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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Amós

Amós 8

A cesta de figos (Jr 24,1-3)

1 *Eis o que me mostrou o Senhor DEUS: vi uma cesta de frutos maduros. 2 O SENHOR perguntou-me: «Que vês tu, Amós?» Respondi: «Uma cesta de frutos maduros.»
Ele replicou: «Chegou o fim de Israel, meu povo. Não lhe perdoarei por mais tempo.
3 Naquele dia, os cânticos do palácio serão gritos de aflição - oráculo do Senhor DEUS. Serão muitos os cadáveres lançados em qualquer parte. Silêncio!»

Os exploradores dos pobres

4 *Ouvi isto, vós que esmagais o pobre
e fazeis perecer os desvalidos da terra,
5 *dizendo: «Quando passará a Lua-nova,
para vendermos o nosso trigo,
e o sábado, para abrirmos os nossos celeiros,
diminuindo o efá, aumentando o siclo
e falseando a balança para defraudar?
6 Compraremos os necessitados por dinheiro
e o pobre por um par de sandálias,
e venderemos até as alimpas do nosso trigo.»
7 *O SENHOR jurou contra a soberba de Jacob:
«Não esquecerei jamais nenhuma das suas obras.»

O «Dia do Senhor» (Ml 2,17-3,5.16-21)

8 *«Não tremerá a terra por causa disto?
E não chorará toda a sua população?
Todo o solo crescerá como o Nilo,
subirá e baixará como o rio do Egipto.
9 *Naquele dia - oráculo do Senhor meu DEUS -
farei com que o Sol se ponha ao meio-dia,
e em pleno dia cobrirei a terra de trevas.
10 *Converterei as vossas festas em luto
e os vossos cânticos em lamentações.
Porei o cilício sobre todos os rins,
e a navalha sobre todas as cabeças.
O luto será como o que se faz por um filho único,
e o seu fim, um dia de amargura.
11 *Eis que vêm dias - oráculo do Senhor DEUS -
em que lançarei fome sobre o país.
Não será fome de pão, nem sede de água,
mas de ouvir as palavras do SENHOR.
12 Vaguearão de um mar a outro mar,
indo à toa desde o Norte até ao Oriente,
à procura da palavra do SENHOR,
e não a encontrarão.
13 Naquele dia, desfalecerão à sede
as donzelas formosas e os jovens.
14 *Os que juram pelo pecado da Samaria
e dizem: 'Viva o teu deus, Dan!',
'Viva o teu protector, Bercheba!',
Esses cairão e nunca mais hão-de levantar-se.»

Notas

8, 1-3
Esta quarta visão assemelha-se muito à terceira, quer pela estrutura, quer pelo tema (7,7-9). O povo está maduro para o castigo e o fim aproxima-se, tal como acontece com os frutos do fim do Verão. Os gritos de aflição, que hão-de ouvir-se no palácio ou no templo, evocam as elegias do profeta em 5,16-17. Sobre os gritos, ver 1 Sm 4,5 nota; 2 Sm 15,10 nota; 1 Rs 1,39 nota; Zc 9,9 nota.
4
Estes oráculos até à quinta visão (9,1-4) explicitam o que foi anunciado na quarta visão (v.1-3). As injustiças são a causa principal da ruína de Israel. Nos v.4-6 trata-se particularmente do comércio, uma actividade vista sempre com desconfiança, pois costumava dar origem a muitos abusos por parte dos ricos.
5
Lua-nova. Nesta fase da Lua, em Israel celebrava-se o primeiro dia do mês e interrompiam-se as actividades comerciais (Lv 23,24; 1 Sm 20,5.24; Is 1,13-14). A avidez do lucro não suportava essas paragens. Efá: ver Suplemento MEDIDAS, p. 2116.
7
Contra a soberba de Jacob: 6,8 nota.
8
Ideia de um tremor de terra comparado às águas do Nilo que sobem e descem em grande quantidade.
9
Sobre o Dia do Senhor, ver 5,18-20 nota. Este dia é acompanhado de sinais cósmicos, como tremores de terra (v.8) e eclipses solares (Jr 4,23). Os evangelistas utilizam expressões idênticas na narração da morte de Cristo (Mt 27,45-54; Mc 15,33-39; Lc 23,44-49).
10
A perda de um filho único era, para a mentalidade israelita, a maior desgraça porque significava a destruição do futuro de uma família (Lc 7,11-17).
11
O homem não vive somente de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, diz Dt 8,3 (Mt 4,4; Lc 4,3-4 nota). A fome é o castigo de se não ter escutado a palavra profética.
14
O castigo será ainda maior para os que juram por outros deuses ou por santuários contaminados. Dan é um santuário no limite norte do país (1 Rs 12,30); Bercheba situa-se no limite sul da Terra Prometida e era um santuário ligado à vida dos patriarcas (5,4-6 nota). O título de protector evoca, provavelmente, uma divindade deste santuário.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.