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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

2.ª Coríntios

2.ª Coríntios 5

1 *Sabemos, com efeito, que, quando a nossa morada terrestre, a nossa tenda, for destruída, temos uma habitação no Céu, obra de Deus, uma casa eterna, não construída por mãos humanas. 2 E por isso, gememos nesta tenda, ansiando por revestir-nos daquela habitação celeste, 3 contanto que nos encontremos vestidos e não nus. 4 Pois, enquanto estamos na tenda gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos mas revestidos, a fim de que o que é mortal seja absorvido pela vida.
5 E quem nos preparou para isso mesmo foi Deus, que nos deu o penhor do Espírito.
6 *Portanto, estamos sempre confiantes e conscientes de que, permanecendo neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor, 7 pois caminhamos pela fé e não pela visão... 8 Cheios dessa confiança, preferimos exilar-nos do corpo, para irmos morar junto do Senhor. 9 *Por isso também, quer permaneçamos na nossa morada, quer a deixemos, esforçamo-nos por lhe agradar.
10 Com efeito, todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo, a fim de que cada um receba conforme aquilo que fez de bem ou de mal, enquanto estava no corpo.

O ministério da reconciliação

11 *Compenetrados, pois, do temor do Senhor, procuramos persuadir os homens e viver plenamente transparentes diante de Deus. Mas espero ter-me também manifestado plenamente às vossas consciências.
12 Não vamos recomendar-nos, de novo, a vós, mas queremos dar-vos a oportunidade de vos gloriardes por causa de nós, a fim de que saibais como responder aos que se gloriam das aparências e não do que está no coração. 13 Porque, se entramos em exaltação, é por Deus; se somos sensatos, é por vós. 14 *Sim, o amor de Cristo nos absorve completamente, ao pensar que um só morreu por todos e, portanto, todos morreram. 15 Ele morreu por todos, a fim de que, os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
16 *Por conseguinte, de agora em diante, não conhecemos ninguém à maneira humana. Ainda que tenhamos conhecido a Cristo desse modo, agora já não o conhecemos assim. 17 Por isso, se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas.
18 *Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação. 19 Pois foi Deus quem reconciliou o mundo consigo, em Cristo, não imputando aos homens os seus pecados, e pondo em nós a palavra da reconciliação.
20 É em nome de Cristo, portanto, que exercemos as funções de embaixadores e é Deus quem, por nosso intermédio, vos exorta. Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus. 21 Aquele que não havia conhecido o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, nele, justiça de Deus.

Notas

5, 1-5
É aqui abordada a escatologia individual. Antes só tinha sido considerada a colectiva, na Parusia (Mt 24,30 nota.36; Mc 13,3-37 nota; Rm 14,1-12 nota; 1 Cor 15,23-28 nota; 1 Ts 2,19 nota; 4,13-5,11; 2 Ts 2,16-17; Ap 21,2 nota). A nossa tenda é o corpo humano, comparado à tenda que o beduíno monta e desmonta (2 Pe 1,13-14 nota), dado o aspecto provisório e itinerante desta vida; contrapõe-se-lhe uma habitação, uma casa eterna, estável, que é o corpo glorioso da ressurreição. A imagem da veste é estranhamente conjugada com as anteriores, (vestir-se de uma casa e habitar numa roupa). O Apóstolo desejaria despir-se desta tenda para se revestir da habitação celeste, sem passar pela morte (1 Cor 15,50-58.51-52 nota).
6-8
Esta vida é comparada a um exílio, longe do Senhor, com um conhecimento de Deus, parcial e mediato, pela fé e não pela visão (1 Cor 13,12 nota); por isso, a morte leva-nos para junto do Senhor (Fl 1,21-26.21 nota). Este modo de falar parece supor que os justos são admitidos à presença e visão de Deus, logo após a morte, antes da Parusia.
9-10
O importante é agradar ao Senhor para enfrentar, um dia, o seu tribunal (Sb 5,2-23 nota; Mt 9,37 nota; 24,28 nota; Lc 17,37 nota; Jo 5, 27; Act 10,42 nota; Rm 14,1-12 nota; 1 Cor 1,8 nota; Ef 6,8; Ap 14,14 nota; 19,13 nota).
11-13
Paulo regressa ao seu caso, não para se recomendar (3,1-3 nota), mas para que os coríntios possam orgulhar-se dele (1,14) e responder aos seus opositores. Às experiências místicas (12,1-4 nota), porventura mal interpretadas, opõe a sensatez quotidiana em favor dos coríntios.
14-15
Este amor não é o amor de Paulo por Cristo, mas o amor de Cristo que se entrega à morte por todos (Rm 4,25 nota; 5,12-21 nota; 1 Cor 15,3-5 nota); os fiéis, associados no baptismo a essa morte (Rm 6,1-14 nota), devem morrer para si e abrir-se ao amor e ao dom de si. Há uma rotura total, aqui chamada uma nova criação (v.17; Gl 6,15 nota; Cl 3,3-17 nota.10), integrada num mundo novo (Rm 8,18-30 nota; 2 Pe 3,13; Ap 21,1 nota).
16
À maneira humana, lit., "Segundo a carne" (Rm 6,6 nota; 7,7-25 nota; Gl 1,16 nota).
18-21
Reconciliação, termo que tinha sido utilizado para a amnistia concedida por César aos habitantes de Corinto, quando da reconstrução da cidade. Esta, que consiste no perdão dos pecados, é obra de Deus, que se serve do Apóstolo, embaixador em nome de Cristo, para a anunciar. Para isso, Deus fez a Cristo pecado por nós: Ele tomou sobre si os pecados da humanidade (Gl 3,13 nota), para nos tornar participantes da justiça de Deus (Rm 5,19; 8,3 nota; 1 Pe 2,24-25 nota).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.