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A Igreja tem necessidade do Código de Direito Canónico 2003-01-29 17:17:34 O Código de Direito Canónico não é apenas um “conjunto de textos legislativosâ€, mas um instrumento de comprovada utilidade para “restaurar a vida cristãâ€.
É desta maneira que João Paulo II se refere aos 20 anos de vida do Código de Direito Canónico (CIC), promulgado no dia 25 de Janeiro de 1983. Ao receber os participantes na Jornada Académica promovida pelo Conselho PontifÃcio para os Textos Legislativos sobre o tema “Vinte anos de experiência canónicaâ€, o Papa referiu a coincidência de datas “entre a promulgação do novo CIC e o primeiro anúncio do ConcÃlioâ€, a 25 de Janeiro, para vincar “a estreita relação existente entre o ConcÃlio e o novo Códigoâ€.
Para João Paulo II é claro “que a Igreja tinha necessidade do novo Código e, felizmente, as vozes de contestação foram superadasâ€, mas adverte que “seria ingénuo ignorar o que resta por fazer para consolidar nas presentes circunstâncias históricas para uma verdadeira cultura jurÃdico-canónicaâ€. Apenas uma visão simplista e reducionista poderia limitar o CIC a um “conjunto de textos legislativosâ€, adverte o Papa, que acusa “um certo reducionismo hermenêutico que empobrece a ciência e a práxis canónica, afastando-a da sua verdadeira orientação eclesialâ€. Ainda mais perigoso é o reducionismo que “pretende interpretar e aplicar as leis eclesiásticas afastando-as do Magistérioâ€, o que lhes retiraria “valor disciplinarâ€.
Recordando que “a intenção que presidiu à redacção do novo CIC foi, obviamente, colocar à disposição dos pastores e de todos os fiéis um instrumento normativo claro, que contivesse os aspectos essenciais da ordem jurÃdicaâ€, o Papa destaca que o Código “se contextualiza na tradição jurÃdica da Igreja, um fluxo de vida eclesial que é a história do Direito Canónicoâ€. Para João Paulo II “as normas do CIC referem-se a uma realidade que as transcende e tal realidade não é composta apenas de dados históricos e contingentes, mas de aspectos essenciais e permanentes, nos quais se concretiza o direito divinoâ€
Significado e o valor do Direito na vida da Igreja
O Arcebispo Julián Herranz, presidente do Conselho PontifÃcio para os Textos Legislativos, entende que os 20 anos de história do CIC demonstram uma clara relação de “complementaridade†com os ensinamentos do II ConcÃlio do Vaticano. Numa entrevista concedida à Radio Vaticana, D. Herranz defende que “o CIC, por ser a aplicação disciplinar do ConcÃlio mantém toda a sua validade diante da evangelização do Terceiro Milénioâ€.
Este responsável sintetiza o significado e o valor do Direito na vida da Igreja em duas considerações, resultantes do Magistério de João Paulo II: “o Direito na Igreja é de origem divina, porque Jesus fundou a Igreja como uma sociedade juridicamente estruturada, pelo que o ordenamento canónico é o ordenamento de justiça dentro do povo de Deus. A segunda consideração é que o Direito não é apenas um meio para o exercÃcio da autoridade, mas também um meio para tornar explÃcitos e operativos os direitos e deveres de todos os fiéis na Igrejaâ€.
Comentando mais demoradamente o espaço que o Código dedica à missão dos leigos, o presidente do Conselho PontifÃcio para os Textos Legislativos não tem dúvidas de que “o CIC assegura a igualdade fundamental na Igreja, na dignidade e na acção, e o chamamento universal à santidade e ao apostolado mais não é que uma explicitação, em termos doutrinais, de uma realidade que é também canónicaâ€. D. Herranz explica que “é possÃvel encontrar muitos cânones onde se fala dos direitos-deveres fundamentais de todos os fiéis e dos direitos-deveres especÃficos segundo a condição canónica, segundo o sacramento que se recebeu. Destes sacramentos surgem especificidades e muitas delas versam sobre a participação na missão da Igreja por parte dos fiéisâ€.
Fonte Ecclesia
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