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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

São Marcos

São Marcos 3

Cura da mão paralisada (Mt 12,9-14; Lc 6,6-11)

1 *Novamente entrou na sinagoga. E estava lá um homem que tinha uma das mãos paralisada. 2 Ora eles observavam-no, para ver se iria curá-lo ao sábado, a fim de o poderem acusar.
3 Jesus disse ao homem da mão paralisada: «Levanta-te e vem para o meio.» 4 *E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?» Eles ficaram calados. 5 Então, olhando-os com indignação e magoado com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão.» Estendeu-a, e a mão ficou curada.
6 Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes para deliberar como haviam de matar Jesus.

Jesus e a multidão junto do lago (Mt 4,24-25; Lc 6,17-19)

7 *Jesus retirou-se para o mar com os discípulos. Seguiu-o uma imensa multidão vinda da Galileia. E da Judeia, 8 de Jerusalém, da Idumeia, de além-Jordão e das cercanias de Tiro e de Sídon, uma grande multidão veio ter com Ele, ao ouvir dizer o que Ele fazia.
9 E disse aos discípulos que lhe aprontassem um barco, a fim de não ser molestado pela multidão, 10 pois tinha curado muita gente e, por isso, os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para lhe tocarem.
11 Os espíritos malignos, ao vê-lo, prostravam-se diante dele e gritavam: «Tu és o Filho de Deus!» 12 Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.

Escolha dos Doze (Mt 10,1-4; Lc 6,12-16; 9,1; Jo 1,40-49; Act 1,13)

13 Jesus subiu depois a um monte, chamou os que Ele queria e foram ter com Ele. 14 Estabeleceu doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar, 15 com o poder de expulsar demónios.
16 *Estabeleceu estes doze: Simão, ao qual pôs o nome de Pedro; 17 *Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais deu o nome de Boanerges, isto é, filhos do trovão; 18 *André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Cananeu, 19 *e Judas Iscariotes, que o entregou.

Receios dos familiares de Jesus

20 *Tendo Jesus chegado a casa, de novo a multidão acorreu, de tal maneira que nem podiam comer. 21 E quando os seus familiares ouviram isto, saíram a ter mão nele, pois diziam: «Está fora de si!»

Jesus e Belzebu (Mt 12,22-32; Lc 11,14-23; 12,10)

22 E os doutores da Lei, que tinham descido de Jerusalém, afirmavam: «Ele tem Belzebu!» E ainda: «É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios.»
23 Então, Jesus chamou-os e disse-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás? 24 Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar; 25 e se uma família se dividir contra si mesma, essa família não pode subsistir. 26 Se, portanto, Satanás se levanta contra si próprio, está dividido e não poderá subsistir; é o seu fim. 27 *Ninguém consegue entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens sem primeiro o amarrar; só depois poderá saquear-lhe a casa. 28 Em verdade vos digo: todos os pecados e todas as blasfémias que proferirem os filhos dos homens, tudo lhes será perdoado; 29 *mas, quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão: é réu de pecado eterno.»
30 Disse-lhes isto porque eles afirmavam: «Tem um espírito maligno.»

A família de Jesus (Mt 12,46-50; Lc 8,19-21)

31 Nisto chegam sua mãe e seus irmãos que, ficando do lado de fora, o mandam chamar. 32 A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram: «Estão lá fora a tua mãe e os teus irmãos que te procuram.» 33 Ele respondeu: «Quem são minha mãe e meus irmãos?» 34 E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados à volta dele, disse: «Aí estão minha mãe e meus irmãos. 35 Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»

