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A “responsabilidade†da Irmã Lúcia no inÃcio do trabalho do Opus Dei em Portugal 2005-02-17 23:07:29 Foi a vidente de Fátima quem, em Fevereiro de 1945, pediu a S. JosemarÃa Escrivá que fosse a Portugal para acelerar o começo do apostolado do Opus Dei no nosso paÃs.
S. JosemarÃa conheceu a Irmã Lúcia em Fevereiro de 1945. Tinha ido a Tuy, em Espanha, encontrar-se com o bispo, o seu amigo D. José López Ortiz. A Irmã Lúcia, vidente de Fátima, encontrava-se então num convento em Tuy. O bispo quis que S. JosemarÃa a conhecesse. A conversa foi providencial uma vez que a Irmã Lúcia pediu insistentemente ao Fundador que fosse a Portugal, para poder assim apressar os começos do trabalho do Opus Dei em terras portuguesas. A viagem está nos seus planos apostólicos, mas não naquele momento, entre outras coisas porque não tinha passaporte. Mas isso não foi um obstáculo pois, com um telefonema para Lisboa, a Irmã Lúcia obteve para S. JosemarÃa, e para os que o acompanhavam, a autorização necessária.
Assim, a pedido da Irmã Lúcia, a viagem que o Fundador e Ãlvaro del Portillo tinham iniciado no dia 29 de Janeiro em Espanha, conheceria um imprevisto prolongamento em solo português.
No dia 5 de Fevereiro estiveram no Porto e saudaram o bispo. D. Agostinho de Jesus Sousa. No dia seguinte foram convidados a almoçar com o bispo de Leiria, a diocese onde Fátima se situa. Visitaram o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, então quase terminado. Em Aljustrel S. JosemarÃa conheceu várias famÃlias que participaram nos acontecimentos históricos; foi fotografado junto da mãe da Jacinta. Em Fátima o fundador do Opus Dei confiou a Nossa Senhora o futuro trabalho apostólico em Portugal. Visitaria Fátima muitas outras vezes nos anos posteriores, para rezar diante de Nossa Senhora.
Vinte e cinco anos mais tarde, o Fundador recordava os pormenores desta sua primeira entrevista com a Irmã Lúcia: “Tratei-a com secura, porque sabia que era uma santa, e não só não se aborreceu, como me disse que o Opus Dei tinha de vir para Portugal. Respondi-lhe que não tÃnhamos passaporte, mas ela retorquiu: eu resolvo já isso. Telefonou para Lisboa e conseguiu-nos um documento para atravessarmos a fronteira. Não falámos das aparições de Nossa Senhora: nunca o fiz. É uma mulher de uma humildade maravilhosa. Sempre que a vejo, recordo-lhe que teve um papel importante nos começos da Obra em Portugal (cfr Andrés Vázquez de Prada. JosemarÃa Escrivá – Fundador do Opus Dei, Verbo, Lisboa 2003, p. 553).
Sobre essa conversa que S. JosemarÃa teve com a Irmã Lúcia, D. José López Ortiz conta o seguinte: “Entre outras coisas, disse-lhe mais ou menos: Irmã Lúcia, tendo em conta tudo o que dizem de si e de mim, se ainda por cima formos para o inferno...! O Padre contou-me que a Irmã Lúcia ficou pensativa e disse, com grande simplicidade: ‘É verdade, tem razão.’ JosemarÃa ficou muito satisfeito ao comprovar a sua humildade†(José López Ortiz, in JosemarÃa Escrivá - Testemunhos, Editora Rei dos Livros, Lisboa 1992, p. 94).
Escreveu a Madre Superiora do convento de Carmelitas Descalças de Coimbra em Janeiro de 2001: “Como cooperadoras do Opus Dei desde há várias décadas, queremos manifestar a nossa alegria pela já próxima canonização do beato JosemarÃa. Este gozo é compartilhado pela Irmã Lúcia, que reitera o que já manifestou por ocasião da beatificação do Servo de Deusâ€.
http://www.opusdei.org/art.php?w=28&p=9458
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