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26 Segunda-feira, 26 de outubro Outubro de 2026 Segunda-feira da semana XXX

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Oseias

Oseias 8

Anarquia política e idolatria (Ex 32; 1 Rs 12,25-33)

1 *Leva à boca a trombeta!
Pois a desgraça precipita-se como uma águia
sobre a casa do SENHOR,
porque violaram a minha aliança
e transgrediram a minha lei.
2 Clamam por mim:
«Meu Deus! Nós, Israel, conhecemos-te.»
3 Israel rejeitou o bem,
o inimigo o perseguirá.
4 *Elegeram reis sem minha aprovação,
estabeleceram chefes sem o meu conhecimento.
Da sua prata e do seu ouro fizeram ídolos
para sua própria perdição.
5 *Rejeito o teu bezerro, ó Samaria!
A minha cólera inflamou-se contra eles.
Até quando serão incapazes de purificar-se?
6 Porque ele é de Israel;
foi um artista quem o fez, não é Deus.
Será, pois, despedaçado o bezerro da Samaria.

Falsas alianças (7,8-12)

7 *Semearam ventos, colherão tempestades.
Não terão espigas, e o grão não dará farinha;
e mesmo que a desse,
seria comida pelos estrangeiros.
8 Israel foi devorado.
Agora, entre as nações,
é como um objecto sem valor.
9 *Quando eles subiram à Assíria,
como asno selvagem solitário,
Efraim contratou amantes.
10 Ainda que os contratem entre os povos,
então Eu os juntarei;
em pouco tempo terão de sujeitar-se ao rei dos príncipes.
11 Efraim multiplicou os altares,
e os seus altares só lhe serviram para pecar.
12 Tinha-lhes escrito todos os preceitos da minha lei,
mas ela foi tida por eles como uma lei estrangeira.
13 *Imolam e oferecem vítimas
e comem-lhes as carnes,
mas o SENHOR não as aceita.
Antes se lembrará da sua iniquidade
e castigará os seus pecados.
Voltarão para o Egipto.
14 Israel esqueceu o seu Criador
e construiu palácios;
Judá multiplicou as suas praças fortes,
mas Eu lançarei fogo às suas cidades
e ele consumirá as suas fortalezas.

Notas

8, 1
A águia aparece como símbolo da desgraça (Jr 48,40; 49,22). Casa do Senhor parece indicar, aqui, o território de Israel (9,15).
4
Nos v.1-3 mencionava-se a transgressão da lei e a rejeição do bem; agora especifica-se em que consiste essa atitude: constituir reis à margem do Senhor. São sobretudo visados os que têm influências na corte e que, às vezes, à custa de traições, colocavam no poder os que mais lhes convinha. Mas também é condenada toda a política conduzida pelo exterior (Egipto e Assíria), sem qualquer referência ao Deus de Israel.
5
A crítica aos ídolos será retomada sobretudo pelo Segundo Isaías (Is 40,18-20; 41,28-29; 44,9-20). Ver Sl 24,4 nota; 115,4-8 nota; Sb 13,10 nota; Br 6,5-72 nota.
7
Linguagem proverbial. O vento é a pretensão de conhecer o Senhor (v.2), de constituir reis e de fabricar ídolos (v.4); a tempestade é o inimigo (v.3), a destruição do ídolo (v.6), o aniquilamento de Israel (v.8).
9-10
Alusão à submissão à Assíria. Amantes não são tanto aqui as divindades cananeias, como em 1-3, mas também as potências estrangeiras. Sempre que as autoridades e o povo confiavam nelas era sinal de desconfiança no poder de Deus, porque as alianças com os estrangeiros traziam consigo a adoração dos deuses desses povos e, consequentemente, a corrupção do culto (v.11-13). Ver 4,14 nota.
13
Voltarão para o Egipto. Significa, em Oseias, voltar ao ponto zero, àquele momento em que Israel não existia. Neste caso, são os pecados dos sacerdotes, dos governantes e do povo que conduzem Israel a essa situação.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.