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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

2.º Crónicas

2.º Crónicas 3

Construção do templo (1 Rs 6; 7,15-22)

1 *Salomão começou, pois, a construção do templo do SENHOR, em Jerusalém, no monte Moriá, onde o SENHOR havia aparecido a David, seu pai, no lugar por este preparado na eira de Ornan, o jebuseu. 2 Começou a edificá-lo no segundo mês, no quarto ano do seu reinado. 3 *Os alicerces feitos por Salomão para a construção do templo de Deus tinham sessenta côvados de comprimento, segundo a antiga medida, e vinte côvados de largura. 4 O comprimento do pórtico, que se achava no frontispício, e que correspondia à largura do templo, tinha vinte côvados e uma altura de cento e vinte côvados. Salomão revestiu-o por dentro de ouro puro. 5 A sala grande foi forrada com madeira de cipreste, guarnecida de ouro puro, e com palmeiras e pequenas correntes esculpidas. 6 *Adornou esta sala com pedras preciosas. O ouro era ouro de Parvaim.
7 O rei revestiu a sala de ouro: as traves, os umbrais, as paredes e as portas. Mandou também esculpir querubins nas paredes. 8 *Construiu, igualmente, a sala do Santo dos Santos cujo comprimento, no sentido da largura do templo, era de vinte côvados e a largura de vinte côvados. O valor do ouro fino de que o revestiu era de seiscentos talentos. 9 Até os pregos eram de ouro e pesavam cinquenta siclos cada um. Revestiu igualmente os tectos de ouro.

Os querubins (Ex 25,18-22; 37,7-9; 1 Rs 6,23-38)

10 Mandou esculpir dois querubins, revestidos de ouro, para o interior do Santo dos Santos. 11 O comprimento das suas asas era de vinte côvados: uma asa, com cinco côvados, tocava a parede do templo; a outra asa, com cinco côvados, tocava a asa do outro querubim. 12 Da mesma forma, a asa do segundo querubim, com cinco côvados, tocava na parede, e a outra asa, com cinco côvados, tocava na asa do primeiro. 13 Assim, as asas dos querubins estendiam-se por vinte côvados: estavam de pé, com o rosto voltado para o interior do templo.
14 O rei mandou fazer um véu de púrpura, violeta, carmim e linho fino, bordado com querubins.
15 *Diante do templo, levantou duas colunas: tinham trinta e cinco côvados de altura, cada uma com um capitel de cinco côvados no alto. 16 Fez pequenas correntes, como as do santuário, colocadas nos capitéis das colunas, nas quais estavam entrelaçadas cem romãs. 17 Levantou as colunas, uma à direita e outra à esquerda da fachada do templo: chamou Jaquin à da direita e Booz à da esquerda.

Notas

3, 1
Monte Moriá. O termo "Moriá" está aparentado com "visão". Poderia, nesse caso, tratar-se do monte da visão de David, na eira de Arauna (2 Sm 24,16-25; 1 Cr 21,15-30). Este mesmo monte poderá identificar-se com o Moriá do sacrifício de Isaac (Gn 22,2-18). No tempo do Cronista, identificava-se já o lugar da construção do templo com o monte Moriá.
3
Sessenta côvados. O côvado antigo media uns 45cm; outro côvado media 52,5cm. Era utilizado sobretudo para medir as construções (ver Ez 40,5; 43,13). Ver Suplemento MEDIDAS, p. 2116.
6
Parvaim é nome desconhecido.
8-9
Santo dos Santos é um superlativo hebraico para indicar o lugar mais santo do templo, onde só o Sumo Sacerdote podia entrar. Segundo 1 Rs 6,20-21, era constituído por uma sala de forma cúbica de 9m de lado. Estava separado da parte principal do templo por uma porta (1 Rs 6,31-35) que, no segundo templo foi substituída por um véu (Lv 16,12.15), assim como no templo de Herodes (Mt 27,51; Mc 15,38; Lc 23,45; Heb 6,19 nota; 9,3). No templo de Salomão guardava-se a Arca da aliança (1 Rs 6,19). 1 Cr 28,11 chama-lhe "Sala do propiciatório". Depois da destruição do templo de Salomão pelos babilónios nunca mais se fala da presença da Arca no templo. No templo de Herodes, o Santo dos Santos encontrava-se vazio. Sobre as partes do templo de Jerusalém, ver 1 Rs 6,1-38 nota. Seiscentos talentos. O talento pesava uns 35kg. Era a maior unidade de peso e podia ser em ouro (Ex 25,39 nota; 38,24 nota; 2 Sm 12,30; 1 Rs 9,14; 2 Rs 18,14) como em prata (1 Rs 20,39; 2 Rs 5,22; 15,19; 23,33). O talento grego aparece nos últimos livros do AT e valia 6.000 dracmas, ou seja, entre 21-26kg (1 Mac 11,28; 2 Mac 3,11; e no NT: Mt 18,24; 25,15-28). Aqui, 20 toneladas de ouro é um número talvez exagerado. Cinquenta siclos: cada siclo, umas 11 gr. Ver 1,17 nota. Ver Suplemento MOEDAS, p. 2116.
15-17
A descrição das duas colunas de uns 12m de altura que ladeavam a entrada do templo, e que foram eliminadas no segundo templo e no de Herodes, está bastante sintetizada em relação à de 1 Rs 7,15-22. A sua função é misteriosa, pois elas não têm qualquer função arquitectónica prática. Este tipo de colunas deveria ter originariamente como única função prática o calendário litúrgico e agrícola, pois cada uma representaria o lugar da observação dos dois solstícios do Verão e do Inverno. Seriam uma espécie de "portas do Sol", como acontecia noutros templos da antiguidade. No templo de Salomão, podem ter sido apenas elementos de adorno.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.