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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

1.º Macabeus

1.º Macabeus 9

Morte de Judas Macabeu

1 Logo que Demétrio soube do fim de Nicanor e do aniquilamento do seu exército, resolveu enviar, pela segunda vez, Báquides e Alcimo à terra de Judá, à frente das suas melhores tropas. 2 Dirigiram-se pelo caminho de Guilgal, acamparam em frente de Mesalot, no distrito de Arbela, apoderaram-se da cidade e mataram um grande número de habitantes. 3 *No primeiro mês do ano cento e cinquenta e dois, cercaram Jerusalém 4 mas, depois, afastaram-se e foram para Bereia com cento e vinte mil homens e dois mil cavaleiros. 5 Judas estava acampado em Elassá, com três mil homens escolhidos, 6 os quais, ao verem o número considerável dos adversários, ficaram cheios de temor. Muitos fugiram do campo e não ficaram mais do que oitocentos homens. 7 Judas, vendo a dispersão do exército e a iminência do combate, sentiu o coração angustiado, porque já não tinha tempo de reunir os fugitivos. 8 Consternado, disse aos que ficaram: «Vamos atacar os inimigos e vejamos se os poderemos vencer!» 9 Mas eles dissuadiram-no disso, dizendo: «Não poderemos. Salvemos agora as nossas vidas e voltaremos depois, com os nossos irmãos, para travar a batalha, pois neste momento somos muito poucos.» 10 *Mas Judas respondeu-lhes: «Deus me livre de proceder deste modo e de fugir diante deles. Se chegou a nossa hora, morramos corajosamente pelos nossos irmãos, mas não manchemos a nossa honra.»
11 O exército do inimigo saiu do campo e tomou posição diante deles; a cavalaria dividiu-se em dois esquadrões, os fundibulários e os frecheiros colocaram-se à frente e todos os homens valentes se postaram na primeira fila. Báquides estava na ala direita 12 e, ao som das trombetas, a falange avançou dos dois lados. Os soldados de Judas tocaram também as trombetas 13 e a terra foi abalada pelo tumulto das armas. O combate foi encarniçado e a luta durou desde a manhã até à tarde. 14 Judas viu que Báquides se encontrava à direita com o núcleo mais forte do seu exército e cercado dos mais corajosos. 15 Derrotou a ala direita e perseguiu-a até aos montes de Asdod. 16 Mas a ala esquerda, vendo a direita derrotada, lançou-se na perseguição de Judas e dos seus soldados pela retaguarda. 17 O combate foi ainda mais encarniçado e, tanto de um lado como do outro, caíram muitos feridos.
18 O próprio Judas caiu morto e todos os outros fugiram. 19 Jónatas e Simão levaram Judas, seu irmão, e enterraram-no no sepulcro dos seus pais, em Modin. 20 Todo o povo de Israel manifestou grande desolação, chorou-o e guardou luto durante vários dias, dizendo: 21 *«Como sucumbiu o valente salvador de Israel!»
22 As restantes façanhas de Judas, os seus combates, os seus feitos heróicos e façanhas não se escreveram, por ser excessivamente grande o seu número.

III. FEITOS DE JÓNATAS<br>(9,23 - 12,54)

Jónatas sucede a Judas

23 Depois da morte de Judas, os apóstatas reapareceram em todo o território de Israel, e todos os que praticavam a iniquidade levantaram a cabeça. 24 Naqueles dias, grassou uma grande fome e todo o país se passou para o inimigo. 25 Báquides escolheu homens ímpios para os colocar nos postos de comando. 26 Estes procuravam com empenho os amigos de Judas e levaram-nos a Báquides, que se vingava deles e os insultava. 27 A tribulação que caiu sobre Israel foi tal, que não houve outra semelhante desde o dia em que desapareceram os seus profetas. 28 *Reuniram-se todos os amigos de Judas e disseram a Jónatas:
29 «Depois da morte de Judas, teu irmão, não apareceu ninguém como ele, para se opor aos nossos inimigos, a Báquides e aos que odeiam a nossa raça. 30 Por isso, escolhemos-te, hoje, por chefe, para nos conduzires ao combate.»