Notas

3, 1-6
Neste último episódio da série de cinco discussões com os doutores da Lei, Jesus dá a entender que as obras de misericórdia são parte integrante da celebração do sábado.
4-5
Fazer bem...fazer mal e salvar...matar são semitismos cujo significado se pode exprimir respectivamente pela alternativa: fazer bem... não fazer bem e salvar... não salvar. Para Jesus, a Lei visa sempre salvar. Alguns opinam que Jesus, com este binómio, referiria a sua actuação em favor do doente, e com o binómio fazer mal/matar, tentaria desmascarar as intenções dos seus opositores, que o espiavam para o matar.
7-12
Resumo mais desenvolvido da actividade de Jesus relatada em Mc 1,14-15. Colocado imediatamente após as hostilidades dos chefes do povo (2,1-3,6 nota), significa que nada pode travar o anúncio da Boa-Nova ao povo de Deus e aos pagãos.
13-19
A vocação dos Apóstolos tem lugar no monte, que evoca a aparição de Deus (Ex 3,1-10; 1 Rs 19,1-21) e a Aliança (Ex 24,1-8) e convida à intimidade e à oração (Lc 6,12). Os Doze lembram as doze tribos de Israel: serão os chefes do novo Israel. São como que a família de Jesus, a sua "escola", vivendo em comum com Ele; vão ser as testemunhas presenciais qualificadas da sua actividade messiânica; e, depois da Ressurreição, levarão a Boa-Nova até aos confins da Terra (Gn 29,31-30,24 nota; Mt 10,2 nota).
16
Doze será, daqui por diante, termo técnico com o qual Mc designa o "Colégio apostólico." Simão passa a chamar-se Pedro; na Bíblia, mudar o nome a alguém significa que se lhe vai confiar uma missão especial. Simão tornou-se Pedro porque sobre ele Jesus Cristo havia de construir a sua Igreja (Mt 16,17-19). O nome que Jesus lhe terá dado, em aramaico, é "Kepha, Cefas" (rocha), a que corresponde, na língua grega dos Evangelhos, Petros (Pedro). Sobre o sentido do nome, ver Ex 3,14-15 nota; Lv 24,11 nota; 1 Sm 1,20 nota; Is 1,26 nota; Mt 1,23 nota; Act 2,38 nota.
17
Boanerges, ou filhos do trovão, em virtude do seu temperamento arrebatado (Lc 9,52-55). Com Pedro, estes dois irmãos fazem parte do núcleo mais íntimo de Jesus e acompanham-no nos momentos decisivos da sua vida (1,19-20; 9,2-10; 14,33-42 e par.).
18
Bartolomeu, deve identificar-se, provavelmente, com Natanael, que Filipe levou ao Senhor (Jo 1,45-51).
19
Judas Iscariotes, em todas as listas, aparece em último lugar, como aquele que o entregou.
20-35
Jesus, caluniado como "possesso" pelos doutores da Lei e considerado "louco" pelos seus familiares, responde àqueles com dureza e esclarece os ouvintes quanto à natureza genuína da sua família (v.31-35 nota).
20-21
Só Marcos apresenta este pormenor. A atitude dos "familiares" aqui descrita supõe que eles não reconheciam Jesus como o enviado de Deus. Ao lado dos "seus" que não acreditam nele (Jo 7,5), há outros "seus" que aparecem com Maria e os Apóstolos no Cenáculo (Act 1,13-14).
22
Belzebu é, na origem, o nome de uma divindade da Síria (Baal-Zebub: 2 Rs 1,2 nota; Mt 10,25 nota; Lc 11,15 nota); tornou-se, depois, designação do demónio.
27
Libertando as suas vítimas das garras de Satanás, Jesus mostra que é o Messias, "o mais forte" (Lc 11,22 par.), vencedor de todas as forças do mal (Is 42,1-4 nota; 49,24-25; Zc 12,10 nota; Mt 8,16-17 nota; Lc 22,37 nota; Act 8,32-33 nota; 1 Tm 2,5-6 nota).
29
O pecado contra o Espírito Santo consiste, neste contexto, no facto de, por ódio, se atribuir à intervenção diabólica um acto que manifestamente é obra do Espírito de Deus. Quem assim procede fecha-se à luz do Espírito, nega-se à comunhão com Cristo e prescinde do perdão de Deus, vedando a si próprio o acesso à salvação. No entanto, não é claro este pecado contra o Espírito Santo. Ver Mt 12,31 nota; Lc 12,10 nota.
31-35
O único parentesco verdadeiro com Jesus está em aceitá-lo como aquele que é expressão plena da vontade de Deus (Jo 4,34; 5,30; 6,38-40). Os familiares, segundo a carne, que o acei-tam são duplamente de sua família. Assim, longe de desprestigiar Maria, Jesus honra-a ainda mais, tributando-lhe duas vezes o nome de mãe: porque o trouxe no seio e porque o traz agora no coração (Lc 11,27-28). Sobre a família de Jesus, ver Mt 12,47-50 nota; Lc 11,27-28 nota; Jo 2,4 nota; 19,25-27 nota; Act 1,15 nota.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.