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PSD de Felgueiras Queixa-se ao Patriarca 2002-07-30 14:22:51 A Comissão PolÃtica Concelhia do PSD de Felgueiras apresentou um protesto formal ao cardeal patriarca, D. José Policarpo, por causa do teor de uma homilia proferida pelo pároco de duas freguesias daquele concelho, realizada em Fátima, numa cerimónia religiosa que culminou o tradicional passeio de idosos ao santuário da Cova da Iria.
Na carta - enviada no passado dia 25 e de que foi remetida cópia ao Bispo de Leiria e Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva, e ao Bispo do Porto, D. Armindo Lopes Coelho -, os sociais-democratas manifestam-se "ultrajados" com o tipo de intervenção feita pelo padre Joaquim Azemiro Sousa Oliveira, pároco das freguesias Airães e Vila Verde, e irmão do ex-marido da actual presidente de Câmara, Fátima Felgueiras. A polémica intervenção terá sido produzida durante a Eucaristia, realizada na Capelinha das Aparições, perante 3000 peregrinos do concelho e na presença do Bispo de Leiria-Fátima, que presidiu à cerimónia eucarÃstica.
"Iniciando a sua intervenção com uma anedota que no mÃnimo é de gosto duvidoso, o Padre Azemiro, de modo explÃcito, defendeu a absolvição pública da dra. Fátima Felgueiras em relação à s acusações de corrupção e abuso de poder que pendem sobre ela. Afirmou que Deus protege os inocentes e todos aqueles que são vÃtimas das mais infames acusações. Proclamou alto e bom som a promoção da edil, afirmando entre outras ideias que 'ela é a única com capacidade de gerir com eficácia e sucesso os destinos do concelho de Felgueiras' e que ' só ela com a sua força de vontade e a sua dedicação ao concelho tem permitido Ãndices nunca antes visto de desenvolvimento'. E daà o merecido 'agradecimento de todos felgueirenses pelos últimos seis anos de gestão camarária", relatam os queixosos.
Segundo os responsáveis do PSD-Felgueiras, a sucessão de elogios feitos pelo padre Joaquim Azemiro "num tom inflamado e emotivo, próprio de comÃcios eleitorais, atingiu o clÃmax quando, em pleno coração do recinto do santuário, se ouviram slogans de incitamento 'Fátima!, Fátima!' com o sugestivo movimento de punhos erguidos".
Sugerindo indirectamente a intervenção do patriarca, os sociais-democratas rejeitam qualquer motivação de natureza polÃtico partidária ou pessoal contra o pároco, e afirmam-se porta-vozes da indignação de muitos que participaram naquela cerimónia "pelo manifesto aproveitamento de uma iniciativa digna da câmara e dos autarcas de freguesia". Apresentam, por isso, um "vivo protesto" a D. José Policarpo "em solidariedade com a indignação de catorze presidentes de junta [eleitos pelo PSD] e de muitos outros que acompanharam e promoveram esta peregrinação", por considerarem que o padre "ofendeu os presentes ao entrar por um discurso tendencioso, de cariz pessoal e polÃtico-partidário, desrespeitador do momento, do local e do espÃrito da peregrinação".
Para os dirigentes do PSD-Felgueiras, "independentemente dos seus laços familiares, das suas naturais tendências polÃtico partidárias, da forma como está a viver as ocorrências e as investigações judiciais em curso, o padre Joaquim Azemiro deverá pautar as suas intervenções no decurso dos actos litúrgicos, pela imparcialidade, neutralidade e respeito pela diversidade de opinião, mesmo que minoritárias".
Uma posição de isenção que, como também acusam na carta os sociais-democratas , o pároco parece não vir a observar. "O senhor padre Joaquim Azemiro é uma pessoa controversa que por variadÃssimas vezes tem utilizado a sua função pastoral para, na decorrência de actos litúrgicos, abordar matéria do foro polÃtico-partidário, criando um clima de divisão nas freguesias que administra pastoralmente". Recordando que "a autarca apareceu, recentemente, envolvida num escandaloso caso de ilegalidades e irregularidades", o PSD-Felgueiras frisa também que "o senhor padre Joaquim Azemiro tem provadas ligações a uma das instituições - Casa do Risco -, mencionada como um dos pólos sujeito a investigações por suspeitas de irregularidades".
Fonte Público
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