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26 Segunda-feira, 26 de outubro Outubro de 2026 Segunda-feira da semana XXX

Música de fundo

Música da capela Em pausa

1.º Reis

1.º Reis 7

Construção do palácio de Salomão

1 *Salomão edificou também o seu palácio; foram precisos treze anos para terminar a construção. 2 Levantou a «Casa da Floresta do Líbano»: cem côvados de comprimento, cinquenta de largura e trinta de altura. Estava construída sobre quatro ordens de colunas de cedro, com traves de cedro sobre as colunas. 3 Forrou de cedro o tecto dos quartos que assentavam nas colunas, em número de quarenta e cinco, ou seja, quinze colunas em cada ordem. 4 É que havia três naves com janelas em correspondência umas com as outras. 5 Todas estas portas com as suas vigas eram de forma quadrada, e as janelas correspondiam umas às outras.
6 Levantou um pórtico de colunas com cinquenta côvados de comprimento e trinta de largura, à frente do qual construiu um vestíbulo de colunas com degraus. 7 Fez a sala do trono onde administrava a justiça: era a Sala do Juízo, que revestiu de cedro desde o pavimento ao tecto. 8 A casa onde ele morava, construída no segundo átrio atrás do pórtico, era de construção semelhante. Para a filha do faraó do Egipto com quem casara, mandou também construir uma casa semelhante ao pórtico.
9 Todas estas construções eram em pedra lavrada, cortada sob justa medida, e trabalhada à serra na face anterior e posterior; era assim a pedra desde os alicerces às cornijas, e no exterior, até ao grande átrio. 10 Quanto aos alicerces, eram também de pedras escolhidas: pedras grandes, de dez e de oito côvados. 11 Por cima dos alicerces havia igualmente pedras escolhidas de grande dimensão, cortadas sob justa medida, e traves de cedro. 12 No muro em volta do grande pátio havia três ordens de pedra lavrada e uma fileira de vigas de cedro; o mesmo se diga do pátio interior do templo do SENHOR e seu vestíbulo.

As duas colunas (2 Cr 3,15-17; 4,12-13)

13 Salomão enviou arautos a Tiro para trazerem Hiram. 14 Este era filho de uma mulher viúva, da tribo de Neftali, e seu pai era de Tiro. Hiram era dotado de grande sabedoria, inteligência e habilidade para fabricar toda a espécie de trabalhos em bronze; ele apresentou-se ao rei Salomão e executou-lhe todos os trabalhos. 15 Fundiu duas colunas de bronze; a primeira media dezoito côvados de altura; para rodear a segunda, era preciso um fio de doze côvados. 16 Fundiu dois capitéis de bronze para pôr no cimo das colunas; um media cinco côvados de altura e o outro, igualmente cinco côvados. 17 Estavam ornados com redes de malha de grinaldas em forma de cadeia; sete para o primeiro capitel e sete para o segundo. 18 Fez igualmente duas fileiras de romãs em volta das redes para cobrir os capitéis que cobriam as colunas. 19 Os capitéis que estavam no cimo das colunas do átrio, esses tinham a forma de lírio, com quatro côvados. 20 Os capitéis postos no cimo das duas colunas erguiam-se sobre a parte mais espessa da coluna, além da rede; em redor dos dois capitéis havia duzentas romãs dispostas em círculo. 21 *Colocou estas duas colunas junto do pórtico do templo; à da direita chamou-lhe Jaquin, e à da esquerda, Booz. 22 Sobre as colunas colocou remates em forma de lírio; assim terminou em beleza o trabalho das colunas.

Mar de bronze (Ex 38,8; 2 Cr 4,2-6)

23 Hiram fundiu também um mar de bronze, que media dez côvados de diâmetro e tinha forma circular; a sua altura era de cinco côvados; a sua circunferência media-se com fio de trinta côvados. 24 Por baixo da borda havia saliências de talha, em número de dez por cada côvado; cercavam o mar em toda a volta; ficavam dispostas em duas ordens; tinham sido fundidas no mesmo metal que o mar, formando uma só peça. 25 O mar assentava em doze bois de bronze, voltados para fora; três deles olhavam para o norte, três, para o ocidente; três, para o sul e três, para o oriente. O mar apoiava-se sobre eles, e a parte posterior dos seus corpos ocultava-se para o lado de dentro. 26 A sua espessura media uma mão, e a sua borda assemelhava-se à de uma taça em forma de lírio; podia levar dois mil batos.

