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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Daniel

Daniel 1

I. HISTÓRIA DE DANIEL<br>(1,1-6,29)

Ambiente histórico (2 Cr 36,5-7)

1 *No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilónia, veio cercar Jerusalém. 2 *O Senhor entregou-lhe Joaquim, rei de Judá, e uma parte dos objectos do templo; Nabucodonosor transportou-os ao país de Chinear e colocou-os na sala do tesouro dos seus deuses.

Daniel e seus companheiros na Babilónia

3 O rei deu ordem a Aspenaz, chefe dos criados, que lhe trouxesse jovens israelitas, de ascendência real ou de família nobre, 4 *sem qualquer defeito, formosos, dotados de toda a espécie de qualidades, instruídos, inteligentes e fortes. Seriam colocados no palácio real e Aspenaz devia ensinar-lhes as letras e a língua dos caldeus.
5 O rei destinou-lhes uma provisão diária de alimentos, reservada à ementa da mesa real, e do vinho que ele bebia. A formação deles havia de durar três anos, após o que entrariam ao serviço na presença do rei.
6 Entre estes, contavam-se Daniel, Hananias, Michael e Azarias, que pertenciam aos filhos de Judá. 7 *O chefe dos criados pôs-lhe novos nomes: a Daniel, o de Beltechaçar, a Hananias, o de Chadrac, a Michael, o de Mechac e a Azarias, o de Abed-Nego.
8 *Daniel tomou a resolução de não se manchar com o alimento do rei e com o vinho que ele bebia. Por isso, pediu ao chefe dos criados para se abster deles. 9 Deus fez com que o chefe dos criados acolhesse Daniel com benevolência e amabilidade. 10 Mas depois disse-lhe: «Temo que o rei, meu senhor, que determinou o que vós haveis de comer e beber, venha a encontrar o vosso rosto mais magro que o dos outros jovens da mesma idade e assim me exponhais a uma repreensão da parte do rei.»
11 Então, Daniel disse ao oficial, a quem o chefe dos criados tinha confiado o cuidado de Daniel, Hananias, Michael e Azarias: 12 «Por favor, faz uma experiência de dez dias com os teus servos: que se nos dê apenas legumes a comer, e água a beber. 13 Depois disto, compararás o nosso aspecto com o dos jovens que se alimentam das iguarias da mesa real e, conforme o que tiveres constatado, assim agirás com os teus servos.»
14 Concordou com esta proposta e submeteu-os à prova, durante dez dias. 15 Ao fim deste prazo, verificou-se que tinham melhor aspecto e estavam mais robustos que todos os jovens que comiam os acepipes da mesa real. 16 Como consequência, o oficial retirava as iguarias e o vinho que lhes estavam destinados e mandava que lhes servissem legumes. 17 A estes quatro jovens, Deus deu sabedoria e inteligência no domínio das letras e ciências. Daniel compreendia toda a espécie de visões e sonhos.
18 Decorrido o tempo fixado pelo rei para a apresentação dos jovens, o chefe dos criados levou-os à presença de Nabucodonosor, 19 que conversou com eles. Dentre todos os jovens, não houve nenhum que pudesse comparar-se a Daniel, Hananias, Michael e Azarias. Por isso, entraram ao serviço na presença do rei.
20 *Em qualquer assunto de sabedoria e inteligência que os consultasse, o rei achava-os dez vezes superiores a todos os escribas e magos do seu reino. 21 *Assim viveu Daniel, até ao primeiro ano do reinado de Ciro.

Notas

1, 1
Nabucodonosor não era ainda rei. Só o será no quarto ano de Joaquim. O autor descuida várias vezes a fidelidade histórica (cap. 5, Baltasar, filho de Nabucodonosor; Dario: 6,26; 10,1; 11,1). O seu interesse é teológico e não histórico (2 Rs 24,1-2; 2 Cr 36,6).
2
Chinear é o antigo nome literário da região da Babilónia (Gn 10,10; 11,2). Trata-se de um arcaísmo intencional.
4
Letras, lit., "O livro", quer indicar as ciências do conhecimento das regras para interpretação dos sonhos, da astronomia e astrologia e outros aspectos da cultura mesopotâmica.
7
Trata-se de nomes com um sentido pagão. A mudança, por si, implicava sujeição ao novo senhor. Desconhece-se o sentido de Chadrac e Mechac. Beltechaçar, diferente do nome do rei Baltasar (cap.5), provém do babilónico Balatsu-usur: "Que o deus Baal proteja a sua vida". O texto hebraico diz Abed-Nego, em vez de Abed-Nebo, que quereria dizer "Servo do deus Nabu".
8
O alimento era um problema religioso dos judeus, em ambiente estranho (Jdt 12,2).
20
O autor do livro acentua aqui o facto da ciência dos quatro judeus, como introdução ao que se segue nos cap. 2 e seguintes.
21
Em 10,1 fala-se da actividade oracular de Daniel no terceiro ano do reinado de Ciro, o que contrasta com este texto. A incidência do autor é teológica e não histórica.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.