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A história da Igreja Caldeia 2003-10-29 22:11:04 O Apóstolo Tomé, antes de seguir o seu caminho até à Ãndia, terá deixado na região dois discÃpulos, Mar Addai e Mar Mari. Da sua pregação nasceu uma Igreja que, nos primeiros séculos do cristianismo, demonstrou uma enorme vitalidade e se espalhou nas regiões que hoje são a SÃria, o Irão e o Iraque.
Estas comunidades representam umas das mais antigas comunidades cristãs do Oriente, remontando ao século II. As suas raÃzes cristãs são testemunhadas por mosteiros e conventos nos séculos V e VI.
Esta Igreja, chamada Igreja AssÃria do Oriente, obteve a autonomia no concÃlio de Markbata, em 492, com a possibilidade de eleger um Patriarca com o tÃtulo de “Católicoâ€.
O fulgor inicial foi-se desvanecendo e já no século XV confronta-se com uma grave crise, originada por uma sucessão hereditária de Patriarcas, como se de uma monarquia se tratasse. A reacção a este estado de coisas levou a que um grupo de Bispos SÃrios se empenhasse na recuperação da tradição monástica oriental, elegendo o monge Yuhannan Sulaka como seu Patriarca e enviando-o a Roma para pedir o reconhecimento do Papa.
Foi assim que, em 1553, o Papa Júlio III nomeou o “Patriarca dos Caldeus†e deu origem, oficialmente, à Igreja Caldeia. Durante mais de 200 anos existiram tensões nesta zona entre as comunidades a favor ou contra o reconhecimento da universalidade da Igreja de Roma e a situação só estabilizou quando em 1830 o Papa Pio VIII nomeou o “Patriarca da Babilónia dos Caldeus†como chefe de todos os católicos caldeus.
A sede deste Patriarcado era Mosul, no norte do Iraque, e seria transferida para Bagdad em 1950, após a II Guerra Mundial.
A RIQUEZA DO RITO CALDEU
Um rito é um modo especÃfico de adorar Deus no contexto de determinado povo, uma maneira particular e coerente de chegar até Deus.
O rito Caldeu é um dos 5 principais ritos do cristianismo oriental e desenvolveu-se entre os séculos IV e VII, antes da conquista árabe. A denominação de “caldeu†prevalece no Ocidente desde o séc. XVII, embora os habitantes da região prefiram a designação “siro-orientalâ€.
As celebrações conservam o uso do aramaico e possuem gestos, espaços e ritmos muito especiais, que remontam ao tempo dos primeiros apóstolos, em alguns casos. Escutar a Palavra de Deus, celebrar o mistério do Corpo e Sangue de Jesus e participar no banquete do pão e do vinho são as traves-mestras da celebração eucarÃstica.
A Palavra é proclamada desde o “bemaâ€, uma tribuna situada no meio da Igreja, como sinal de Jerusalém, centro do mundo, onde Jesus ensinou. Este simbolismo indica que o leitor ou o pregador mais não fazem do que transmitir a Palavra recebida do Senhor. A consagração eucarÃstica, chamada “santificação†tem lugar no “santo dos santosâ€, sÃmbolo do céu, e a comunhão desenrola-se no “gestromaâ€, um local entre a assembleia e o santuário, como sinal do paraÃso.
Fonte Ecclesia
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