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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Eclesiastes

Eclesiastes 3

Tudo tem o seu tempo

1 *Para tudo há um momento
e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu:
2 tempo para nascer e tempo para morrer,
tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,
3 tempo para matar e tempo para curar,
tempo para destruir e tempo para edificar,
4 tempo para chorar e tempo para rir,
tempo para se lamentar e tempo para dançar,
5 tempo para atirar pedras e tempo para as ajuntar,
tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço,
6 tempo para procurar e tempo para perder,
tempo para guardar e tempo para atirar fora,
7 tempo para rasgar e tempo para coser,
tempo para calar e tempo para falar,
8 tempo para amar e tempo para odiar,
tempo para guerra e tempo para paz.

A eternidade no coração

9 *Que proveito tira das suas fadigas aquele que trabalha? 10 *Eu vi a tarefa que Deus impôs aos filhos dos homens para que dela se ocupem. 11 Todas as coisas que Deus fez, são boas a seu tempo. Até a eternidade colocou no coração deles, sem que nenhum ser humano possa compreender a obra divina do princípio ao fim. 12 *Eu concluí que nada é melhor para o homem do que folgar e procurar a felicidade durante a sua vida. 13 Todo o homem que come e bebe e encontra felicidade no seu trabalho, tem aí um dom de Deus. 14 *Reconheci que tudo o que Deus faz é para sempre, sem que se possa acrescentar ou tirar nada. Deus procede de maneira a ser temido. 15 Aquilo que é já existiu, e aquilo que há-de ser já antes foi; Deus vai à procura daquilo que não se encontrou.

A morte, destino comum

16 *E eu vi ainda, debaixo do Sol, a injustiça ocupar o lugar do direito e a iniquidade ocupar o lugar da justiça.
17 *Então eu disse em meu coração: «Deus julgará o justo e o ímpio, pois há tempo para todas as coisas e tempo para todas as obras.»
18 *E disse em meu coração acerca dos filhos dos homens: «Deus põe-nos à prova, para lhes mostrar que, só por si, são semelhantes aos animais. 19 Porque é o mesmo o destino dos filhos dos homens e o destino dos animais; um mesmo fim os espera. Como a morte de um assim é a morte do outro. A ambos foi dado o mesmo sopro, e o homem não tem qualquer vantagem sobre o animal, pois tudo é ilusão. 20 Todos vão para um mesmo lugar. Todos saíram do pó e ao pó hão-de voltar todos. 21 Quem sabe se o sopro de vida dos filhos dos homens subirá às alturas, e o sopro de vida dos animais descerá ao fundo da terra? 22 *E reconheci que não há felicidade maior para o homem do que alegrar-se com as suas obras. Este é o quinhão que lhe toca. Pois quem o trará de volta para ver o que acontecerá depois dele?»

Notas

3, 1-8
Ao longo da sua vida, todas as pessoas fazem algumas experiências fundamentais, exemplificadas nestes 14 pares de opostos. Mas a certeza dessas experiências é acompanhada da incerteza do tempo em que elas se concretizam e do impacto que poderão provocar na existência humana porque, afinal, tudo está nas mãos de Deus e é imperscrutável aos humanos.
9
Questão fundamental que continua sem resposta, ou a respeito da qual se pode subentender uma resposta negativa (1,3; 2,11).
10-11
Ao observar a natureza da vida humana, Qohélet descobre uma sucessão de tempos e intui que deve haver um princípio unitário que a tudo dê sentido. Contudo, a sua experiência é limitada e não lhe permite abarcar plenamente a obra de Deus. Só Deus conhece e compreende totalmente a sua própria obra (Sl 139,17-18; Is 55,9; Rm 11,33).
12
Ver 2,24-25 nota.
14
Para ser temido. Trata-se do temor de quem sabe colocar-se totalmente nas mãos de Deus, cujos desígnios insondáveis o ser humano desconhece. Sobre o temor de Deus, ver Pr 1,7 nota.
16
Aqui está um dos problemas que mais fazem deste mundo debaixo do Sol uma coisa incompreensível para o ser humano (4,1).
17
Mais que a justa retribuição da conduta humana - o que parece contrário ao pensamento de Qohélet - trata-se antes do domínio de Deus, a quem ninguém pode fugir.
18-21
A comparação das pessoas com os animais põe em destaque o facto de ambos nascerem, viverem e morrerem. Têm a mesma sorte e são incapazes de escapar à morte. A dúvida do v.21 é radical e pessimista. Ainda não se vislumbra uma saída (12,7-8; Gn 3,19).
22
Ver 2,24-25 nota.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.