Jónatas e os árabes

31 Jónatas aceitou o mando e tomou o lugar do seu irmão Judas. 32 Báquides teve conhecimento disso, e procurou matá-lo. 33 Mas, advertidos, Jónatas, seu irmão Simão e todos os seus companheiros fugiram para o deserto de Técua, onde acamparam, junto às águas da cisterna de Asfar. 34 Báquides soube-o e, no dia de sábado, atravessou o Jordão com todo o seu exército. 35 Então, Jónatas enviou o seu irmão, chefe do povo, aos nabateus, seus amigos, e pediu-lhes que deixassem depositar ali as suas bagagens, que eram numerosas. 36 Mas os filhos de Jambri, que eram de Madabá, saíram e apoderaram-se de João e de tudo o que tinha e levaram-no.
37 Depois disto, disseram a Jónatas e ao seu irmão Simão que os filhos de Jambri celebravam um casamento solene, e traziam de Nadabat, com grande pompa, a jovem esposa, filha de um dos maiores príncipes de Canaã. 38 Lembraram-se do sangue do seu irmão João, e retiraram-se para a montanha, onde se ocultaram. 39 Levantando os olhos viram uma multidão de gente, com magnífico aparato. E o noivo com os seus amigos e irmãos, saía ao encontro daquela multidão, com tambores, instrumentos de música e muitos escudos.
40 Os companheiros de Jónatas saíram, então, do esconderijo e atacaram-nos. Mataram e feriram muitos, e os restantes fugiram para a montanha, enquanto os vencedores se apoderavam dos despojos. 41 *Deste modo, a boda transformou-se em luto e os sons da música, em lamentações. 42 Os judeus vingaram-se do sangue do seu irmão e regressaram à margem pantanosa do Jordão.

Báquides faz fortificações. Morte de Alcimo

43 Báquides teve notícia disto e, num dia de sábado, avançou com um poderoso exército até às margens do Jordão. 44 Jónatas disse, então, aos seus companheiros: «Vamos, lutemos pela nossa vida, porque hoje não é como das outras vezes. 45 Eis o combate diante e atrás de nós; de um lado o rio Jordão, e de outro o pântano e o bosque, sem que nos reste por onde escapar. 46 Clamai, pois, ao céu, para que nos livre dos nossos inimigos.» 47 Travou-se o combate. Jónatas levantou a mão para ferir Báquides, mas este afastou-se e evitou-o. 48 Então, Jónatas e os seus companheiros atiraram-se ao Jordão e passaram a nado para a outra margem; mas os inimigos não atravessaram o Jordão para os perseguirem.
49 Naquele dia pereceram cerca de mil homens do exército de Báquides. Este voltou para Jerusalém 50 e construiu cidades fortificadas na Judeia: as fortalezas de Jericó, Emaús, Bet-Horon, Betel, Timna, Piraton e de Tefon com muros altos, portas e trancas. 51 E colocou nelas guarnições, para fazer guerra a Israel. 52 Fortificou igualmente Bet-Sur, Guézer e a cidadela, onde deixou tropas e depósitos de víveres. 53 Tomou como reféns os filhos das famílias mais importantes do país, e encerrou-os na cidadela de Jerusalém. 54 *No segundo mês, do ano cento e cinquenta e três, Alcimo ordenou a demolição do muro do pátio interior do templo, destruindo a obra dos profetas. 55 *Mas sobreveio-lhe um ataque de apoplexia e o seu plano foi suspenso. Ficou com a boca fechada e paralisada, de modo que nunca mais pôde dizer uma palavra, nem dar ordens relativas à sua casa. 56 Alcimo morreu pouco depois, atormentado por grandes dores.
57 Logo que Báquides viu a morte de Alcimo, retirou-se para junto do rei, e a terra de Judá permaneceu em paz durante dois anos.

