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26 Segunda-feira, 26 de outubro Outubro de 2026 Segunda-feira da semana XXX

Música de fundo

Música da capela Em pausa

2.ª Coríntios

2.ª Coríntios 1

PRÓLOGO<br>(1,1-11)

Saudação

1 *Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto, como a todos os santos que estão na Acaia inteira, 2 a vós, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.

Bênção

3 *Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação! 4 Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar aqueles que estão em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus.
5 Na verdade, assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também, por meio de Cristo, é abundante a nossa consolação. 6 Se somos atribulados, é, pois, para vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para vossa consolação, que vos faz suportar os mesmos sofrimentos que também nós padecemos. 7 E a nossa esperança a respeito de vós é firme, porque sabemos que, assim como sois participantes dos nossos sofrimentos, também o haveis de ser da nossa consolação.
8 *Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia. Fomos maltratados em extremo, acima das nossas forças, até ao ponto de perdermos a esperança de sobreviver. 9 Sentimos cair sobre nós mesmos a sentença de morte, para que não puséssemos a confiança em nós, mas em Deus que ressuscita os mortos. 10 Foi Ele quem nos livrou e nos há-de livrar de tão grande perigo de vida; nele colocamos a esperança de que sempre nos livrará, 11 se vós também nos ajudardes, com as vossas orações, a fim de que o dom a nós concedido, pela intercessão de muitos, seja motivo de acção de graças para muitos, em nosso favor.

I. DEFESA DO APÓSTOLO<br>(1,12-7,16)

Mudança de planos

12 Este é o nosso motivo de glória: o testemunho da nossa consciência de termos procedido no mundo, e mais particularmente em relação a vós, com a simplicidade e a sinceridade que vêm de Deus, e não com a sabedoria humana, mas segundo a graça de Deus. 13 Na verdade, não vos escrevemos nada além do que podeis ler e compreender, e espero que o compreendais até ao fim - 14 como em parte já nos compreendestes - que nós somos o vosso motivo de glória, como vós sereis o nosso, no dia do Senhor Jesus.
15 *Com esta confiança, tencionava primeiro ir ter convosco, para que recebêsseis uma segunda graça, 16 passando por vós a caminho da Macedónia, para, de lá, ir outra vez ter convosco e ser por vós ajudado na viagem para a Judeia. 17 *Ao conceber este plano, será que usei de leviandade? Ou será que as resoluções que tomo são puramente humanas, de modo que haja em mim o «sim» e o «não» ao mesmo tempo? 18 Mas Deus é testemunha de que a nossa palavra dirigida a vós não é «sim» e «não.» 19 Pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, aquele que foi por nós anunciado entre vós, por mim, por Silvano e por Timóteo, não foi um «sim» e um «não», mas unicamente um «sim.» 20 Nele todas as promessas de Deus se tornaram «sim» e é por isso que, graças a Ele, nós podemos dizer o «ámen» para glória de Deus.
21 *Aquele que nos confirma juntamente convosco em Cristo e nos dá a unção é Deus, 22 Ele que nos marcou com um selo e colocou em nossos corações o penhor do Espírito.
23 *Quanto a mim, invoco a Deus por testemunha, sobre a minha vida, de que foi para vos poupar que não voltei a Corinto. 24 Não é porque pretendamos actuar como senhores sobre a vossa fé; queremos, antes, contribuir para a vossa alegria, porque, quanto à fé, estais firmes.

Notas

1, 1
Saudação semelhante à da 1 Cor. Em vez de Sóstenes, aparece aqui Timóteo, natural de Listra (Act 16,1 nota), que colaborou na fundação da igreja de Corinto (v.19; Act 18,5) e mediou as difíceis relações do Apóstolo com ela (1 Cor 4,17 nota; 16,10-11 nota).
3-7
Em vez da acção de graças habitual, temos uma bênção de louvor pela consolação que lhes foi concedida. O formulário é o do AT, mas é dirigido ao Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a fonte da consolação, pela mediação de Cristo (v.5). Não exclui a de Paulo (v.4), que se tornou consolador, porque está associado ao mistério de Cristo e dele participa através dos sofrimentos e da consolação (v.5-7; Fl 3,10; Cl 1,24 nota).
8-11
Esta tribulação é difícil de identificar: pode ser o motim dos ourives de Éfeso (Act 19,23-40); o combate com as feras (1 Cor 15,30-32 nota); ou a doença que o afligia (12,7-10 nota; Gl 4,13).
12-14
Paulo apela para o testemunho da própria consciência e sobretudo para o testemunho de Deus (v.23), com recurso ao juramento (v.18.23), para se defender das acusações de falta de sinceridade (v.17) e de agir segundo a sabedoria humana, lit., "carnal" (5,16 nota).
15-16
Alteração do projecto de viagem, anunciado em 1 Cor 16,5-7.5-9 (nota) (Macedónia, Corinto e Judeia), para Corinto, Macedónia, Corinto e Judeia, do qual desistirá (v.23; 2,1).
17-20
O Apóstolo foi acusado de inconstância, capaz do sim e do não ao mesmo tempo (Mt 5,37 nota; Tg 5,12). Para se defender, jura, pela fidelidade de Deus, que a sua pregação foi sempre rectilínea, anuncia Jesus Cristo, que é o sim encarnado, pronunciado por Deus. Nele todas as promessas foram cumpridas e, por meio dele, a comunidade pode responder ámen - termo aramaico usado na liturgia (Rm 16,25-27 nota; 1 Cor 14,15-17 nota; Ap 3,14-18 nota; 5,14; 22,20). A mesma correspondência entre sim e ámen em Ap (1,7; 22,20) .
21-22
A garantia é dada por Deus que concede a unção, pela fé (Ap 5,1-14.6 notas), e o selo recebido no Baptismo (Jo 6,27 nota; Ef 1,13; 4,30; Ap 5,1-14.6 notas; 7,2-3 nota). A posse do Espírito é penhor (5,5; Ef 1,14 nota), antecipação da herança prometida, também chamado "primícias" (Rm 8,18-30 nota). Note-se a referência à Trindade.
23-24
Com juramento, Paulo diz que, se não voltou a Corinto, foi para os poupar e não por motivos doutrinais (1 Cor 16,5-9 nota). Ele não quer incomodar os fiéis (1 Pe 5,2-3).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.