Suportes de bronze

27 Hiram fez também dez suportes de bronze. Cada suporte media quatro côvados de comprimento, quatro de largura e três de altura. 28 Eis como eram feitos os suportes: eram trabalhados a cinzel, com molduras entre as junturas. 29 Sobre as placas, entre as molduras, havia leões, bois e querubins; por cima e por baixo dos leões e dos bois pendiam grinaldas à maneira de festões. 30 Cada suporte tinha quatro rodas de bronze, com eixos também de bronze, e nos quatro cantos havia suportes fundidos, por baixo das grinaldas, segurando a bacia.
31 No interior do remate dos pilares havia uma bacia, de um côvado de altura; era cilíndrica e media um côvado e meio de diâmetro; era ornada de várias esculturas e os seus suportes não eram redondos, mas quadrados. 32 Debaixo destes estavam as quatro rodas, cujos eixos se fixavam à base; cada roda media côvado e meio de altura. 33 As rodas eram feitas como as rodas de um carro; os eixos, as jantes, os raios e os cubos, tudo era fundido. 34 Nos quatro ângulos de cada pedestal, e unidos a ele, havia quatro suportes. 35 A parte superior do pedestal era de forma circular, medindo meio côvado de altura; os seus suportes formavam uma só peça com as pedras lavradas. 36 Nas placas dos seus suportes e das pedras lavradas, bem como nos espaços vazios, mandou esculpir querubins, leões, palmas e grinaldas circulares. 37 Fez assim os dez pedestais, todos fundidos da mesma maneira, com as mesmas dimensões e de igual decoração. 38 *Fundiu também dez bacias de bronze, cada uma das quais levava quarenta batos. Cada uma media quatro côvados e assentava sobre um dos dez pedestais. 39 Colocou cinco pedestais do lado direito do templo, e os outros cinco, do lado esquerdo. O mar colocou-o no lado direito do edifício, no canto sudeste.

Lista sumária dos objectos de metal

40 *Hiram fez também bacias, pás e bacias de aspersão. Concluiu, pois, toda a obra que o rei Salomão lhe mandou fazer para o templo do SENHOR, a saber: 41 duas colunas e dois capitéis esféricos para pôr no cimo das colunas; duas redes para cobrir os capitéis esféricos na parte superior das colunas; 42 quatrocentas romãs para as redes, sendo duas fileiras de romãs para cada rede que cobria os capitéis; 43 dez suportes de bacias; dez bacias por cima dos carros; 44 o mar e os doze bois para ficarem como suporte do mar; 45 caldeirões, pás e bacias de aspersão. Todos estes objectos eram feitos de bronze polido, seguindo a ordem dada por Salomão para o templo do SENHOR. 46 *O rei mandou-os fundir em moldes de terra argilosa, no vale do Jordão, entre Sucot e Sartan. 47 Então Salomão fez colocar no seu lugar todos estes objectos; eram em tão grande número que o seu peso em bronze nem sequer pôde ser calculado.
48 *Salomão mandou fabricar ainda todos os utensílios para o templo do SENHOR: o altar de ouro, a mesa de ouro sobre a qual se punham os pães da oferenda; 49 os candelabros de ouro fino, cinco à direita e cinco à esquerda, diante do santuário, e as lâmpadas e os espevitadores de ouro; 50 os copos, as facas, as bacias, as colheres, os cinzeiros de ouro fino e os gonzos de ouro para os batentes da porta do Santo dos Santos e para as portas do santuário.
51 Assim concluiu Salomão todos os trabalhos empreendidos para a construção do templo do SENHOR. Mandou trazer, ainda, as coisas que David, seu pai, tinha consagrado: a prata, o ouro e os utensílios; e colocou tudo no templo do SENHOR.

Notas

7, 1-5
A sul da esplanada do templo mandou Salomão construir o seu palácio, cujo esplendor é descrito neste capítulo ao nível do da Casa do Senhor. Tal era o seu esplendor, que uma parte do palácio se chamava "Casa da Floresta do Líbano" (v.2), devido à profusão de colunas de cedro que o adornavam. O tema da construção do palácio real é retomado no segundo Livro das Crónicas; não admira, pois, a correspondência de lugares paralelos entre estes dois livros: v.22: 2 Cr 3,15-17; v.23: 2 Cr 4,2-5; v.38: 2 Cr 4,6; v.49: 2 Cr 4,7. Devido à sua grandeza, é costume dividir assim a estrutura do palácio real: v.2: "Casa da Floresta do Líbano"; v.6: sala das colunas; v.7: sala do trono; v.8: residência de Salomão e da filha do Faraó, sua esposa. A magnificência do palácio vê-se no modo de cortar a pedra: era serrada, não arrancada a golpes de cinzel.
21
É misteriosa esta forma de denominar as duas colunas principais: Jaquin (=ele estabelece firmemente); Booz (=Ele robustece fortemente). Poderá ser uma alusão à perpetuidade do templo e do povo, segundo a mentalidade judaica (2 Cr 3,15-17 nota).
23-26
O grande recipiente, o mar de bronze, talvez pretenda ser uma representação simbólica do oceano cósmico; o seu valor simbólico vê-se até no conteúdo: dois mil batos (80 mil litros: v.26). Ver 2 Cr 4,2-6 nota.
38
Quarenta batos. Ver Suplemento MEDIDAS, p. 2116.
40-45
Referência genérica a todos os instrumentos de uso necessário ao serviço do templo, mormente na realização dos sacrifícios de animais.
46
Já antes de Salomão, o Vale do Jordão era conhecido como centro de metalurgia; para isso concorria o solo de natureza argilosa, para os moldes, bem como a proximidade das florestas, cujas árvores alimentavam facilmente o fogo dos fornos de cozedura. Ainda hoje são célebres as "Minas de Salomão"; toda a região compreendida entre o sul do Mar Morto e o golfo de Akabá deixou vestígios de forte actividade metalúrgica. Sucot e Sartan. Em 2 Cr 4,17 lê-se Sucot e Sereda.
48-49
Ver 2 Cr 4,7-8. Os candelabros (v.49): ver Ex 25,31-40 nota; Nm 8,2 nota.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.