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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Romanos

Romanos 5

O amor de Deus, força da nossa esperança

1 *Portanto, uma vez que fomos justificados pela fé, estamos em paz com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo. 2 Por Ele tivemos acesso, na fé, a esta graça na qual nos encontramos firmemente e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus. 3 Mais ainda, gloriamo-nos também das tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência, 4 a paciência a firmeza, e a firmeza a esperança. 5 Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
6 *De facto, quando ainda éramos fracos é que Cristo morreu pelos ímpios. 7 Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa boa talvez alguém se atreva a morrer. 8 Mas é assim que Deus demonstra o seu amor para connosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós. 9 E agora que fomos justificados pelo seu sangue, com muito mais razão havemos de ser salvos da ira, por meio dele.
10 Se, de facto, quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com Ele pela morte de seu Filho, com muito mais razão, uma vez reconciliados, havemos de ser salvos pela sua vida. 11 Mais ainda, também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem agora recebemos a reconciliação.

Pecado de Adão e graça de Cristo (Gn 3)

12 Por isso, tal como por um só homem entrou o pecado no mundo e, pelo pecado, a morte, assim a morte atingiu todos os homens, uma vez que todos pecaram... 13 De facto, antes da Lei já existia o pecado no mundo; mas o pecado não é tido em conta quando não há lei.
14 Apesar disso, desde Adão até Moisés reinou a morte, mesmo sobre aqueles que não tinham pecado por uma transgressão idêntica à de Adão, que é figura daquele que havia de vir.
15 Com efeito, o que se passa com o dom gratuito não é o mesmo que se passa com a falta. Se pela falta de um só todos morreram, com muito mais razão a graça de Deus, aquela graça oferecida por meio de um só homem, Jesus Cristo, foi a todos concedida em abundância. 16 E também com o dom não acontece o mesmo que acontece com as consequências do pecado de um só. Com efeito, o julgamento, que partiu de um só, teve como resultado a condenação; enquanto que o dom gratuito, que partiu de muitas faltas, teve como resultado a justificação.
17 De facto, se pela falta de um só e por meio de um só reinou a morte, com muito mais razão, por meio de um só, Jesus Cristo, hão-de reinar na vida aqueles que recebem em abundância a graça e o dom da justiça.
18 Portanto, como pela falta de um só veio a condenação para todos os homens, assim também pela obra de justiça de um só veio para todos os homens a justificação que dá a vida. 19 De facto, tal como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só todos se hão-de tornar justos.
20 *A lei interveio para aumentar a falta, mas, onde aumentou o pecado, superabundou a graça. 21 E deste modo, tal como o pecado reinou pela morte, assim também a graça reina pela justiça até à vida eterna, por Jesus Cristo, Senhor nosso.

Notas

5, 1-11
Depois da proclamação do Evangelho (1,16-4,25), podemos ver agora o que Deus faz naqueles que o acolhem pela fé. O tom é de júbilo, de glória (v.2.3.11), um júbilo contagiante. Está em jogo o passado, o presente e o futuro da nossa salvação (vejam-se os tempos verbais). No centro de tudo está o amor de Deus (v.5).
1-5
Foi pelo perdão, na morte do seu Filho, que Deus nos fez justos, para gozarmos da paz consigo (v.1; 3,21-31 nota; Ef 2,18; 3,12 nota; Heb 4,14.16; 10,19-20 nota). E é dessa graça que vivemos, com uma esperança inabalável, até nas tribulações. Em vez de resignação, é na tribulação que mais sentimos o poder da graça (v.2-4; Pr 3,11-14; Sb 3,6 nota; Sir 2,1.5-16.14 notas; 2 Cor 4,7-12.7 nota; 6,3-10 nota; 11,16-21.23.30-31 notas; 12,5-6.7-10 notas; Heb 12,5-13 nota; Tg 1,2-4; 1 Pe 1,6-7; 4,12-13).
6-11
O amor gratuito, de que só Deus é capaz, foi-nos manifestado no seu Filho, morto pelos homens revoltados contra Ele (1,16-3,20), incapazes de restabelecer a comunhão com Ele (v.6-8; 8,31-39 nota; Jo 3,16; Gl 2,20 nota). Se foi Ele que assim nos reconciliou consigo no presente (2 Cor 5,18-21 nota; Ef 2,16; Cl 1,20.21-23.22 notas), poderá Ele abandonar-nos no futuro (v.9-10)?
12-21
Só nos apercebemos dos benefícios do Evangelho (v.1-11), se virmos o que é o ser humano sem Ele, isto é, ligado a Adão e separado de Cristo. Adão e Cristo são figuras nas quais estão incorporados todos os humanos: em Adão, enquanto são criaturas; em Cristo, enquanto são novas criaturas (1 Cor 15,20-22.45-49 notas). Pecado e graça existem fora e dentro de nós. Morte e vida têm um fundamento religioso: a morte nasce da separação de Deus, autor da vida (Gn 2,16-17 nota; 3,9-19 nota; Sb 2,24; Tg 1,14-15 nota).
12
Frase incompleta, cujo conteúdo é retomado no v.18.
20
A Lei de Moisés não teve como fim levar as pessoas a pecarem mais. Mas, de facto, assim aconteceu, por falta de capacidade para a cumprir. Só em Cristo temos esta capacidade (7,1-8,17; Gl 3,19).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.