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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Esdras

Esdras 1

I. REGRESSO DO EXÍLIO E RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO<br> (1,1 - 6,22)

Édito de Ciro (2 Cr 36,22-23; Jr 25,1-14; 29,10; Zc 1,12; Ag 1,14)

1 *No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do SENHOR pronunciada por Jeremias, o SENHOR inspirou Ciro, rei da Pérsia, o qual mandou publicar em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, o seguinte decreto:
2 *«Assim fala Ciro, rei da Pérsia: 'O SENHOR, Deus do céu, deu-me todos os reinos da terra e encarregou-me de lhe construir um templo em Jerusalém, cidade de Judá. 3 *Quem de vós pertence ao seu povo? Que o seu Deus esteja com ele. Suba a Jerusalém, que fica na terra de Judá, e construa o templo do SENHOR, Deus de Israel, o Deus que reside em Jerusalém. 4 *Todos os sobreviventes, onde quer que habitem, sejam providos pelos habitantes das localidades onde se encontram, de prata, ouro, cereais, gado e ofertas voluntárias para o templo do Deus que reside em Jerusalém.'»

Regresso do exílio

5 Assim, os chefes das famílias de Judá e de Benjamim, os sacerdotes e levitas e todos aqueles a quem Deus movera os corações, prepararam-se para ir reedificar o templo do SENHOR que está em Jerusalém.
6 *Todos os que viviam nas redondezas ajudaram-nos, dando-lhes prata, ouro, bens diversos, gado, cereais e coisas preciosas, além de outras ofertas voluntárias. 7 *O rei Ciro entregou, também, os utensílios que Nabucodonosor tinha retirado do templo do SENHOR em Jerusalém e colocado no templo do seu deus. 8 *Ciro, rei da Pérsia, entregou-lhos por meio de Mitrídates, o tesoureiro, que os deu a Sesbaçar, príncipe de Judá. 9 Eis o seu número: trinta bacias de ouro, mil bacias de prata, vinte e nove facas, 10 trinta taças de ouro, quatrocentas e dez taças de prata e mil outros utensílios. 11 Os utensílios de ouro e prata eram ao todo em número de cinco mil e quatrocentos. Sesbaçar levou tudo isso quando os exilados regressaram da Babilónia a Jerusalém.

Notas

1, 1-11
Os v.1-3a são semelhantes a 2 Cr 36,22-23, o que leva a pensar num mesmo autor, o Cronista, e numa ligação sequencial de Esdras-Neemias em relação aos dois livros das Crónicas. Surge aqui a figura de Ciro, rei dos Persas a partir 559 a.C., que leva a cabo uma série de intervenções militares, tornando-se soberano de um vasto império. No Outono de 539 entra vitorioso também na Babilónia. A liberdade religiosa concedida aos súbditos era uma política de simpatia e popularidade seguida pelo monarca.
1
O primeiro ano do reinado de Ciro corresponde a 538 a.C., também o primeiro ano em que ele reina sobre a Babilónia e, consequentemente, sobre todos os reinos a ela submetidos. Permitindo a libertação de Israel e o seu regresso a Judá, Ciro cumpria a profecia de Jeremias de que o exílio babilónico duraria apenas 70 anos (2 Cr 36,21-23; Jr 25,11-12; 29,10; Zc 1,12 nota). A contagem pode ser feita a partir da precipitada decadência no reinado de Joaquim de Judá, em 609 a.C. (2 Rs 24,1-2; 2 Cr 36,5-10).
2
Assim fala Ciro. Na linha da liberalidade dos reis da Pérsia em geral, Ciro foi muito tolerante com os súbditos do seu vasto império, tão diversificado em costumes e religiões. Os judeus aproveitam esses favores. Além disso, a designação de Javé como Deus do céu nos actos oficiais permitia aproximação ao deus supremo reconhecido pelos reis persas: Ahura-Mazda; isso podia atrair maior benevolência. O presente decreto une à sua proclamação oral a consignação por escrito, tornando-se documento de arquivo (6,3-12; 10,7; Ne 8,15). A reconstrução do templo era um acto de humanitarismo e sabedoria política, mais ainda do que um acto religioso. Pela sua actuação, Ciro chega a ser considerado um instrumento de Deus (Is 44,28; 45,1-8).
3
Ao longo de todos estes anos de exílio, a integração do povo no contexto babilónico estava consumada, e muitos preferiam manter a sua vida estabelecida na Babilónia, onde estavam a enriquecer. Por isso, além de dar a permissão da saída, Ciro sente necessidade de incitar o povo a que o faça. Jerusalém, que fica na terra de Judá. Desde a sua destruição por Nabucodonosor, em 587, Jerusalém seria uma cidade sem qualquer relevo e quase desconhecida; daí a insistência na sua situação geográfica, mesmo para os judeus.
4-5
O édito é dirigido a todos, mas só uma parte deles regressa à pátria (Ag 1,14; 2,3-4).
6
Este regresso é considerado como uma reactualização do Êxodo (Ex 3,21-22; 11,2; 12,35-36).
7
Estes objectos haviam sido tirados do templo por Nabucodonosor (2 Rs 20,17; 24,11-13; 25,13-16; 2 Cr 36,6-7). Jeremias tinha, também, predito a sua restituição (Jr 27,19-22). Tal gesto de generosidade por parte de Ciro põe o seu nome a encabeçar a lista dos contribuintes para a reedificação do templo.
8
Sesbaçar, príncipe de Judá e chefe do primeiro grupo que regressa, é para o Cronista, simplesmente um sobrenome persa de Zorobabel (1,11; 2,2), mas as referências de 5,14.16 são mais ambíguas. É provável que seja a figura de que se fala repetidas vezes em Esdras, Neemias, Ageu e Zacarias (1 Cr 3,18-19; Ag 1,1-14; 2,3-9).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.