniãoâ€.
Francisco Sarsfield Cabral, comentador, assegurou que “uma informação credÃvel e séria não implica que não haja posiçõesâ€, desde que se saiba distinguir opinião e notÃcia. “A imprensa escrita terá excesso de opinião, mas o pior é misturar as duas coisasâ€; sustentou.
Na RR, explicou José LuÃs Ramos Pinheiro, “a opinião editorial tem peso, não é escondida, mas tem um espaço próprio para apresentar a visão cristã sobre a vidaâ€.
Segundo o Pe. Armando Duarte, antigo presidente da Associação de Rádios de Inspiração Cristã (ARIC), as rádios locais são, neste contexto, as mais livres, “porque fazem o seu trabalho sem estarem subordinadas a pressõesâ€.
Essas “pressões†são particularmente sentido no perÃodo eleitoral, em que todos procuram um espaço privilegiado. O Pe. João Aguiar apresentou vários episódios que revelaram a pressão a que o director de um jornal é sujeito e o Pe. Armando Duarte apontou o dedo a “tentações de domÃnio monopolista†que procuram afastar as rádios de inspiração cristã do seu dever de “esclarecer os eleitores e debater ideiasâ€.
O antigo director do Diário do Minho defendeu, para este tempo de intensa actividade polÃtica, “um olhar sereno, sem preconceito, mas realistaâ€.
Fonte Ecclesia
|
voltar
|
 |
|