Báquides derrotado por Jónatas

58 Todos os apóstatas conspiraram, dizendo: «Jónatas e os seus vivem em paz e confiantes; aproveitemos, pois, para chamar Báquides, que os exterminará numa só noite.» 59 Foram, com efeito, avistar-se com Báquides e expuseram-lhe este plano. 60 Ele pôs-se logo a caminho com um grande exército. Secretamente, enviou mensageiros aos judeus, seus partidários, para que prendessem Jónatas e os seus companheiros; mas não puderam fazer nada, porque o seu plano foi descoberto. 61 Como castigo, cinquenta dos principais cabeças desta conjuração foram presos e mortos. 62 A seguir, Jónatas fugiu com Simão e os seus partidários para Bet-Basi, no deserto; ergueram as ruínas e fortificaram-na. 63 Logo que foi informado, Báquides reuniu todo o seu exército e avisou os seus amigos da Judeia. 64 Veio acampar em frente de Bet-Basi, que sitiou por muito tempo com máquinas de guerra.
65 Jónatas deixou na cidade o seu irmão Simão e saiu para o campo com um pequeno número de homens. 66 Matou Odomera e os irmãos dele, na sua própria tenda, bem como os filhos de Fasiron; e, à medida que ia lutando, ia crescendo em força.
67 Por seu lado, Simão e os seus homens saíram da cidade, incendiaram as máquinas de guerra, 68 atacaram Báquides e derrotaram-no, causando-lhe grande pesar, por ver frustrados os seus desígnios e tentativas. 69 Por isso, enfureceu-se contra os maus judeus que o tinham aconselhado a vir à sua terra; mandou matar muitos deles e decidiu voltar ao seu país.
70 Sabendo isso, Jónatas enviou-lhe mensageiros para lhe propor a paz e a entrega dos prisioneiros. 71 Ele recebeu-os, aceitou a proposta e jurou nunca mais lhes fazer mal em todos os dias da sua vida. 72 Restituiu os prisioneiros que fizera anteriormente na Judeia, regressou ao seu país e não quis mais voltar à terra dos judeus. 73 *A guerra cessou em Israel, e Jónatas fixou residência em Micmás, onde começou a governar o povo e a exterminar os ímpios de Israel.

Notas

9, 3
O ano 152 dos Selêucidas corresponde ao ano 160 a.C..
10
Judas fica absolutamente só e sente-se desanimado pela deserção dos seus seguidores. Pela primeira vez, duvida da vitória (v.8) e não suplica a protecção divina, como sempre fazia (4,10.30-33; 7,41-42), mas unicamente apela para a honra militar. Sugere-se com esta atitude que, sempre que se conta apenas com as forças humanas, sobrevem a derrota.
21
A morte de Judas é descrita como a de um herói e salvador do povo (Jz 3,9-11; 2 Sm 1,19-27).
28-33
Jónatas, o filho mais novo de Matatias, foi eleito para suceder a Judas. Com o seu exército acampa no deserto de Técua, lugar onde também David e seus seguidores procuraram refúgio (1 Sm 24,1-23; 26,1-25). Há uma localidade com o nome de Técua, sobranceira ao deserto, que é a terra natal de Amós (Am 1,1).
41
Ver Am 8,10.
54
O muro que Alcimo mandara destruir separava o recinto em que podiam entrar os pagãos, da parte reservada aos judeus. Fala-se aqui da obra dos profetas, porque a reconstrução do templo, depois do exílio da Babilónia, tinha sido impulsionada pelas palavras de Ageu e Zacarias.
55
Pela acção sacrílega desenvolvida, Alcimo foi acometido de uma paralisia progressiva que veio a culminar com a morte, no ano 159 a.C.. Jónatas pôde então viver em paz.
73
Tal como seu irmão Judas (9,21-22), Jónatas é comparado a um dos antigos juízes (Jz 3,9-10; 4,4-5) e mesmo aos reis (1 Rs 3,9; 2 Rs 15,5).

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.